Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

MARXISMO E CRISTIANISMO SÃO CONCEITOS INCOMPATÍVEIS


Teoria e discurso do sociólogo alemão Karl Marx são contrários à Bíblia e seus valores
O mês de maio [de 2018] marcou os 200 anos do nascimento, na antiga Prússia, do filósofo Karl Marx (1818-1883), considerado o idealizador do que se conhece hoje como marxismo. Marx foi autor de duas obras muito conhecidas, O Manifesto Comunista (1848) e O Capital (1867-1894), que dão sustentação teórica para suas ideias. Para entender qual a relação dessa cosmovisão com a narrativa bíblica, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com o doutor em Sociologia Thadeu Silva.
Historicamente, Karl Marx teorizou sobre a Economia (na famosa obra O Capital) e advogou a ideia de que o progresso da sociedade se dá essencialmente por meio da luta de classes e que há sempre a figura de quem domina e quem é dominado nesse contexto. A que se deve o fato de suas obras ainda terem tanta repercussão, inclusive fora da Economia?
Sem dúvida nenhuma, deve-se a uma combinação de temas que tocam a emancipação do homem, teorias aparentemente verdadeiras e acessíveis a pessoas não especialistas, escritas em linguagem simples e difundidas por pessoas influentes, principalmente professores universitários.
Os temas de Marx tocam vários campos do conhecimento além da Economia. Um apanhado exemplar é o primeiro capítulo de O Capital, intitulado A Mercadoria, em que abre sua maior obra com quatro pilares do seu pensamento: diz que a unidade básica do mercado (a mercadoria) é, na verdade, a concretização das relações sociais injustas do capitalismo; diz que o valor de uma mercadoria é definido pelo trabalho; afirma que o trabalho foi explorado e subordinado pelo capital a ponto de reduzir o homem à condição de coisa e  argumenta que o mundo religioso é somente um reflexo do que é o mundo real.
Junte-se a essas afirmações a primeira frase do primeiro capítulo do Manifesto do Partido Comunista (“a história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes”, pela qual diz que tal luta teria sido o motor de desenvolvimento das sociedades), a 11ª tese sobre Feuerbach (“os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo”), sua previsão de que o desenvolvimento do proletariado explodiria em uma revolução aberta e o proletariado estabeleceria sua dominação pela derrubada violenta da burguesia. Estas e outras tantas frases formam um conjunto de ideias que culpam as condições injustas da sociedade pela desigualdade entre as pessoas, além de ser praticamente uma convocação às pessoas para que lutem unidas contra o capitalismo.
A luta de classes é um dos grandes temas de Marx e, também, um dos que mais dano causou à humanidade. Por meio dele, alega que o desenvolvimento da humanidade teria acontecido graças à briga infindável entre quem tem dinheiro (dominadores) e quem tem força de trabalho (dominados) e ao crescimento das forças produtivas. A aparente veracidade dessa alegação separa as pessoas em dois grupos opostos, mediadas por um ódio crescente à medida que a vida se torna mais difícil. O tom de justiça e de emancipação da obra de Marx continua encantando gente em muitos lugares, especialmente em países cujas populações ainda possuem baixa escolaridade, como os da América Latina e do antigo bloco soviético.
É possível dizer que as ideias de Marx ultrapassaram a questão da Economia e chegaram até a política e à sociedade de maneira geral? O que você ressalta?
Certamente. Na verdade, se em algum momento Marx chegou a esboçar uma teoria da sociedade ou da Economia, foi com intuito político. A já referida 11ª tese contra Feuerbach sintetiza esse pensamento mostrando que, para ele, a finalidade do conhecimento é fazer revolução. Política (e, portanto, poder) era a intenção de Marx, expressa em cada um de seus escritos, transferindo aos leitores seus objetivos. Não foi imediatamente, por exemplo, que esquerdas políticas se apropriaram das ideias do alemão. Aliás, demorou algum tempo para isso acontecer, mas, ao primeiro sinal de simbiose, eles se tornaram portadores mais que adequados para sua difusão, a ponto de, hoje, esquerdas políticas e marxismo serem indissociáveis.
