Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


sexta-feira, 30 de maio de 2014

TOMAR UM CHÁZINHO DE VEZ ENQUANDO É BOM AINDA MAIS NO IVERNO. MAS CUIDADO, NEM TODO O CHÁ É BOM.


Com a chegada das baixas temperaturas, existem muitas pessoas buscando uma bebida quente para espantar o frio. Mas cuidado, nem todas as bebidas quentes são benéficas. Algumas podem virar um “tiro no pé”.

Precisamos enfatizar que alguns chás são derivados de plantas que contém estimulantes cerebrais, e seu uso pode trazer efeitos colaterais. Estamos falando do chá mate, feito a partir da planta IlexParaguariensise, e os chás verde, preto, vermelho, branco e amarelo, provenientes da planta Camélia Sinensis.

Os chás estimulantes são ricos em teína, um composto que age no cérebro produzindo dopamina, hormônio do bem-estar. O problema é que esta produção de dopamina em grande escala gera vício. No primeiro momento, vem um bem-estar e uma sensação de energia, depois uma prostração, cansaço e a necessidade de uma nova dose.

Quando os efeitos do chá desaparecem da corrente sanguínea, a falta de energia gera a necessidade de uma nova dose, não necessariamente do mesmo estimulante. Assim, muitas pessoas acabam partindo para o café, chocolate ou ainda o cigarro, pois todos têm efeito cerebral semelhante. Vira um ciclo vicioso.

O estimulante é um termogênico elevando a temperatura corporal e aumentando o metabolismo. Não confunda termogênico com emagrecedor, essa não é uma associação correta, logo mais entenderemos.

Como o estimulante aumenta o metabolismo, a glicose sanguínea cai mais rápido e por isso vem a fadiga — está faltando “combustível”. E como vamos nos recuperar destes sintomas? Agora é preciso entender bem: a glicose alta na corrente sanguínea demonstra que temos muita energia, estamos liberando insulina para permitir a entrada da glicose na célula. Essa condição é chamada de “estado alimentado”.

Com o passar do tempo, a glicose diminui e entramos no “estado de jejum”: começa a faltar energia e o corpo trabalha para reverter este quadro. Os estimulantes fazem com que a glicose caia mais rápida e, para corrigir este processo, o corpo libera dois hormônios, o cortisol e o glucagon.

O glucagon vai tentar corrigir a glicose usando o estoque feito pelo fígado depois da última refeição, mas também age no cérebro estimulando a fome, isso faz com que você sinta fome em intervalos curtos e acabe comendo a cada três horas. O cortisol é o hormônio do estresse, não vivemos sem ele, mas quando ele aumenta gera fome, mas não qualquer fome e sim uma compulsão alimentar. Nossa tendência é querer comer alimentos gordurosos, ricos em carboidratos (açúcar ou farinha branca) ou estimulantes.

O consumo destes alimentos associados à ação do cortisol vai gerar o aumento de depósito de gordura na região abdominal. E acabamos dando um “tiro no pé”: o termogênico que foi usado como emagrecedor gerou um acumulo de gordura na região abdominal. Se houve diminuição do peso, não pense que foi em gordura, provavelmente você perdeu músculo e isso diminuiu seu metabolismo e depois vai ficar mais difícil emagrecer.

Um conselho: o gengibre é um termongênico natural que não contem estimulantes, além de ser um bom auxílio para redução de gordura e para espantar o frio. Todos os demais chás de ervas podem ser usados sem problemas, eles na sua maioria melhoram o trânsito intestinal — o que ajuda no processo de redução do peso. Eles ainda contribuem na eliminação dos gases intestinais e diminuem cólicas intestinais.

Mas cuidado: seu chá deve ser consumido sem açúcar ou com adoçante (recomendo sucralose e stévia). Os demais têm efeitos colaterais. Precisamos fugir do açúcar: ele é absorvido rapidamente pelo intestino, gerando um aumento de glicose na corrente sanguínea, aumentando o risco de formar gordura e esta ser depositada na região abdominal. O açúcar ainda tem muitos outros malefícios, mas isso vale uma nova matéria. Só quero dizer que ele diminui o sistema imunológico e ficar longe dele no período do inverno é ficar mais longe de gripes e resfriados.

