Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


domingo, 4 de agosto de 2019

FATOS INTERESSANTES SOBRE A RELIGIÃO NO ANTIGO EGITO

fonte de imagem: google
Os costumes e rituais, os deuses e objetos de culto despertam a curiosidade sobre a religião egípcia, quanto mais se descobre sobre a história antiga do Egito, mais rica e curiosa ela aparenta ser, por isso quando se fala do Antigo Egito, a religião é um dos assuntos mais debatidos e retratados principalmente nos filmes de arqueologia.
      
Pode-se dizer que a religião egípcia dedicava uma importância maior para os rituais pós morte, os achados arqueológicos estão repletos de documentos contendo rituais alusivos ao período pós morte e ao mundo dos mortos, mas de acordo com João, (2013) a religião egípcia possui três manifestações importantes, sendo elas, a funerária, a popular e a templária, esta última ligada aos rituais do santuário.
       A porta do santuário possuía um lacre e havia um ritual correto para rompê-lo, e só então o sacerdote poderia ficar frente a frente com a divindade. Havia vários deuses, dentre os mais famosos estava Osíris, o principal deus cultuado pelos egípcios, símbolo da imortalidade e do renascimento da alma, também havia a deusa Ísis considerada deusa do amor e mãe de todo Egito e Hórus o deus do céu. Os templos eram  importantes  instituições estatais, por isso acredita-se que a religião produzida pelos sacerdotes  era também a religião oficial, o faraó, ele mesmo um deus, era responsável por manter o maat na terra, ou seja, ele era responsável pela ordem, justiça e verdade.

       Os rituais realizados dentro dos templos consistiam basicamente em adorar e realizar oferendas as divindades. Um papiro atualmente situado em Berlim (Papiro de Berlim 3055 apud João 2013) mostra por exemplo, os rituais realizados em honra do deus Amon no templo de Karnak, cidade de Tebas. Nela há uma longa lista do que deveria ser feito nos cultos diários à divindade.

     
fonte de imagem: google
 
Os relevos pintados em tumbas possuem narrativas literárias inspirados nos mitos e nessas tumbas havia também o Livro Dos Mortos que consistia em um dos artefatos mais importantes para o ritual pós morte, pois nele eram registrados todos os rituais e orações que guiavam a alma do morto pelo caminho correto até o reino de Osíris e segundo o escritor e arqueólogo Dr. Rodrigo Silva (2014), um dos rituais mais marcantes era a substituição do coração do morto por um escaravelho de pedra. Quando a alma do morto estava no além e ia passar pelo julgamento onde se decidia o destino eternal do falecido, o escaravelho era colocado na balança que pesava as boas e más ações e assim a alma do morto conseguia burlar o juízo e se livrar da condenação eterna.

fonte de imagem: google
        Os egípcios desenvolveram concepções religiosas bastante complexas tanto no que se refere a vida eterna quanto no que se refere à crença na imortalidade. O pensamento religioso egípcio é bastante pautado na observação da natureza como o nascer e pôr do sol, movimentos sazonais como as cheias do rio Nilo personificados na forma de deuses como é o caso do deus Hapi, o deus das cheias, por isso entendemos que muitos dos seus deuses eram representados nas formas antropozoomórfica, ou seja, uma mistura híbrida de homem e animal como o deus Hórus que possuía corpo humano e cabeça de falcão.

       Contudo, o estado de ordem era frágil e deveria ser constantemente assegurado através das realizações de rituais nos templos, presididos pelo faraó em pessoa, ou, quando isso não era possível, por sacerdotes do alto escalão. Do contrário o universo sucumbiria as forças do caos, pois segundo o pensamento egípcio, o mundo era mantido por um frágil equilíbrio.

       Para os egípcios antigos o momento da criação do mundo foi o ápice da perfeição levando a crença nos mitos cosmogônicos. Cidades como Mênfis, Hermópolis, e Heliópolis tinham cada qual a sua versão de origem das coisas e considerando a sua importância política chegaram a influenciar outras religiões com a sua tradição.

       Fora dos templos e do âmbito da religião oficial, é difícil saber como as pessoas comuns se relacionavam com os deuses e percebiam qual era a religião que lhes era imposta, pois a maioria da população do Antigo Egito era analfabeta e a maioria dos documentos que chegam até os pesquisadores são provenientes da visão da elite sobre a sociedade, é sabido por exemplo que uma das raras oportunidades que os egípcios tinham para ficarem frente a frente com a divindade eram durante os festivais onde as pessoas em geral podiam consultar o oráculo dos deuses.

Um amuleto bastante popular era o Olho de Hórus, que, segundo a mitologia teria sido arrancado de Hórus em uma disputa com seu tio Seth, e mais tarde oferecido a seu pai, Osíris como símbolo da ressurreição.

 Não havia nessa sociedade separação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, tanto um mundo quanto o outro faziam parte de uma mesma sociedade, pois os mortos não eram excluídos e podiam até mesmo intervir em questões dos vivos a pedido deles. Já a concepção Judaico - Cristã era diferente das dos egípcios, pois os egípcios não viam o ser através de uma dualidade entre corpo e alma. Havia sim uma pluralidade de aspectos corpóreos e não corpóreos, que em conjunto formavam um indivíduo.

       Durante o passar dos séculos o Antigo Egito ficou esquecido e soterrado pelas areias e encoberto pelo tempo, mas com o avanço das conquistas feitas por tropas, e guerrilhas, muitas coisas foram aparecendo e despertando assim uma curiosidade sem fim das pessoas em buscarem mais e mais artefatos sobre a história egípcia, e assim, muitos achados foram revelados, inclusive alguns que fazem alusões a religião Judaico - Cristã, como é o caso do Papiro de Ipuwer, escrito aproximadamente nos anos 185 - 1600 a.C,  que quando traduzido, descobriu-se tratar de uma narrativa referente as dez pragas relatadas na Bíblia no livro do Êxodo. 
          

    
fonte de imagem: google
Dentre os achados mais famosos na egiptologia, a (Pedra de Roseta), um artefato arqueológico de basalto achado pelos pesquisadores de Napoleão no sec. XVIII, traz algumas inscrições cuneiformes que quando traduzidas, nos revelou um decreto dos sacerdotes de Mênfis conferindo honras divinas a Ptolomeu V, Epifâneo (195 a.C). Sobre tais achados o Arqueólogo Dr. Rodrigo Silva diz o seguinte:     

"O despertamento provocado pelos achados egípcios fez com que muitos eruditos e aventureiros embarcassem em uma verdadeira corrida pelo ouro “arqueológico”, que talvez não trouxesse riqueza material, mas revelaria um inestimável tesouro: a compreensão mais clara das escrituras Judaico – cristãs." (Silva R. 2014. p.10-11).