Mas o êxito de Marx também deve ser entendido pela perspectiva do humanismo, que já alcançava níveis impressionantes no século XIX e ao qual se alinhavam os outros dois pais da escola da dúvida: Nietzsche e Freud. Os três falaram de assuntos bem diferentes, mas compartilhavam da premissa de o homem ser o centro da vida e dos valores. O humanismo se tornou prevalente em cada campo do conhecimento. Auxiliado pelo relativismo (que alega não haver certo nem errado, somente opções culturais), desviou os olhos da humanidade do Deus Criador para o homem, colocou o conhecimento de Deus como algo folclórico ou como pertencente a um período de ignorância da humanidade. Estranhamente, este pensamento “pegou” e se tornou normal.
O materialismo de Marx também foi recepcionado por outros campos, além da Economia. Materialismo é o ramo do conhecimento que diz que as coisas é que criam as ideias, não o contrário. O pensamento de Marx passou por uma fase de materialismo dialético e por outra chamada materialismo histórico, cuja distinção aqui importa menos do que as suas consequências. Seu resultado mais profundo é levar as pessoas a acharem que real é somente aquilo que é material. Nesse sentido, as ideias nunca seriam reais. Admitida esta ideia, passa-se a entender que todas as ideias derivam do dinheiro que uma pessoa possui – o que não é verdade, mas foi exatamente o que o materialismo de Marx causou. Viciou o pensamento a julgar a veracidade das coisas pela sua textura, eliminando a condição de admitir a realidade de uma ideia. Isso é reduzir a vida a somente uma de suas dimensões.
Em um de seus escritos, Marx afirmou que a “religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, assim como é o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo”. Seria uma visão da religião como uma fuga do ser humano das suas responsabilidades?
A aversão de Marx pela religião (de modo geral), e pelo cristianismo (de modo particular), se dá pelo fato de ser um obstáculo à implementação de sua utopia. Por isso, usou de dois artifícios intelectuais para ridicularizá-la. O primeiro foi dizer que a religião era algo inventado pelos ricos para aliviar o sofrimento causado pelo capitalismo sobre os pobres. Em segundo lugar, foi alegar que essas ideias eram falsa consciência imposta pela classe dominante para defender e perpetuar a propriedade privada. É no primeiro sentido que Marx via a religião como fuga das responsabilidades.
Marx tinha uma maneira ruim de tratar seu leitor: ao passo que, por um lado, queria “abrir seus olhos” para a “verdade” dizendo que a religião era uma armadilha da classe dominante, acusava o proletário de ser um iludido, na pior acepção do termo, provocando-o a abandonar a fé. Assim Marx tratava a classe pela qual ele desejava realizar a revolução.
Cristãos podem conciliar as ideias marxistas com as crenças bíblicas ou isso é incompatível? Por quê?
Cristianismo e marxismo são duas coisas opostas entre si, impossíveis de serem conciliadas. As diferenças começam pela criação: a Bíblia mostra que Deus é o Criador do homem, ao passo que, para Marx, foi o homem quem construiu a ideia de Deus. Para Deus, o ser humano é a menina dos Seus olhos, a luz do mundo e o sal da terra, reparador de brechas e restaurador de veredas, membro da geração eleita, do sacerdócio real, da nação santa, do povo adquirido, testemunha do Senhor, enquanto que, para Marx, o homem é o autor da revolução contra o capitalismo.
De acordo com a Palavra de Deus, os pensamentos geram as ações, o que é o perfeito e oposto ao que Marx diz. O mandamento de Deus é amar os inimigos; o de Marx é destruí-lo. Deus diz que todos os males foram causados pelo pecado; Marx diz que o que causa o mal são as estruturas injustas da sociedade. Deus explica as ações humanas de acordo com a obediência dos homens à Sua Palavra; Marx explica as ações pelo dinheiro e pelo poder.
O interesse dos dois é completamente oposto: o cristianismo se interessa pela salvação do ser humano da condição de pecado, prega o Evangelho, anuncia a volta de Jesus, chama atenção para Deus como a pessoa mais importante da nossa vida, deseja viver na Cidade Santa com Cristo e os salvos e baseia sua vida na Palavra de Deus. O marxismo se interessa pelo poder, em tomá-lo das mãos da burguesia e passá-lo para os proletários; seu maior desejo é uma sociedade sem classes neste mundo e baseia sua vida pela vontade. Como poderiam ser compatíveis?