(Dr. Ricardo V. Andrade, Nutricionista - via NUTRYERVAS)

domingo, 25 de maio de 2014

A DIVINIDADE DE CRISTO. Será que Jesus é DEUS?

SERÁ QUE CRISTO É UM SER DIVINO? JESUS É DEUS OU UM FILHO GERADO DE DEUS? É UMA CRIATURA OU O CRIADOR?

O QUE ALGUMAS PESSOAS DIZEM?
Muitas pessoas dizem que Jesus é apenas uma criatura, a primeira de toda a criação de YAHWEH (ou JEOVÁ). 
Algumas seitas dizem que Cristo é um "deus" menor que o DEUS pai. Algumas traduções bíblicas também rebaixam a pessoa de Cristo com um "deus menor". Veja este texto por exemplo:

"No princípio era palavra, e a palavra estava com DEUS, e a palavra era [um deus]" (Jão 1:1) - {Tradução do Novo Mundo}

MAS O QUE A BÍBLIA DIZ REALMENTE?

A Bíblia deixa claro sem sombra de dúvidas que Jesus é DEUS! Vejamos alguns textos:

"Ninguém jamais viu DEUS, o DEUS unigênito que está no seio do Pai, é quem O revelou" (João 1:18) {Almeida Revista e Atualizada}  

Este texto afirma que o DEUS UNIGÊNITO revelou o Pai a quem alguém jamais viu.
O DEUS UNIGÊNITO, nada mais é do que o proprio Cristo, o filho unigênito de DEUS, pois no grego opriginal a palavra aparece da seguinte forma: (MONOGENES THEOS) que traduzindo quer dizer, DEUS unigênito.

(JOÃO 20:28)
"Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e DEUS meu" 

Tomé ao ver Jesus ali ressuscitado em sua frente, logo o reconheceu como seu SENHOR e seu DEUS, e não há evidências bíblicas de que JESUS o reprendeu por tê-lo adorado desta forma.
Jesus não se  recusou a ser adorado como DEUS.

(JOÃO 10:30,33)
"Eu e o Pai somos um" 
Este texto mostra declaradamente que o próprio CRISTO se diz ser o PAI, e isto se comprova no verso 33, veja:
"Responderam os judeus: Não é por obra que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmea, pois sendo tu homem te fazes DEUS a ti mesmo"

(JOÃO 10:38)
"Mas, se faço, e não me credes, credes nas obras; para que possais saber e compreender que o PAI está em mim, e eu estou no PAI" 
Jesus afirma ter a mesma essência do Pai, porque Ele e o pai estão unidos em uma mesma pessoa através da essência divinal, ou seja, tanto YAHWEH quanto JESUS , provém da mesma essência e caráter santos, só que cada um têm uma personalidade distinta.

O APÓSTOLO PAULO ACREDITAVA NA DIVINIDADE DE CRISTO?
Alguns textos das epístolas de Paulo demonstram claramente que Paulo estava bem a par da Divinidade de CRISTO. Paulo ao se referir a Jesus, por várias vezes se referiu dando-lhe o título de DEUS, não só Paulo mas Pedro o fez também. Vejamos alguns deles:
(ROMANOS 9:5)
"Deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, DEUS bendito para todo o sempre. Amém!" 
Paulo não tinha dúvida da Divinidade de CRISTO, pois ele afirmou ser CRISTO o DEUS BENDITO PARA TODO O SEMPRE .

(TITO 2:13)
"Aguardando a Bendita Esperança e a manifestação da glória do nosso grande DEUS e SALVADOR Jesus Cristo." 
Paulo refere-se a  Jesus  como o GRANDE DEUS E SALVADOR.
 Se ele não tivesse entendimento da unicidade destas duas pessoas, jamais ele teria escrito isto.

PEDRO TAMBÉM TINHA A MESMA IDÉIA DE PAULO COM RELAÇÃO A DIVINIDADE DE CRISTO.
(2PEDRO 1:1)
"Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que convosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça de nosso DEUS e SALVADOR Jesus Cristo"
Pedro utiliza as mesmas palavras que Paulo utilizou ao se referir a CRISTO, deixando claro a evidência de que tanto Paulo quanto Pedro, ambos adoravam a Jesus como DEUS.