De acordo com alguns estudiosos, analisando alguns fatores da religião egípcia, encontramos algumas semelhanças com outras religiões e outros ainda julgam que quanto mais materiais e artefatos arqueológicos sobre o Antigo Egito, mais fácil será compreender e contextualizar alguns aspectos históricos das escrituras Judaico – Cristãs. Independentemente se tais fatos corroboram ou não com as religiões atuais, o ponto importante é que a cultura egípcia no geral é riquíssima e desperta uma curiosidade fascinante devido a certos aspectos peculiares especialmente na religião que nos mostra de maneira curiosa como viviam e se comportavam os povos egípcios daquela época.

Por: ( Weverson Oliveira)


REFERÊNCIAS:


.JOÃO, M. T. J. Tópicos de História Antiga Oriental – A religião egípcia. 1 ed. Curitiba, Inter Saberes, 2013
SILVA, R. P. OCoração de Faraó - Pr. Rodrigo Silva, 1º Palestra

SILVA, R. P. Escavando a Verdade: A Pedra de Roseta – Corrida arqueológica. 3 ed. Tatuí, Casa Publicadora Brasileira, 2014.


LEIA MAIS SOBRE UM ASSUNTO SEMELHANTE: Camelos Nos Tempos Bíblicos


segunda-feira, 10 de junho de 2019

FÓSSEIS DE ANIMAIS MARINHOS NO MONTE EVEREST

[ Antes de tudo é preciso entender como surge um fóssil, uma explicação rápida te dará uma noção de como os animais ou plantas são fossilizados: 
A fossilização resulta da ação combinada de processos físicos, químicos e biológicos. Para que ela ocorra, ou seja, para que a natural decomposição e desaparecimento do ser que morreu seja interrompida e haja preservação são necessárias algumas condições, como rápido soterramento e ausência de ação bacteriana, que é a responsável pela decomposição dos tecidos. Também influenciam na formação dos fósseis o modo de vida do animal e a composição química de seu esqueleto]

Um dessas montanhas foi o Monte Everest que tem mais de 8.800 metros de altura, lá foram encontrados fósseis de animais marinhos, o Everest nem sempre foi tão alto como conta uma passagem bíblica: 

"Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste. Termo lhes puseste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra." (Salmos 104:8-9)

Isso nos mostra claramente que aquele lugar já esteve coberto por água, outros lugares que também foi encontrado fósseis marinhos foram.
Cordilheiras dos Andes, na América do sul, lá foram encontrados fósseis de baleias e outros animais marinhos.
Cordilheira do Atlas em Marrocos, lá foram encontrados fósseis de tubarões e outros animais marinhos.
Existem fósseis de animais marinhos nos Himalaias na Ásia.
Também foram encontrados fósseis em montanhas na china veja aqui e aqui.

O fato de terem sido encontrados milhares de fósseis muito acima do nível do mar é uma evidência de que a terra já esteve no fundo do mar, não espere que um céptico [sic] vá pensar que isso tenha a ver com o dilúvio de noé.

Eu queria deixar um versículo aqui para que possam refletir.

"Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subiste.
Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio" 
(II Pedro 3:5-6)

Fonte: (LigreliBlogspot)

Talvez você possa gostar de matérias semelhantes, CLIQUE AQUI e veja mais

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

345 RECEITAS VEGETARIANAS PARA VOCÊ SAIR DA ROTINA

Quem pensa que uma ceia vegetariana é sem graça e deixa a desejar, está enganado. Principalmente porque além de muita variedade, cor e sabor, os pratos são condizentes com a data, que celebra a vida e não a morte. Selecionamos algumas opções de pratos principais, acompanhamentos, saladas, massas, petiscos e sobremesas. Então, que tal escolher seu cardápio, convidar a família e amigos, e aproveitar a oportunidade para mostrar que a comida vegetariana, além de ser livre de crueldade, é muito saborosa! As receitas foram extraídas do site Cantinho Vegetariano.

“Os animais são muitas vezes transportados a longas distâncias e sujeitos a grandes sofrimentos para chegar ao mercado. Tirados dos verdes pastos e viajando por fatigantes quilômetros sobre cálidos e poentos caminhos, ou aglomerados em carros sujos, febris e exaustos, muitas vezes privados por muitas horas de alimento e água, as pobres criaturas são guiadas para a morte a fim de que seres humanos se banqueteiem com seu cadáver.” (Ellen G. White - A Ciência do Bom Viver, p. 314)

CLIQUE AQUI PARA VER AS RECEITAS

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

ANGEOLOGIA


Fonte de imagem
Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, outros porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se encontram e o que fazem.

A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo.

A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite-nos conhecer a origem, existência, natureza, queda, classificação, obra e destino dos anjos.


2. A origem dos anjos

A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de acordo com Jó 38:4-7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra. Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 , Sl 148:2,5; Cl 1:16 ). Embora não seja citado número definido na Bíblia, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10; Mt 26:53; Hb 12:22 ).


3. A natureza dos anjos

3.1– São seres espirituais e incorpóreos.

Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1-3).
Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6.12, onde Paulo diz que “a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Outras referências: Sl 104:4; Hb 1:7,14; At 19:12; Lc 7:21; 8:2; 11:26; Mt 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16 ).
3.2– São um exército e não uma raça.

As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus para os anjos (Mt 22:30; Lc 20:34 -36 ), portanto não se caracteriza uma raça. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de “filhos de Deus” ( Gn 6:2,4; Jó 1:6; 2:1; 38:7 ) mas nunca lemos a respeito dos “filhos dos anjos”. Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não tem sexo, não propagam sua espécie ( Lc 20:34-35 ).

Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de anjos (Dn 7:10; Mt 26:53; Sl 68:17; Lc 2:13; Hb 12:22), e são repetidamente mencionados como exércitos do céus ou de Deus. No Getsêmani, Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los dos que vieram prendê-lo: “Acaso pensas que não posso rogar ao meu pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos”? ( Mt 26:53 ). Portanto, seu criador e mestre é descrito como “Senhor dos Exércitos”.
É evidente que eles são criaturas e portanto limitados e finitos. Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o homem, não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente.

3.3– São seres racionais morais e imortais.

Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes dotados de vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (2 Sm 14:20; Mt 24:36 , Ef 3:10; 1 Pe 1:12; 2 Pe 2:11). Embora não sejam oniscientes, são superiores ao homens em conhecimento (Mt 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação moral; são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência.
A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como “santos anjos” ( Mt 25:31; Mc 8:38; Lc 9:26; At 10:22; Ap 14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (Jo 8:44; 1 Jo 3:8-10).