(Por Felipe Lemos em: Notícias Adventistas)

sábado, 18 de janeiro de 2020

"FIRMAMENTO", ENTENDA O SIGNIFICADO DESSA PALAVRA NO LIVRO DE GÊNESIS

Segundo o Léxico de Português Hebraico (Strong) o termo “Céus” (hebraico Mymv – “shamayim”) refere-se: céu, céus, firmamento, céu como a morada das estrelas, como o universo visível, a atmosfera, e como a morada de Deus. Tanto a ciência quanto a Bíblia afirmam a existência de três céus, sendo que sobre o terceiro, a ciência difere da Bíblia quanto à sua definição. O primeiro céu é o céu atmosférico onde voam os pássaros e também chamada de camada formada por gases que protege a Terra, que transmite a luz, o som e fornece o ar que respiramos (Gênesis 1:6-8).
Fonte da imagem: Google
As galáxias também têm o seu percurso, onde giram em torno de um ponto central do universo. Os cientistas não sabem o que é este centro do universo que mantém as galáxias ligadas a ele por uma força imaginavelmente poderosa. Contudo, a Bíblia nos afirma que este centro do universo é o terceiro céu, onde está o trono de Deus. É Deus quem comanda todas estas estrelas, planetas e galáxias, girando harmoniosamente em volta do Seu trono (2 Coríntios 12:2).O segundo céu é o céu sideral onde se encontram os planetas e as estrelas agrupadas em constelações, e estas em galáxias (Gênesis 1:16,17). Existem mais de 200 milhões de galáxias, tendo em média mais de 200 bilhões de estrelas em cada uma delas. Os planetas giram em torno do sol e junto com as demais estrelas, giram em torno de um ponto comum no meio da galáxia. Todos os planetas e estrelas têm o seu percurso perfeitamente traçado, onde se revolvem em perfeita simetria.
É exatamente neste terceiro céu que passaremos o milênio, período que antecede a renovação desta Terra (1 Tessalonicenses 4:17; Apocalipse 20). Desejamos ardentemente que você e sua família estejam presentes e participem das alegrias eternas deste “novo céu e nova Terra” , nos quais habita a justiça” (Apocalipse 21; 2 Pedro 3:13).
A expressão “criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1) tem sido compreendida como uma referência ao universo inteiro. Todavia, por causa do foco do relato da criação na Terra, ela também pode designar a Terra e o céu atmosférico que a cerca. Ambos os pontos de vista são possíveis. O segundo dia marca a criação do firmamento. O termo hebraico fala de uma “expansão”, que provavelmente se trata de um indicativo da atmosfera que envolve o planeta Terra, e no verso 8 é chamado de “Céus”.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

O MILAGRE DE HIROSHIMA - ADVENTISTAS SOBREVIVEM AO ATAQUE DA BOMBA ATÔMICA


Dia 6 de agosto de 1945, Hiroshima – Japão – primeira cidade na história a ser destruída por uma bomba atômica. Apesar da terrível devastação e perda de vidas, neste dia, no sexagésimo oitavo ano deste evento fatídico, vamos refletir nas histórias impressionantes dos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Hiroshima – todos sobreviveram!





A HISTÓRIA DE ASAKO FURUNAKA

Asako Furunaka
Asako Furunaka nasceu no dia 12 de agosto e 1921, filha de um empresário de sucesso no Japão. Independente e muito inteligente, freqüentou a escola noturna após se formar como professora. Aos 32 anos de idade, tornou-se repórter de um jornal, algo incomum para uma mulher naqueles dias. 

Casou com um professor universitário e, embora não tivessem filhos teve uma vida feliz. Um dia, porém, quando já se aproximava dos 50 anos, a vida de Asako foi abalada quando seu esposo confessou ter uma amante e pediu o divórcio. 

O desespero e a raiva a oprimiram e a tristeza e o ódio por seu marido enchiam seus dias e noites fazendo com que cresse que nunca mais confiaria m ninguém. Logo caiu em profunda depressão.

Quando sua vida estava no fundo do poço, alguém a convidou para ir à igreja, começando a freqüentá-la regularmente. Ali, aprendeu sobre o perdão, encontrou esperança na Bíblia e a paz retornou ao seu coração. No entanto, naquela época não conseguiu se decidir pelo batismo.