A DIVINIDADE DE CRISTO NO ANTIGO TESTAMENTO.
O livro de Apocalipse está repleto de indícios da divindade de CRISTO fazendo referências com o DEUS  YAHWEH (ou JEOVÁ) do Antigo Testamento, provando assim, ser o JESUS do Novo Testamento, o mesmo DEUS YAHWEH do Antigo Testamento.


(APOCALIPSE 1:12-17)

"Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltando, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante ao filho do homem, com vestes talares e cingido a altura do peito, com uma cinta de ouro.
 A sua cabeça e cabelos eram brancos com a alva lã, como neve; os olhos como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado a uma fornalha; a voz, como a voz de muitas águas.
 Tinha na mão direita sete estrelas e da boca saía-lhe uma afida espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol.
Quando o vi caí aos seus pés como morto. Porém Ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas, EU SOU O PRIMEIRO E O ÚLTIMO" 

AGORA VEJA O QUE DIZ NO LIVRO DE ISAÍAS 
“Quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem chamado a todas as gerações á existência, eu, o SENHOR, o PRIMEIRO e o ÚLTIMO, e com os ÚLTIMOS EU mesmo.” (Isaías 41:4)
“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, Senhor  dos Exércitos: EU sou o PRIMEIRO e sou o ÚLTIMO, e além de mim não há DEUS” (Isaías 44:6)
“Dá-me ouvidos ó Jacó, e tu ó Israel, a quem chamei; EU sou o mesmo, sou o PRIMEIRO e também o ÚLTIMO” (Isaías 48:12)


Todos estes textos fazem referências a (Apocalipse 1:17) e (Apocalipse 22:12,13)

(APOCALIPSE 22:12,13)
“Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.
EU SOU o ALFA e o ÔMEGA, o PRIMEIRO e o ÚLTIMO, o PRINCÍPIO e o FIM. "

Mas alguém pode querer argumentar que este texto de (Apocalipse 22:12,13), não se refere a Jesus, mas sim, ao próprio DEUS.
O versículo 16 de Apocalipse 22 deixa bem claro que é o próprio CRISTO quem está falando:
"Eu JESUS, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. EU SOU a Raiz e a Geração de Davi, a Brilhante Estrela do Amanhã" (Apocalipse 22:16)
E o versículo 20 encerra o livro com chave de ouro usando as seguintes palavras:
"Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente venho sem demora.Amém! Vem SENHOR JESUS!" (APOCALIPSE 22:20)
O profeta deixa evidente que o dono da frase: “EU SOU O ALFFA E O ÔMEGA,  O PRIMEIRO E O ÚLTIMO, O PRINCÍPIO E O FIM”, é nada mais, nada menos do que o próprio  JESUS CRISTO, que utilizou das mesmas palavras que o poderoso DEUS Criador YAHWEH utilizou no antigo testamento para se referir a ELE mesmo ao afirmar: VEM SENHOR JESUS!

A DECLARAÇÃO DO EU SOU DE JESUS
"Antes que Abraão existisse EU SOU" (João 8:58)
Jesus estava  inconfundivelmente reivindicando a sua pré-existência do senhor do Êxodo. Jesus  claramente identifica  a si próprio como o Grande DEUS “EU SOU” do Antigo Testamento.
"Disse DEUS a Moisés: Eu SOU O QUE SOU. Disse mais:
Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros" (Êxodo 3:14) 
 Jesus afirma que é o eternamente existente “SENHOR DEUS” de Israel!

(JOÃO 1:1, 14)
"No princípio era verbo e o verbo estava com DEUS, e o verbo era DEUS [...] E o verbo se fez carne e habitou entre nós" [...]
Estes versos declaram que Jesus (o verbo) era o DEUS  que se fez carne  e habitou entre nós. E, através de outros textos  do mesmo evangelho de João, chegamos a conclusão de que, João tinha plena ciência da santidade e divinidade de CRISTO.

EPÍSTOLA AOS HEBREUS
"Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu filho, eu hoje te gerei? E outra vez Eu lhe serei pai, e tu me será filho? E novamente ao introduzir o primogênito no mundo, diz: E TODOS OS ANJOS DE DEUS O ADOREM" (Hebreus 1:5)

Este texto  parece entrar em conflito com o texto de
(Ap 22:8-9), isto é, se JESUS não fosse DEUS, pois o texto de Apocalipse  diz claramente que somente DEUS deve ser adorado. Veja:
"Eu João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E quando as  ouvi, prostrei-me aos pés do anjo para ADORÁ-LO.
Então ele me disse: VÊ, NÃO FAÇAS ISSO, eu sou conservo teu e dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. ADORA A DEUS."