A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão sujeitos a morte (Lc 20:35-36), além de serem dotados de poder formando o exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre prontos para fazer o que o Senhor mandar ( Sl 103:20; Cl 1:16; Ef. 1:21; 3:10; Hb 1:14) enquanto que os anjos maus formam o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lc 11:21; 2 Ts 2:9; 1 Pe 5:8 ).
Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da prisão ( At 5:19; 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mt 28.2 )


4. A classificação dos anjos

4.1– Anjos bons e anjos maus

Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Porém no dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original (Jo 8:44; 2 Pe 2:4; Jd 6 ). Os anjos bons são chamados “anjos eleitos” (1 Tm 5:21) e evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar . São chamados também de “santos anjos ou anjos de luz” (2Co 11:14). Sempre contemplam a face Deus (Lc 9:26), e tem vida imortal ( Lc 20:36 ). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus ( Ne 9:6; Fp 2:9-11; Hb 1:6; Jó 38:7; Is 6:3; Sl 103:20; 148:2 Ap 5:11).

4.2– Quatro tipos de anjos bons:

1. Anjos:

Tanto no grego quanto no hebraico a palavra “anjo” significa “mensageiro”. São exércitos como seres alados (Dn 9:21; Ap 14:6) para nos favorecer. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hb 1:14). Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lc 15:10), exercem vigilância protetora sobre os crentes ( Sl 34:7; 91:11 ), protegem os pequeninos (Mt 18:10), estão presentes na igreja (1 Tm 5:21) recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus ( Ef 3:10; 1 Pe 1:12) [...] A ideia de que alguns deles servem de anjos da guarda de crentes individuais não tem apoio nas Escrituras. A declaração de Mt 18:10 é geral demais, embora pareça indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das criancinhas. At 12:15 tampouco o prova, pois esta passagem mostra apenas que, naquele período primitivo havia alguns, mesmo entre discípulos, que acreditavam em anjos guardiães.

Embora os anjos não constituam um organismo, evidentemente são organizados de algum modo. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome geral “anjo”, a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe de anjos. O termo grego “angelos” (anjos = mensageiros ) também e freqüentemente aplicado a homens (Mt 11:10; Mc 1:2; Lc 7:24; 9:52; Gl 4:14). Não há nas Escrituras um nome geral, especificamente distintivo, para todos os seres espirituais. Eles são chamados filhos de Deus, (Jó 1:6; 2:1) espíritos (Hb 1:14), santos (Sl 89:5,7; Zc 14:5; Dn 8:13 ), vigilantes (Dn 4:13,17). Contudo, há nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos.

2. Querubins:

São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gn 3:24), observam o propiciatório (Ex 25:18,20; Sl 80:1; 99:1; Is 37:16; Hb 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra ( 2Sm 22:11; Sl 18:10). Como demonstração do seu poder de majestade, em Ez 1º e Ap 4º são representados simbolicamente como seres vivos em várias formas. Mais do que outras criaturas, eles foram destinados a revelar o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra.

3. Serafins:

Mencionados somente em Is 6:2,6, constituem uma classe de anjos muito próxima dos querubins. São representados simbolicamente em forma humana com seis asas cobrindo o rosto, os pés e duas prontas para execução das ordens do Senhor. Permanecem servidores em torno do trono do Deus poderoso, cantam louvores a Ele e são considerados os nobres entre os anjos.

4. Arcanjos:

O termo arcanjo só ocorre duas vezes nas escrituras (1 Ts 4:16; Jd 9), mas há outras referências para ao menos um arcanjo, Miguel. Ele é o único a ser chamado de arcanjo e aparece comandando seus próprios anjos (Ap 12.7) e como príncipe do povo de Israel (Dn 10:13,21; 12.1). A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus ( Lc 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relações ao reino de Deus ( Dn 8:16; 9:21).
Obs.:Principados, potestades, tronos e domínios: A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de autoridades no mundo angélico, como principados e potestades (Ef 3:10; Cl 2:10), tronos (Cl 1:16), domínios (Ef 1:21; Cl 1:16 ) e poderes ( Ef 1:21 , 1 Pe 3:22). Estes nomes não indicam espécies de anjos, mas diferenças de classe ou de dignidade entre eles. Embora em Ef 1:21 a referencia parece incluir tanto anjos bons quanto os maus, nas outras passagens essa terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8:38; Ef 6:12; Cl 2:15).

4.3– Anjos Maus

Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e como o homem dotado de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2:4; Jd 6). O pecado, no qual eles e seu chefe caíram foi o orgulho. Alguns tem pensado que a ocasião de rebelião dos anjos foi a revelação da futura encarnação do Filho de Deus e a obrigação deles o adorarem.
Segundo as Escrituras, os anjos maus passam o tempo [...] no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (Jo 12:31; 14:30; 2 Co 4:4; Ap 12:4,7-9). Enganando os homens por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (2 Co 4:3,4; Ef 2:2; 6:11,12); este poder está aniquilado para aqueles que são fieis a Cristo, pela redenção que ele consumou (Ap 5:9; 7:13,14).

Os anjos não são contemplados no plano da redenção (1 Pe 1:12), mas [para os anjos maus, lhes foram preparados] o eterno castigo [...] [que é a eterna destruição] (Mt 25:41).
Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus.



5. A queda dos anjos

5.1– O fato da sua queda

Tudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. No capitulo 1º de Gênesis, lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. No ultimo versículo deste capitulo lemos “Viu Deus tudo o quanto fizera, e eis que era muito bom”. Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente criados.
Algumas pessoas acham que Ez 28:15 se refere a Satanás. Se for assim, ele é definitivamente mostrado como tendo sido criado perfeito. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (Sl 78:49; Mt 25:41; Ap 9:11; Ap 12:7-9). Isto se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e pecado (2 Pe 2:4). Não há duvida que Satanás tenha sido o chefe da apostasia. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a sua queda.

5.2– A época de sua queda

Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos anjos, mas deixa claro que se deu antes da queda do homem, já que Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar (Gn 3).

5.3– A causa de sua queda.

De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Em outras palavras, sua vontade era autônoma.

Portanto, conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e autodeterminada contra Deus. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Em Ez 28:11-19, o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a essas coisas.
Ambição desmedida e o desejo de ser mais que Deus parecem ser outra causa. O rei da Babilônia é acusado de ter essa ambição, ele também parece simbolizar Satanás (Is 14.13-14).
Em qualquer um dos casos o egoísmo, descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham, foi a causa da queda de Satanás e de outros anjos que o seguiram.

5.4– O resultado de sua queda

1.Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta  (10:1; Ef 6: 11-12; Ap 12:9); 2.Alguns deles foram lançados [no abismo] e estão acorrentados [nas cadeias das circunstâncias, pois estão proibidos de agirem até segunda ordem e aguardam o juízo ] (2 Pe 2:4); 3.Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap 12:7-9; Dn 10:12,13,20,21; Jd 9); 4.Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gn 3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda (Rm 8:19-22). [...] após seu julgamento (1 Co 6:3), [serão lançados no lago de fogo e enxofre para serem destruídos...] [Ap 21:8]; (Jd 6).


6. Os demônios

[...] as Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua posição (Mt 12:26-28). Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônios. Os efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso (Mt 9:33; 12:22; Mc 5:4,5). O indivíduo sob a influência de um demônio não é senhor de si mesmo; o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade; leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo-o às vezes de uma força sobrenatural.