Devido às suas habilidades e qualificações, ela foi convidada para ser a professora de Bíblia das crianças da igreja. Muito feliz, aceitou o cargo e começou a ensinar as lições da Escola Sabatina para as crianças. Um dia, a lição relatava a história do livro de Daniel, sobre os três jovens que foram salvos embora tivessem sido jogados na fornalha ardente por se negarem a adorar a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor havia feito. (Daniel 3:23-27)

Ela contou a história, mas quando terminou, um dos garotos exclamou: ”Eu não acredito nisso!” Então uma menina disse: “Eu acredito porque minha avó sempre me conta como nenhum membro da igreja adventista em Hiroshima foi morto quando a bomba caiu naquela cidade.”

Ao ouvir isso a irmã Furunaka concluiu que, embora estivesse ensinando a lição, ela também não acreditava naquela história, nem podia acreditar no que a menina dissera. Ao mesmo tempo, porém, um pensamento veio à sua mente: “Eu sou jornalista, não sou? Então devo ser capaz de descobrir se o que esta menina está dizendo é verdade ou não. Eu realmente devo conferir esta história!”

Assim, começou sua pesquisa, visitando todos os membros da igreja que haviam estado em Hiroshima na época da bomba atômica.



DIA FATÍDICO 

ataque nuclear ocorreu no final da Segunda Guerra Mundial contra o Japão, realizado pela Força Aérea dos Estados Unidos, na ordem do presidente americano Harry S. Truman, na manhã de uma segunda-feira dia 6 de agosto de 1945. 

Após seis meses de intenso bombardeio em 67 outras cidades japonesas, a bomba atômica "Little Boy" caiu sobre Hiroshima. Quando a primeira bomba atômica da história foi jogada (3 dias depois lançaram outra bomba em Nagasaki matando 80 mil pessoas), tudo foi destruído, instantaneamente, num raio de 2 km; a temperatura do solo alcançou inimagináveis 6.000º C. Todas as pessoas vivas, num raio de 4 km morreram queimadas. Foi provocada uma terrível ventania, com a velocidade de 4,4 km por segundo derrubando prédios inteiros e fazendo com que os estilhaços de vidro chegassem a até 16 km de distância. 

A radiação incrivelmente forte transmitida pela bomba, provocou, nos que estavam expostos a ela, a perda de todas as funções corporais e apoptose celular, um tipo de suicídio das células. Como resultado da explosão propriamente dita, os incêndios conseqUentes e as queimaduras pela radiação, 200 mil habitantes de Hiroshima perderam a vida.


NENHUM ADVENTISTA FERIDO


Primeira bomba atômica do mundo foi lançada sobre Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945. No rescaldo da bomba Dr. Tomiko Kihara trabalhou incansavelmente para salvar muitas vidas.
No meio de toda esta devastação, seria possível que nenhum membro da igreja, mesmo os que moravam a 1 km de distância de onde a bomba caiu, tivesse sido morto ou ferido? Incrédula a irmã Furunaka começou a visitar um por um, os membros da igreja que estiveram lá na ocasião.

O que encontrou foi que, mesmo em meio às mais terríveis possibilidades de morte daquele dia, nenhum membro da igreja pereceu ou ficou ferido.

A garotinha que dissera acreditar que os três fiéis rapazes foram mantidos vivos dentro da fornalha ardente, porque a sua avó sempre lhe contava que nenhum dos membros da Igreja Adventista de Hiroshima fora ferido, dissera a verdade.

Durante a sua investigação a irmã Furunaka ouviu o testemunho de um membro da igreja Hiroko Kainou que, ao ser surpreendida pela fúria do vento, caiu de joelhos e orou. Embora todos os vidros da casa tenham quebrado e voado, ela saiu sem nenhum arranhão. 

Iwa Kuwamoto estava dentro de um quilômetro de onde a bomba caiu, e ainda assim sobreviveu
A irmã Iwa Kuwamoto que aos 83 anos ainda faz evangelismo de sua casa por telefone e por carta, estava a 1km do local onde a bomba caiu. Quando ela conseguiu sair debaixo dos escombros, pôde ver a nuvem semelhante a um cogumelo gigante, que escondeu o sol e envolveu a terra com sua escuridão. 

Ela tentou desesperadamente ajudar seu esposo, descrente na época, a sair dos escombros, mas os incêndios ameaçavam engoli-los. Tomando a mão do marido e chorando, a irmã Iwa disse: “O fogo está chegando. Não posso fazer mais nada, então vamos morrer juntos. Deus sabe de tudo. Por favor, creia em Jesus Cristo. Eu não posso salvá-lo!” Seu esposo, porém, disse: “Não, vou morrer aqui, mas você deve correr por causa das crianças. Você precisa encontrar as crianças e buscar um lugar seguro. Faça isso pelas crianças!”