                                                                            [...]

Ainda que alguns falem em “diabos”, como se houvesse muitos de sua espécie, tal expressão é incorreta. Há muitos “demônios”, mas existe um único “diabo”. Diabo é a transliteração do vocábulo grego “diabolos”, nome que significa “acusador” e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a Satanás. “Demônio” é a transliteração de “daimon” ou “daimonion”.

6.1– A natureza dos demônios

1.São seres inteligentes (Mt 8:29,31; 1 Tm 4:1-3; 1 Jo 4:1 e Tg 2:19), possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade (Mc 1:24; Mc 5:6,7; Mc 8:16; Lc 8:18-31); 2.São seres espirituais (Lc 9:38,39,42; Hb 1:13,14; Hb 2:16; Mt 8:16; Lc 10:17,20); 3.São reputados idênticos aos espíritos imundos, no Novo Testamento; 4.São seres numerosos (Mc 5:9) de tal modo que tornam Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes; 5.São seres vis e perversos – baixos em conduta (Lc 9:39; Mc 1:27; 1 Tm 4:1; Mt 4:3); 6.São servis e obsequiosos (Mt 12:24-27). São seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição, ignóbeis em suas ações, e sujeitos a Satanás.

6.2– As atividades dos demônios

1.Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais (Mc 5:8, 11-13); 2.Afligem aos homens mental e fisicamente (Mt 12:22; Mc 5:4,5); 3.Produzem impureza moral (Mc 5:2; Ef 2:2);



7. Satanás

7.1– Sua origem

Alguns afirmam que Satanás não existe, mas observando-se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: “Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe?”

Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos anjos decaídos. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer (“o que leva a luz”), o mais glorioso dos anjos. Mas ele orgulhosamente aspirou a ser “como o Altíssimo” e caiu “na condenação (Ez 28:12,19; Is 14: 12-15). O nome “Satanás” revela-o como “o adversário”, não do homem em primeiro lugar, mas de Deus. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus, forja a destruição, razão pela qual é chamado Apolion (destruidor), Ap 9:11, e ataca Jesus, quando Este empreende a obra de restauração. Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou “diabolos” (acusador), acusando continuamente o povo de Deus, Ap 12:10.
Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3:1,4; Jo 8:44; 2 Co 11:3; 1 Jo 3:8; Ap 12:9; 20:2,10) e aparece como reconhecido chefe dos que caíram (Mt 25:41; 9:34; Ef 2:2). Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em sua queda, e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu reino. É também chamado “príncipe deste mundo” (Jo 12:31; 14:30; 16:11) e até mesmo “deus deste século” (2 Co 4:4). Não significa que ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém, e Ele deu toda autoridade a Cristo, mas o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus (Ef 2:2).
Ele é mais que humano, mas não é divino; tem poder, mas não é onipotente; exerce influência em grande escala, mas restrita (Mt 12:29; Ap 20:2), e está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20:10) [Ap 21:8].

7.2– Seu caráter:

Presunçoso (Mt 4:4,5); Orgulhoso (1 Tm 3:6; Ez 28:17); Poderoso (Ef 2:2); Maligno (Jó 2:4); Astuto (Gn 3:1; 2 Co 11:3); Enganador (Ef 6:11); Feroz e cruel (1 Pe 5:8).

7.3– Suas atividades:

1. A natureza das atividades:
Perturbar a obra de Deus (1 Ts 2:18); Opor-se ao Evangelho (Mt 13:19; 2 Co 4:4); Dominar, cegar, enganar e laçar os ímpios (Lc 22:3; 2 Co 4:4; Ap 20:7,8; 1 Tm 3:7); Afligir e tentar os santos de Deus (1 Ts 3:5).

2. O motivo de suas atividades:
Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho de Deus. Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor, o homem torna-se vítima nas suas mãos inescrupulosas.

3. Suas atividades são restritas:
Ao mesmo tempo que reconhecemos que Satanás é forte, devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que crêem em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (Jo 12:31), e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde (Tg 4:7). Não pode [..] matar (Jó 2:6), nem tocar no crente sem a permissão de Deus.

7.4– Sua atuação

Não limita suas operações aos ímpios e depravados. Muitas vezes age nos círculos mais elevados como “um anjo de luz” (2 Co 11:14). Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos [filhos de Deus] (Jó 1:6), e pelo uso dos termos “doutrina de demônios” (1 Tm 4:1) e “a sinagoga de Satanás” (Ap 2:9).
Freqüentemente seus agentes se fazem passar como “ministros de justiça” (2 Co 11:15).

7.5– Sua derrota:
Deus decretou sua derrota (Gn 3:14,15). No princípio foi expulso do céu [e lançado a Terra] (Ap 12:7-9); durante o milênio será aprisionado [em cadeias de circunstâncias, pois a Terra estará vazia e inóspita, e não haverá ninguém para Satanás exercer o seu domínio (Jr 4:23-26), (Is 24:21,22)] (Ap 20:1-3), e depois de mil anos será lançado no lago de fogo (Ap 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal. [Ap 21:8]


Bibliografia:

Teologia Sistemática – 3ª edição – 1990
Louis Berkhof
Editora Luz para o Mundo

Teologia Elementar – 8ª edição – 1995
E.H. Bancroft, D.D.
Editora Batista Regular

Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática – 3ª edição – 1994
Henry Clarence Thiessen
Editora Batista Regular

Conhecendo as Doutrinas da Biblia – 23ª edição – 1996
Myer Pearlman
Editora Vida

| Autor: Daniel Vieira de Jesus


Via Universidade da Bíblia

Obs. Os entre colchetes [ ] são resumos e acréscimos meus para maior clareza e concordância dos textos e do assunto abordado nos parágrafos.  

domingo, 25 de novembro de 2018

CASAMENTO LEONARDO GONÇALVES E GLAUCE CUNHA PEGOU MUITA GENTE DE SURPRESA

O casamento do cantor adventista Leonardo Gonçalves com a apresentadora do programa Caixa de Música Glauce Cunha, da TV Novo Tempo, pegou muita gente de surpresa. A celebração aconteceu na Fazenda Vassoural, em Itu, interior de São Paulo, nesta quinta-feira (22). Entre os convidados estavam os parentes mais próximos do casal, amigos e colegas de trabalho. O casamento foi celebrado pelo pastor Edson Nunes. Cantores e músicos do meio gospel marcaram presença como Joyce Carnassale, Marcel Freire, Douglas e Marcelle, Fernando Rochael, Tiago Arrais, Tatiana Costa, Sonete e o maestro Williams Costa Jr.







(MEGAPHONE ADV)

E SE VOCÊ TIVESSE VIVIDO EM 1844?

Fonte de imagem
Há [mais de 170 anos], alguns norte-americanos estavam convictos de sua interpretação sobre as profecias de Daniel. Para eles, em 22 de outubro de 1844, Cristo voltaria à Terra, não como Alguém que morreria voluntariamente pela humanidade, mas como o Todo-poderoso (Ap 1:7Mt 24:30, 31). Em uma época em que os Estados Unidos tinham apenas 17 milhões de habitantes, cerca de 100 mil deles esperaram pelo cumprimento da profecia mais aguardada de todos os tempos. Muitos venderam casas e bens, deixaram o emprego e os estudos, para se dedicar à pregação sobre esse evento e à preparação para ele. Mas, o dia 22 de outubro passou e, como você pode perceber, Cristo não voltou. Imagine se você fosse um deles...

 

Revolução industrial

Teria vivido na época da revolução industrial. Um período de transformações e de otimismo pelo que a tecnologia poderia oferecer. O mundo estava maravilhado com a transição da produção artesanal para a mecanizada; com a fabricação de produtos químicos; com o uso da energia a vapor e a substituição da madeira pelo carvão. Luzes de gás, máquinas de extrair caroços de algodão, alimentos enlatados, fotografia, colheitadeiras e trens a vapor eram as grandes novidades nas décadas de 1830 a 1850.

Ebulição religiosa

Foi nesse contexto que o fazendeiro batista Guilherme Miller começou a estudar a Bíblia e calculou uma possível data para o retorno de Cristo. Os milhares de cristãos de várias denominações que se juntaram a ele, ficaram conhecidos como mileritas. Era um tempo de efervescência religiosa. Nos Estados Unidos, estava em curso o Segundo Grande Reavivamento (1790-1830). Fenômenos naturais como o terremoto de Lisboa (1755), um dia escuro misterioso (1780) e uma chuva de meteoros (1833) foram interpretados como sinais do fim do mundo (Ap 6:13Mt 24:29). A prisão do papa Pio VI pelo exército de Napoleão, em 1798, também despertou o interesse do povo pelos livros mais enigmáticos da Bíblia – Daniel e Apocalipse (Dn 12:4).

Matemática e fé

Ao ler a Bíblia de capa a capa, Miller se deparou com a profecia mais longa das Escrituras (Dn 8:14): “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Ele entendeu que, em profecia, cada dia corresponde a um ano (Nm 14:34Ez 4:7) e que há uma clara conexão entre Daniel 8 e 9:25-27. Assim, Miller acertou a identificação da data do início desse período de 2.300 anos: 457 a.C (Dn 9:25). Ele também descobriu o cumprimento dos eventos proféticos relacionados com o ministério de Cristo: o batismo (27 d.C) e a morte de Jesus (31 d.C), e o início da pregação do evangelho para os não judeus (34 d.C). Quanto à data final, ele estimou que seria entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. A explicação matemática de Miller tinha lógica e mobilizou muitas pessoas.

Esmagados pela decepção

Como Cristo não retornou na data marcada, muitos mileritas deixaram o movimento. Miller entendeu que havia alguma imprecisão nos cálculos, que a suposta demora estava profetizada (Hc 2:3) e que Jesus ainda voltaria naquela época. Posteriormente, Samuel Snow levou em consideração que, de acordo com o calendário judaico, o Dia da Expiação (Lv 16), festa que celebrava a purificação do santuário israelita, ocorreria naquele ano em 22 de outubro. Miller resistiu em aceitar a nova explicação até poucas semanas antes da data apontada. Novamente, os mileritas correram contra o tempo. Folhetos e revistas, a mídia de massa da época, foram distribuídos aos milhares. Houve nova comoção, nova esperança e novo desapontamento. Cristo não voltou e a mensagem que era doce se tornou amarga (Ap 10:10). Alguns perderam a fé e outros tantos retornaram para suas antigas igrejas.

Perseverantes

Foi nesse cenário que alguns poucos insistiram no estudo da Bíblia e descobriram que os cálculos estavam certos, mas o evento predito era outro. Cristo não havia voltado (Mt 24:36), mas naquela data, o juízo que antecede a Sua vinda começou no Céu, e a última mensagem para a humanidade passou a ser proclamada na Terra (Ap 14:6, 7Dn 7:9, 10).

Ellen White

Nesse grupo estava Ellen Gould Harmon, de 17 anos, uma garota metodista de saúde frágil e visão distorcida sobre Deus. Porém, ao ouvir sobre a volta de Jesus, pôde entender melhor Seu amor. Em dezembro de 1844, ela foi chamada por Deus para ser Sua mensageira. Ellen viajou pelos Estados Unidos, pela Europa e Austrália para pregar, ensinar e cuidar dos pobres e doentes. Sem sua influência e 100 mil páginas manuscritas, dificilmente a Igreja Adventista teria investido em escolas, hospitais e editoras.

Tiago White

Ellen se casou com Tiago White, um jovem adulto que passou pela decepção de 1844. Tiago era ministro da Conexão Cristã, um líder empreendedor, disposto a abrir mão do conforto pessoal em favor da missão e com habilidades administrativas e editoriais que seriam usadas por Deus no processo de organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia, nos anos 1860. Ele entendeu que uma missão urgente e global, exigiria a otimização de esforços e recursos.

John Andrews    

Em outubro de 1844, John Andrews era o mais novo dos três: tinha 13 anos. Garoto estudioso, tornou-se um erudito, dominou várias línguas e chegou a decorar o Novo Testamento. Escritor produtivo e dedicado pesquisador da Bíblia, Andrews participou do grupo que formou a base doutrinária dos adventistas. Em 1874, foi o primeiro missionário enviado oficialmente pela denominação para além-mar. Hoje, a principal universidade da denominação, que recebe alunos de 80 países, leva o nome dele.

Assim como os primeiros cristãos (Lc 24:16-21), os pioneiros adventistas passaram por uma grande decepção antes de entenderem a importância da mensagem e o alcance da missão que Deus tinha para eles. O ponto é que os dois grupos perseveraram e responderam positivamente ao chamado de Deus (Lc 24:45-49Ap 10:11). E você, o que faria se tivesse vivido nos Estados Unidos em 1844? Estaria no grupo dos céticos, dos desistentes ou dos perseverantes? O juízo no Céu ainda não acabou, a mensagem sobre a vinda de Cristo continua a ser anunciada ao redor do mundo, convidando todos a confiar na maior de todas as promessas (Jo 14:1-3Ap 22:12).

174 ANOS DO GRANDE DESAPONTAMENTO

Fonte da imagem
Prestes a subir ao Céu, os discípulos de Cristo lhe perguntaram: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino de Israel?” (Atos 1:8). E assim Jesus se despediu de seus discípulos e ascendeu ao Céu. Mas agora onde estava o Seu reino? E a esperança e expectativa do reencontro? Enquanto Jesus foi elevado nas nuvens, estando eles ainda olhando para cima, eis que dois anjos se puseram ao seu lado e lhes disseram: “Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1:11).