Mais uma vez ela disse: “Não, não tenho como escapar do fogo. Vou morrer aqui com você.” Mas seu esposo não quis ouvi-la. Ele disse: ”Não! Eu estou bem aqui. Por muito tempo me rebelei contra você e minha mãe, e não acreditava em Deus. Mas agora eu creio na salvação de Deus, assim poderemos nos ver outra vez. Por favor, por favor, vá encontrar as crianças. Por favor, vá!” Assim, com lágrimas de desespero ela deixou seu esposo ali. Jogando água em seu corpo enquanto caminhava escapou das chamas e, mais tarde encontrou seus filhos.

Tomiko Kihara era médica e tinha sua própria clínica. Havia estado de plantão na noite anterior e chegara em casa às duas da manhã, de modo que dormia quando a bomba explodiu. Embora estivesse a menos de 1 km de distância do centro da explosão, nada caiu sobre ela e não teve um ferimento sequer. Assustada com a explosão, correu para fora para ver o que estava acontecendo. Mas, tudo o que pode ver foi o chão queimado e escuro. Reconhecendo a seriedade da situação, correu para o hospital do outro lado da cidade, e ali, por uma semana, sem descansar ou dormir, ela atendeu as vítimas, pois era um dos poucos médicos da cidade a sobreviver à explosão. Nas semanas e meses seguintes à tragédia, ela continuou dando tudo de si para ajudar as vítimas.

A Sra. Kino, agora pelos seus oitenta anos, vivia a cerca de 4 km do epicentro da explosão e não sofreu os principais efeitos da detonação. Tendo treinamento em primeiros-socorros, ela passou o tempo ajudando aqueles cujos corpos sofreram queimaduras com o calor da explosão.

Hoje ela vive num asilo de velhinhos de onde narra sua traumática experiência para crianças que freqüentam a escola. Contudo, ela não o faz num espírito de rancor. Antes, fala de esperança e de como ela e sua comunidade foram protegidas. Também fala da ajuda que ela e sua família foram capazes de conceder a outros.

“Eu conhecia a promessa divina na Bíblia de que 'ainda que muitos caiam, Eu salvarei'", diz a Sra. Kino. "De fato, penso que posso sentir essa promessa cumprida para mim própria. Penso que muitas coisas ocorrem no mundo, mas creio que a mais importante de todas é que devemos parar de lutar. Se aproximar-nos mais uns dos outros, nos darmos as mãos e crermos na paz, penso que isso propiciará um futuro brilhante".

A Sra. Sako tinha 17 anos de idade na ocasião. Ela estava a somente 1,5 km do epicentro. Diz que foi um milagre ter sobrevivido. Os postos militares de primeiro socorro recusavam tratar dela, dizendo a seu pai que tinham que ajudar aqueles que apresentavam alguma chance de viver. Ela sofreu por semanas com dificuldades para respirar, com severas queimaduras nas partes expostas de seu corpo, e com feridas infestadas por vermes e sentindo os efeitos da radiação.

"Desde então", declara, "eu realmente passei a detestar a guerra. Eu odeio as guerras. Realmente não desejo que meus filhos experimentem o que eu experimentei. Tento fazer o meu melhor para prevenir o que aconteceu".

A Sra. Sako explica que em sua fé adventista ela "encontrou algo que não muda. Tudo ao redor pode mudar, mas eu creio num Deus que não muda".

Um outro membro da igreja de Hiroshima na época, um pouco antes da bomba, testemunhou que uma voz falou a ele várias vezes para vender a casa e mudar pro interior. A família toda foi contra, mas com bastante persistência ele conseguiu vender a casa no centro de Hiroshima e mudar pro interior uma semana antes da bomba cair. Se estivesse em Hiroshima teria perdido tudo. Ele depois testemunhava que fora Deus quem o tinha avisado pra vender tudo e sair da cidade.


A IGREJA ADVENTISTA DE HIROSHIMA


A Igreja Adventista do Sétimo Dia de Hiroshima foi construída em 1917.