A promessa do segundo advento de Cristo se tornou a grande esperança dos cristãos de todas as épocas. De fato, esse é o clímax de todas as profecias bíblicas desde os tempos antigos até os nossos dias. Tal profecia foi intensamente proclamada pelos apóstolos que prontamente aguardaram pelo seu cumprimento. E ao longo das eras se tornou a profecia mais estudada da Palavra de Deus.

1. O surgimento do movimento milerita 
Entre os anos de 1840-1844, surgiu nos Estados Unidos um movimento multidenominacional chamado milerita. Tal grupo baseava suas ideias em diferentes interpretações proféticas que resultou no surgimento de diversos grupos de seguidores chamados de adventistas. O maior deles tornou-se conhecido como Adventistas do Sétimo Dia. De fato, os mileritas se consideram como a continuação de uma despertamento internacional com ênfase na segunda vinda de Cristo e na proclamação da proximidade do advento que se desenvolveu quase simultaneamente em muitos países no início do século 19. Por volta de 1840, dezenas de pregadores pelo mundo estavam proclamando a volta de Jesus com base no estudo da profecia de Daniel 8:14.

De acordo com o pesquisador Le Roy Edwin Froom, havia pregadores de diversas denominações cristãs, brancos, negros, mulheres e até mesmo crianças. Houve uma garota campesina na Europa que atraiu cerca três a quatro mil pessoas ao pregar a mensagem sobre a volta de Jesus.[1]

Os mileritas, que eram conhecidos por adventistas, foram todos seguidores de Guilherme Miller, um fazendeiro do estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, e um ministro licenciado da Igreja Batista que se destacou por sua ênfase na pregação do retorno de Jesus Cristo. Miller estudou detidamente a Bíblia por mais de 15 anos e ao longo desse período utilizou as Escrituras como própria intérprete.

Nos Estados Unidos, a pregação e os escritos de Guilherme Miller despertaram a paixão de milhares de pessoas. A mensagem de Miller e seus associados defendia a seguinte ideia: “Assim como o primeiro advento de Jesus Cristo foi predito em Daniel 9, seu segundo advento é identificado em Daniel 8:14 que afirma: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. (Daniel 8:14). Visto que a terra deve ser o ‘santuário’ a ser ‘purificado’, isso vai acontecer por meio do fogo quando Jesus voltar. Começando com 457 a.C., a profecia dos 2300 dias/anos de Daniel 8:14 culminará ao redor de 1843-1844. Jesus virá outra vez por volta desse tempo. Portanto, prepare-se para encontrá-Lo! Sua volta será um evento literal e visível que precederá o milênio.” Essa era a essência da mensagem milerita.

Após anos de estudos e expectativas cronológicas, um de seus auxiliares, Samuel Snow [2] , escreveu um livreto onde identificava a data de 22 de outubro de 1844 como o dia estabelecido para o cumprimento da profecia. De acordo com a conclusão dos mileritas, aquele era o dia em que a terra seria purificada pelo retorno de Jesus. Assim, dezenas de milhares, aguardaram com paciência e fervor, até a chegada do dia identificado na profecia. Então eles esperaram o dia inteiro, até a meia-noite, mas Jesus não veio, deixando-os profundamente desapontados. Dessa maneira, foram forçados a admitir a existência de algum equívoco na interpretação da profecia do profeta Daniel.

2. O nascimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Um grupo pequeno dentre os desapontados voltou a estudar as escrituras com mais intensidade a fim de buscar a compreensão quanto ao evento profético. Não demorou muito para concluírem que, embora a data de 22 de outubro de 1844 estivesse correta, o evento estava errado. Esses crentes entenderam que o santuário a ser purificado não estava na terra, mas no céu. Jesus havia entrado no santo dos santos do santuário celestial para dar início a Sua obra de julgamento. Como Ellen G. White mais tarde declarou: “O assunto do santuário foi a chave que desvendou o mistério do desapontamento de 1844.”[3]

Ao explicar esse momento o teólogo Ángel Manuel Rodríguez destaca: “tendo completado na terra a obra para a qual viera (João 17:4, 5; 19:30), Cristo ‘foi elevado ao céu’ (Atos 1:11) para ‘salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles’ (Hebreus 7:25), até que em Sua segunda vinda Ele vai aparecer ‘não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que O aguardam’ (Hebreus 9:28).

Entre esses dois polos, a cruz e o glorioso retorno do Senhor, Cristo atua como sacerdote real ‘no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem’ (Hebreus 8:2), o advogado (I João 2:1) e intercessor daqueles que nEle creem (Romanos 8:34). Como nosso Sumo Sacerdote, Cristo ministra os benefícios de Seu sacrifício àqueles que vêm a Ele, um ministério tão essencial à nossa salvação como Sua morte substitutiva.”[4]

Dessa forma, o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844 se tornou uma poderosa mensagem. É verdade que Jesus não veio como os mileritas pensavam. Mas, um pequeno grupo de crentes desapontados descobriu nova luz bíblica – a verdade de que Cristo entrou na fase final de Seu ministério sumo-sacerdotal no santuário celestial, após o qual Ele vai finalmente voltar para redimir Seu povo.

A partir da compreensão dessa verdade identifica-se o nascimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com sua fé firmemente ancorada no breve retorno de Jesus e em todos os Seus princípios registrados na Sua Palavra. Portanto, o dia 22 de outubro de 1844 é, de fato, um marco de capital importância para o nascimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Sendo assim, profeticamente falando, o ano de 1844 não pode ser minimizado ou esquecido. O conselho de Ellen White é oportuno: “Ao recapitular a nossa história passada, havendo percorrido todos os passos de nosso progresso até ao nosso estado atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado.”[5]

Renato Stencel (via Espírito de Profecia)

Referências:
1. Ver Le Roy Edwin Froom. The Prophetic Faith of Our Fathers: The Historical Development of Prophetic Interpretation. Washington, D.C.: Review and Herald Publ. Assn., 1954, vol. 4. pp. 443-718 (veja especialmente pp. 699-718).
2. Ver: http://centrowhite.org.br/files/ebooks/apl/
3. Ellen G. White. O Grande Conflito. 42. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 423.
4. Ángel Manuel Rodríguez. Handbook of Seventh-day Adventist Theology. Hagerstown, Maryland: Review and Herald, 2000. p. 375.
5. Ellen G. White. Mensagens Escolhidas. 3. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1987, vol. 3. p. 196.

(Bíblia e a Ciência)

sábado, 3 de novembro de 2018

7 RAZÕES PARA NÃO TOMAR REFRIGERANTES TODOS OS DIAS

Fonte de imagem
Não é novidade que o consumo regular de bebidas adoçadas artificialmente como o refrigerante faz mal à saúde. Mesmo assim, ele é o sexto alimento mais consumido por adolescentes brasileiros de acordo com o Ministério da Saúde.

E se engana quem pensa que o problema é só o açúcar. “As pessoas precisam entender que os malefícios do refrigerante estão ligados a todos os componentes de sua fórmula”, aponta Indiomara Baratto, nutricionista e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ou seja, não adianta só trocar a versão comum pela diet/zero ou light e achar que está tudo bem.

Veja a seguir alguns motivos apontados pela ciência para abandonar o hábito:

1. Pode causar hipertensão
O elo é tão significativo que um estudo concluiu que, se os bebedores assíduos de refrigerante tomassem uma lata a menos ao dia, poderiam diminuir a pressão sistólica em 1.8 mmHg em 18 meses. O trabalho foi conduzido pela Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos) e publicado em 2010 no periódico Circulation.

O açúcar em excesso e o sódio que costuma haver nessas bebidas parece prejudicar o tônus das veias sanguíneas e desequilibrar os níveis de sal no organismo, causando assim alterações na pressão.

2. Pode deixar você viciado
O paladar fica literalmente viciado no dulçor. Ao comer açúcar, ativamos o sistema de recompensa, que libera neurotransmissores ligados ao bem-estar toda vez que fazemos algo como comer ou jogar um jogo, por exemplo. Daí, quanto mais ingerimos, de mais açúcar precisamos, e mais falta o sabor faz. Alguns trabalhos apontam que adolescentes obesos poderiam ter esse sistema cerebral desregulado, o que reduziria a capacidade de controlar a quantidade bebidas açucaradas ingerida.

E não se engane pelo rótulo zero calorias dos refrigerantes diet, pois os adoçantes agem de forma até pior, enganando o sistema de recompensa e prejudicando a noção de quanta comida foi ingerida, fazendo com que você coma mais para ficar satisfeito. Em um célebre estudo, a Universidade Johns Hopkins acompanhou 23 mil pessoas e descobriu que quem estava acima do peso tomava mais refrigerante zero do que o restante da população e levava também à boca mais alimentos sólidos.

3. Fazem mal aos dentes
A categoria é apontada como uma das grandes culpadas pela erosão dentária, quando a camada protetora dos dentes se desgasta e abre caminho para problemas na região. Não só os açúcares, mas também os ácidos presentes na composição dos refrigerantes podem corroer o esmalte dos dentes, levando à sensibilidade e podendo ainda causar gengivite e cáries.

4. Trazem perigo para o fígado
Um dos perigos das doses exageradas de refrigerante açucarado é a esteatose hepática, acúmulo de gordura no fígado que pode evoluir para a cirrose. É que o açúcar ingerido será armazenado pelo fígado e, depois, liberado na corrente sanguínea em forma de ácidos graxos, que nada mais são do que células de gordura. Nosso corpo absorve os ácidos graxos em vários órgãos, inclusive o próprio fígado.

5. Aumentam a gordura em circulação
Esses ácidos graxos citados acima vão parar em diversas regiões, inclusive os vasos sanguíneos. Tanto que o consumo excessivo de refrigerantes aumenta a quantidade de triglicérides em circulação, gordura que está ligada à formação de placas nos vasos sanguíneos que, anos mais tarde, levam a entupimentos perigosos. Pesquisas indicam que o consumo diário destas bebidas pode aumentar em até 20% o risco para infartos.

6. Causa obesidade
O xarope de milho é um ingrediente comumente adicionado aos refrigerantes por conta de seu potente sabor doce e custo baixo de produção. Ele possui uma alta concentração de frutose e dulçor intenso, e é apontado no mundo inteiro como um dos responsáveis pela epidemia de obesidade, principalmente a infantil. A frutose em excesso pode ainda contribuir para processos inflamatórios e afetar a saúde dos vasos sanguíneos.

7. Têm elo com o câncer
A principal ligação é indireta, pois a obesidade, que costuma acompanhar o consumo frequente das bebidas açucaradas, está associada a pelo menos 13 tipos de câncer. E há também uma relação mais direta, pois uma das consequências da ingestão elevada de açúcar é um processo inflamatório constante nas células que facilitaria o desenvolvimento dos tumores. O alerta para essa relação é reforçado pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Por Chloé Pinheiro, com informações de Indiomara Baratto, nutricionista e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e Clarissa Casale Duomo, nutricionista pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).



VEJA TAMBÉM:




A MISSIONÁRIA DE 75 ANOS QUE PLANTOU 400 IGREJAS NA CHINA

Huan considera que é fácil plantar uma igreja. Ela está segura do que diz, pois estabeleceu centenas de congregações na China! “É preciso apenas uma pessoa fiel, entregue a Jesus e que está disposta a consagrar sua casa e seu tempo. A pessoa não precisa de treinamento teológico formal. Somente precisa conhecer a história de Jesus”, afirma a missionária de 75 anos.
Ela plantou a primeira igreja em 1988, depois de compartilhar um material sobre o sábado com pastores de outra denominação. A congregação de mil membros se tornou adventista. Ela também relembra o caso de outra igreja que plantou em 1995 com apenas três pessoas que haviam frequentado a educação formal somente até o nono ano. “Discipulei essas pessoas, ensinei nossas crenças fundamentais e dei a elas livros de Ellen G. White. No primeiro ano, elas batizaram 14 pessoas. A igreja começou a crescer e agora tem 400 membros”, comemora.
Huan, nome fictício para preservar sua identidade, perdeu a conta de quantas congregações estabeleceu nos últimos 30 anos. Mas seu filho, que é pastor, estima que foram pelo menos 400. Nesta pequena entrevista, adaptada do site da Adventist Mission, a missionária fala de sua experiência com Deus e de como procura testemunhar de sua fé na China, país que receberá parte das ofertas mundiais arrecadadas no último sábado (29 de setembro) para o plantio de uma igreja de período integral .
Você teve experiências marcantes com Deus. Como você se relaciona com Ele?
Sempre que acontece alguma coisa, meu instinto é orar. Ao acordar, também agradeço a Deus pela vida e por Sua graça que se renova a cada manhã. Sou muito grata por ter vivido mais de 70 anos. Já vivi mais que meus pais juntos. Também peço a Deus que me dê o Espírito Santo, e oro para que eu me renda à Sua influência. Eu oro para que Deus me ajude a viver para Ele. Minha oração matinal é de apenas cinco minutos. Eu não oro por horas. Costumo interceder por pedidos de oração, mas faço isso ao longo de todo o dia. Sempre que me lembro de alguém, oro em favor dessa pessoa. Uma prece que faço ao longo do dia é: “Senhor, tem misericórdia de mim!”. Sempre que oro, sinto Sua misericórdia. Uma vez plantamos uma nova igreja, mas não tínhamos dinheiro suficiente para pagar a eletricidade e a água. Precisávamos de 8.000 yuans (cerca de 1.150 dólares) por mês, e as ofertas só totalizavam 5.000 yuans. Minha primeira reação foi usar minha própria renda para cobrir a diferença de 3.000 yuans. Mas, se eu fizesse isso, não teria dinheiro para comer. Então, orei: “O Senhor nos trouxe para esta nova igreja. Então, nos ajude com as despesas”. Dois dias depois, uma mulher de outra cidade enviou 5.000 yuans, valor suficiente para pagar todas as despesas da manutenção do templo. Desde então, sempre conseguimos cobrir as despesas dessa congregação adventista.
Como você lê a Bíblia?
Eu gosto de conectar textos bíblicos e ler o conceito como um todo. Por exemplo, Jesus disse aos seus discípulos em Mateus 16:24: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (NVI). Muitos cristãos pensam que tomar a cruz se refere à penitência. Mas Gálatas 2:20 diz: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Por que nós carregamos a cruz? Esse versículo explica o significado. Paulo quer dizer que precisamos ser crucificados com Cristo e permitir que Ele viva em nós. Esse texto se conecta com Romanos 6:6, que diz: “[…] nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado”. Ou seja, temos que pregar nossos pecados à Cruz. Para viver em Cristo, precisamos viver uma nova vida em Cristo. A história de Nicodemos relatada no capítulo 3 de João ilustra a experiência do novo nascimento e, por sua vez, o apóstolo Paulo afirma que, para termos vida nova, precisamos ser crucificados com Cristo. É isso que significa nascer de novo. Em João 3:30, lemos a seguinte afirmação de João Batista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”. Precisamos permitir que Jesus cresça e que nossas paixões e desejos diminuam. Isso é carregar a cruz e ter vida nova em Cristo. Então, ao estudar a Bíblia, procuro relacionar textos e conceitos para ter uma ideia mais ampla do que a Palavra de Deus quer dizer. Também uso os escritos de Ellen G. White como ferramentas auxiliares. Descobri, por exemplo, que o melhor comentário sobre o livro de João é o livro O Desejado de Todas as Nações. Temos um recurso rico nos escritos de Ellen G. White. Nós só precisamos lê-los.
Como você testemunha de sua fé?
Quando uma prima confidenciou que queria se divorciar, eu disse: “Você precisa crer em Jesus”. Depois de algum tempo, ela desistiu de deixar o marido e se tornou cristã. Eu também compartilhei o evangelho com um tio, líder de governo. Ele disse: “Como alguém tão inteligente como você se tornou cristã? Deve haver algo de bom em se tornar um cristão”. Então, ele aceitou seguir a Cristo. Por vários anos, eu disse a outro parente sobre a bênção de ser cristã e hoje essa pessoa e seus familiares pertencem à nossa fé. Eu também compartilho Jesus com um grupo de amigos. Nos reunimos quase toda semana para conversar. Então, o que eu faço é simplesmente falar com as pessoas e compartilhar minha fé.

DO ATEÍSMO AO CRISTIANISMO

A história de transformação da mulher que hoje tem levado a mensagem adventista a milhares de chineses  
Por ter sido educada no ateísmo, desde cedo abracei a ideologia ateísta de justiça. Cresci com uma má impressão da religião. Eu acreditava que os líderes religiosos usavam a ideologia religiosa para oprimir as pessoas e que os crentes eram simplórios e supersticiosos. Eu pensava: “Sou comunista e ateísta. Não há como eu aceitar a religião dessas pessoas tolas”. Eu estava vivendo em um mundo ideal e era feliz. Mas depois de me graduar, em 1965, testemunhei pessoas sendo perseguidas. Eu não conseguia entender como poderíamos tratar as pessoas daquela maneira. Me senti enganada pela minha educação e parei de acreditar na ideologia ateísta. Então busquei satisfação na carreira profissional. Em 1988, meu marido e eu abrimos duas empresas e nos tornamos milionários. Não nos faltou nada, mas um vazio permaneceu dentro de mim. Eu não conseguia entender o que acontece quando as pessoas morrem. Os cristãos creem na eternidade e os budistas acreditam em outra vida, mas os ateus não creem em nada que vá além desta existência. Essa questão me incomodou tanto que eu comecei a praticar corrida para desestressar um pouco. Naquela época, meu marido começou a me agredir fisicamente e depois desapareceu. 
Seis meses depois, descobri que ele estava morando com outra pessoa. Esse foi um ponto baixo na minha vida. Minha ideologia ateísta e dinheiro tinham falhado comigo. Um amigo notou minha tristeza e me apresentou a um pastor da igreja dominical. O líder religioso disse: “Por que você não tenta Jesus? Quando você acredita em Jesus, Ele lhe dá felicidade e paz”. O pastor me presentou com uma Bíblia e me disse para memorizar o Salmo 139:23 e 24, que diz: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno” (NVI). Comecei a frequentar regularmente a igreja desse pastor e debati a Bíblia com ele. Mas o pastor não pôde responder à pergunta: “O que Jesus tem a ver comigo?” Para mim, Jesus parecia distante.
Um dia, depois de um culto, senti que Jesus estava tão perto que sabia dos meus pensamentos mais íntimos e ainda queria me resgatar. Eu contei ao pastor sobre minha experiência e ele disse que eu deveria confessar meus pecados. Naquela noite, ajoelhei-me na varanda do meu apartamento para orar e imediatamente comecei a chorar. Em lágrimas, eu perguntei a Deus: “Por que você me encontrou apenas agora? Eu tive que passar por tantos problemas. Por que você não me encontrou mais cedo?” Confessei meus pecados. Algum tempo depois, conheci outro pastor, que me deu uma cópia do livro O Desejado de Todas as Nações, de Ellen G. White, cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O primeiro capítulo, que descreve o amor de Jesus, me impressionou imediatamente. Eu nunca havia experimentado amor assim. Chorei de alegria quando li o livro. A ideologia ateísta de veracidade, imparcialidade e justiça tinha falhado comigo, mas eu encontrei o cumprimento final da ideologia em O Desejado de Todas as Nações. Eu estava procurando amor e o encontrei nesse livro. Não muito depois disso, esse outro pastor me disse que o verdadeiro dia de adoração é o sétimo dia. Eu queria evidências. Então fui à enciclopédia e descobri que o sábado era o sétimo dia da semana. Acabei decidindo me tornar adventista. 
Comecei a adorar sozinha todos os sábados, tornando-me a primeira adventista na minha província chinesa. Mas eu não tive que adorar sozinha por muito tempo. Eu li um pequeno livreto chamado Defensor da Verdade, que fala sobre o sábado e havia sido feito pelos adventistas chineses para o povo chinês. Meticulosamente, fiz cinco cópias manuscritas do folheto e entreguei aos pastores da igreja que eu frequentava. Duas semanas depois, o pastor principal veio até mim e disse: “Irmã, acreditamos que o sábado é a verdade”. O resultado foi que toda a igreja, formada por mil membros, aceitou a verdade do sábado! Essa se tornou a primeira igreja que eu plantei na China. Vários meses depois, fui batizada na Igreja Adventista.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...