Em 1943, a instituição Grande Associação Patriótica Religiosa do tempo de Guerra no Japão, eliminou toda religião que não estivesse em harmonia com o xintoísmo. Desta forma, a igreja foi demolida. O primeiro ancião Morita San foi obrigado a supervisionar a demolição de sua querida igreja.

Mas, o que a princípio parecia uma maldição, tornou-se uma bênção. Por causa da perseguição religiosa até 4 de agosto de 1945 (2 dias antes da bomba ser lançada), a maioria dos membros da igreja de Hiroshima já havia deixado a cidade. Alguns permaneceram, inclusive Morita e sua família que também estavam presentes quando a bomba foi lançada e sobreviveram

Assim todos os 21 membros adventistas da igreja de Hiroshima foram salvos.

Apesar de oito deles já terem falecido pela idade avançada, os restantes continuam vivos.


CRENTE DE VERDADE


Como resultado de ouvir esses testemunhos, a irmã Iwa Furunaka veio a crer completamente em Deus e foi batizada. Recebeu, depois, um convite para falar da fidelidade do Salvador aos outros, e, aos 58 anos, matriculou-se no curso de teologia do Colégio Saniku Gakuin, no Japão. Após a formatura, tornou-se pastora da Igreja Adventista Kashiwa e, mais tarde, trabalhou como instrutora bíblica na Igreja Adventista Kisarazu. 

Mesmo depois de jubilada, continuou a ser uma ativa evangelista. Hoje, gozando de boa saúde aos 88 anos de idade, ela diz: “Não tenho mais família aqui na terra, mas Deus me ama e eu estou contente.”


FONTES:



(Revista Adventist World - AGOSTO 2011- Pgs.16-17-18-19) 



segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ANTIGO EGITO E OS PRINCIPAIS ASPECTOS DE SUA ECONOMIA

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Quando se fala em Antigo Egito uma das primeiras coisas que nos vem à mente é o famoso Rio Nilo. Segundo Heródoto apud João (2010), O Egito é uma dádiva do Nilo, considerado um deus pelos egípcios, foi o principal meio pelo qual desenvolveram grande parte de suas atividades e uma delas foi a agricultura. Os egípcios souberam se valer muito bem dos recursos naturais, utilizavam-se de diques e canais feitos por eles mesmos e das cheias do Nilo para irrigação e plantio de cerais tais como, o trigo e a cevada que se tornaram uma das principais colheitas egípcias, mas também produziam algodão, vinhas e oliveiras. Pás, enxadas, foices e arados sendo alguns puxados por animais como bois e asnos eram algumas das ferramentas utilizadas pelos agricultores egípcios, e de acordo com Ferreira (2019) autor do site AntigoEgito.org, os trabalhadores também utilizavam um shaduf, uma estrutura de madeira com um recipiente em uma ponta e um contrapeso na outra para levarem água dos canais de irrigação para os campos.

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A agricultura foi o principal fator econômicos do Antigo Egito, as terras cultivadas pertenciam ao Faraó, rei do Egito e considerado pelo povo deus e senhor absoluto, mas eram controladas pelos sacerdotes e outros administradores reais que tomavam conta inclusive dos trabalhadores, tanto dos livres quanto dos escravos. Além da agricultura, havia também a pecuária onde criavam bois, porcos, carneiros e, posteriormente a invasão dos hicsos durante a décima segunda dinastia, os egípcios também começaram a criar cavalos, havia também pequenas indústrias de cerâmicas, de mineração e têxteis. Os artesãos quando requisitados se ocupavam na construção de templos e na fabricação de armas para o exército.
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Com tamanha produção interna o Faraó conseguia manter um bom e rentável comércio externo com outros povos por meio do Mediterrâneo. Povos como os fenícios forneciam marfim, perfumes, peles e madeiras para as construções de barcos e navios em troca de cereais, tecidos de linho, cerâmica e artesanatos feitos de ouro etc. Além da Fenícia, o Egito comercializava com a Palestina, Índia e Creta, as plantas usadas no processo de mumificação eram fornecidas pelos gregos. O comércio era praticado também na margem esquerda do Delta onde se localizavam os estabelecimentos comerciais. As relações comerciais internas se valiam de objetos de troca como objetos de cobre ou ouro, haja vista que na época não existia uma moeda.

No geral pode-se dizer que a economia egípcia predominava o modo de produção asiática onde o Faraó é o dono de toda a terra controlando o trabalho agrícola e muitas outras atividades econômicas que também eram chefiadas e coordenadas pelos funcionários do alto escalão que administravam as pedreiras, minas e construções que ocupavam os trabalhadores que em sua em grande maioria eram egípcios que viviam em servidão obrigados a sustentar a elite através de impostos ou trabalho.

REFERÊNCIAS


Antigo Egito - Agricultura Egípcia  Acesso em 11/ 2019.


Brasil Escola Egito Antigo  - Acesso em 11/2019.


JOÃO, M. T. J. Tópicos de História Antiga Oriental A economia no Egito. 1 ed. Curitiba, Ibpex, 2010.

Por: (Weverson Oliveira)

Veja também: VISITA AO MUSEU DE ARQUEOLOGIA BÍBLICA DO UNASP

domingo, 4 de agosto de 2019

FATOS INTERESSANTES SOBRE A RELIGIÃO NO ANTIGO EGITO

fonte de imagem: google
Os costumes e rituais, os deuses e objetos de culto despertam a curiosidade sobre a religião egípcia, quanto mais se descobre sobre a história antiga do Egito, mais rica e curiosa ela aparenta ser, por isso quando se fala do Antigo Egito, a religião é um dos assuntos mais debatidos e retratados principalmente nos filmes de arqueologia.
      
Pode-se dizer que a religião egípcia dedicava uma importância maior para os rituais pós morte, os achados arqueológicos estão repletos de documentos contendo rituais alusivos ao período pós morte e ao mundo dos mortos, mas de acordo com João, (2013) a religião egípcia possui três manifestações importantes, sendo elas, a funerária, a popular e a templária, esta última ligada aos rituais do santuário.

       A porta do santuário possuía um lacre e havia um ritual correto para rompê-lo, e só então o sacerdote poderia ficar frente a frente com a divindade. Havia vários deuses, dentre os mais famosos estava Osíris, o principal deus cultuado pelos egípcios, símbolo da imortalidade e do renascimento da alma, também havia a deusa Ísis considerada deusa do amor e mãe de todo Egito e Hórus o deus do céu. Os templos eram  importantes  instituições estatais, por isso acredita-se que a religião produzida pelos sacerdotes  era também a religião oficial, o faraó, ele mesmo um deus, era responsável por manter o maat na terra, ou seja, ele era responsável pela ordem, justiça e verdade.

       Os rituais realizados dentro dos templos consistiam basicamente em adorar e realizar oferendas as divindades. Um papiro atualmente situado em Berlim (Papiro de Berlim 3055 apud João 2013) mostra por exemplo, os rituais realizados em honra do deus Amon no templo de Karnak, cidade de Tebas. Nela há uma longa lista do que deveria ser feito nos cultos diários à divindade.

  
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 Os relevos pintados em tumbas possuem narrativas literárias inspirados nos mitos e nessas tumbas havia também o Livro Dos Mortos que consistia em um dos artefatos mais importantes para o ritual pós morte, pois nele eram registrados todos os rituais e orações que guiavam a alma do morto pelo caminho correto até o reino de Osíris e segundo o escritor e arqueólogo Dr. Rodrigo Silva (2014), um dos rituais mais marcantes era a substituição do coração do morto por um escaravelho de pedra. Quando a alma do morto estava no além e ia passar pelo julgamento onde se decidia o destino eternal do falecido, o escaravelho era colocado na balança que pesava as boas e más ações e assim a alma do morto conseguia burlar o juízo e se livrar da condenação eterna.


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      Os egípcios desenvolveram concepções religiosas bastante complexas tanto no que se refere a vida eterna quanto no que se refere à crença na imortalidade. O pensamento religioso egípcio é bastante pautado na observação da natureza como o nascer e pôr do sol, movimentos sazonais como as cheias do rio Nilo personificados na forma de deuses como é o caso do deus Hapi, o deus das cheias, por isso entendemos que muitos dos seus deuses eram representados nas formas antropozoomórfica, ou seja, uma mistura híbrida de homem e animal como o deus Hórus que possuía corpo humano e cabeça de falcão.       Contudo, o estado de ordem era frágil e deveria ser constantemente assegurado através das realizações de rituais nos templos, presididos pelo faraó em pessoa, ou, quando isso não era possível, por sacerdotes do alto escalão. Do contrário o universo sucumbiria as forças do caos, pois segundo o pensamento egípcio, o mundo era mantido por um frágil equilíbrio.

       Para os egípcios antigos o momento da criação do mundo foi o ápice da perfeição levando a crença nos mitos cosmogônicos. Cidades como Mênfis, Hermópolis, e Heliópolis tinham cada qual a sua versão de origem das coisas e considerando a sua importância política chegaram a influenciar outras religiões com a sua tradição.    

     Fora dos templos e do âmbito da religião oficial, é difícil saber como as pessoas comuns se relacionavam com os deuses e percebiam qual era a religião que lhes era imposta, pois a maioria da população do Antigo Egito era analfabeta e a maioria dos documentos que chegam até os pesquisadores são provenientes da visão da elite sobre a sociedade, é sabido por exemplo que uma das raras oportunidades que os egípcios tinham para ficarem frente a frente com a divindade eram durante os festivais onde as pessoas em geral podiam consultar o oráculo dos deuses. Um amuleto bastante popular era o Olho de Hórus, que, segundo a mitologia teria sido arrancado de Hórus em uma disputa com seu tio Seth, e mais tarde oferecido a seu pai, Osíris como símbolo da ressurreição. Não havia nessa sociedade separação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, tanto um mundo quanto o outro faziam parte de uma mesma sociedade, pois os mortos não eram excluídos e podiam até mesmo intervir em questões dos vivos a pedido deles. Já a concepção Judaico - Cristã era diferente das dos egípcios, pois os egípcios não viam o ser através de uma dualidade entre corpo e alma. Havia sim uma pluralidade de aspectos corpóreos e não corpóreos, que em conjunto formavam um indivíduo.

       Durante o passar dos séculos o Antigo Egito ficou esquecido e soterrado pelas areias e encoberto pelo tempo, mas com o avanço das conquistas feitas por tropas, e guerrilhas, muitas coisas foram aparecendo e despertando assim uma curiosidade sem fim das pessoas em buscarem mais e mais artefatos sobre a história egípcia, e assim, muitos achados foram revelados, inclusive alguns que fazem alusões a religião Judaico - Cristã, como é o caso do Papiro de Ipuwer, escrito aproximadamente nos anos 1850 - 1600 a.C,  que quando traduzido, descobriu-se tratar de uma narrativa referente as dez pragas relatadas na Bíblia no livro do Êxodo. 

          

    
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Dentre os achados mais famosos na egiptologia, a (Pedra de Roseta), um artefato arqueológico de basalto achado pelos pesquisadores de Napoleão no sec. XVIII, traz algumas inscrições cuneiformes que quando traduzidas, nos revelou um decreto dos sacerdotes de Mênfis conferindo honras divinas a Ptolomeu V, Epifâneo (195 a.C). Sobre tais achados o Arqueólogo Dr. Rodrigo Silva diz o seguinte:     


"O despertamento provocado pelos achados egípcios fez com que muitos eruditos e aventureiros embarcassem em uma verdadeira corrida pelo ouro “arqueológico”, que talvez não trouxesse riqueza material, mas revelaria um inestimável tesouro: a compreensão mais clara das escrituras Judaico – cristãs."
 (Silva R. 2014. p.10-11).

De acordo com alguns estudiosos, analisando alguns fatores da religião egípcia, encontramos algumas semelhanças com outras religiões e outros ainda julgam que quanto mais materiais e artefatos arqueológicos sobre o Antigo Egito, mais fácil será compreender e contextualizar alguns aspectos históricos das escrituras Judaico –Cristãs. Independentemente se tais fatos corroboram ou não com as religiões atuais, o ponto importante é que a cultura egípcia no geral é riquíssima e desperta uma curiosidade fascinante devido a certos aspectos peculiares especialmente na religião que nos mostra de maneira curiosa como viviam e se comportavam os povos egípcios daquela época.

Por: ( Weverson Oliveira)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


.JOÃO, M. T. J. Tópicos de História Antiga Oriental – A religião egípcia. 1 ed. Curitiba, Inter Saberes, 2013
SILVA, R. P. OCoração de Faraó - Pr. Rodrigo Silva, 1º Palestra

SILVA, R. P. Escavando a Verdade: A Pedra de Roseta – Corrida arqueológica. 3 ed. Tatuí, Casa Publicadora Brasileira, 2014.



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