Este texto deixa claro que só DEUS é digno de adoração, mas o escritor de Hebreus disse que JESUS, é digno de adoração dos anjos. 
Se os anjos devem adorar a JESUS, quanto mais nós que somos pecadores!

HEBREUS E O SALMO 102
O Autor de Hebreus refere-se a JESUS utilizando um texto do antigo testamento que era usado unicamente para louvar a YAHWEH.
"Ainda no princípio SENHOR, lançaste os fundamentos da terra, e os céus, são obras das tuas mãos;
Eles perecerão; Tu porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste, também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes serão igualmente mudados; tu porém, és o mesmo, e os teus anjos jamais terão fim" (Hebreus 1:10-12)
AGORA VEJA O (SALMO 102:25-27)
"Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos.
 Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás, e ficarão mudados.
 Porém tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim."
O Autor não teria usado o Salmo 102 para referir-se a JESUS, se, ele não tivesse em mente que JESUS é o mesmo DEUS YAHWEH do antigo testamento, pois, os salmos eram cânticos destinados exclusivamente para adoração a YAHWEH DEUS, por tanto, de modo algum deveria ser utilizado para exaltar outro ser, a não ser o próprio DEUS CRIADOR.

(APOCALIPSE 22:3)
E para finalizar, Apocalipse 22 mostra que o trono de DEUS é o mesmo que o do CORDEIRO (Jesus).
"E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela (Cidade Santa) estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão."
João afirma que o trono do PAI é o mesmo que o do FILHO, isto prova que o FILHO tem a mesma autoridade do PAI e que ambos são de uma mesma essência e dignos da mesma posição de honra e glória.


Por [Weverson Oliveira].


Para informações mais detalhadas sobre o assunto da trindade, recomendo a leitura do livro A TRINDADE, Editora CPB.

PODE OU NÃO PODE USAR TEATRO NA IGREJA?

[...]Alguns anos atrás a Revista Adventista publicou um ótimo artigo do Dr. Alberto Timm, a respeito do assunto. "Colei-o" aí, pois creio que o texto fornece as respostas que você procura:

O uso de dramatizações na igreja

O Antigo e o Novo Testamentos estão permeados de dramatizações simbólicas.

por Alberto R. Timm

Especialistas na área de comunicação têm afirmado que aprendemos 83% das informações do mundo exterior através da visão; 11% através da audição; e 6% distribuídos entre o tato, o olfato e o paladar. Isto significa que nos lembramos muito mais daquilo que vemos do que daquilo que meramente ouvimos.

Se a visão é tão eficaz no processo da comunicação, deveria a Igreja Adventista do Sétimo Dia valer-se apenas de recursos auditivos na proclamação do "evangelho eterno" (Apoc. 14:6)? Até que ponto poderia esta denominação incorporar recursos visuais e dramatizações em seus serviços religiosos, sem com isso infringir princípios expostos na Bíblia e nos escritos de Ellen White? 

A fim de respondermos a estas questões, consideraremos, inicialmente, alguns antecedentes do uso de dramatizações na literatura bíblica e nos escritos da Sra. White. Procuraremos, então, identificar alguns princípios básicos que poderão nos ajudar a estabelecer parâmetros seguros sobre o assunto.

No Antigo Testamento

A liturgia do Antigo Testamento centralizava-se nos rituais simbólicos, primeiro, dos altares patriarcais; depois, do tabernáculo mosaico; e, por último, do tempo de Jerusalém. Esses serviços, ministrados por sacerdotes (cf. Êxo. 28 e 29; Lev. 8), constituíam uma prefiguração dramática da salvação que haveria de se concretizar através do sacrifício e do sacerdócio de Cristo. Animais representavam a Cristo; a imolação desses animais simbolizava a morte de Cristo; e o sangue deles prefigurava o sangue de Cristo. Também as festas de Israel eram marcadas por inúmeras dramatizações (ver Êxo. 12:1-27; Lev. 16 e 23). Ellen White denomina todo esse sistema centralizado no santuário de "o evangelho em figura".

Outro ato religioso dramático do Antigo Testamento era a cerimônia da circuncisão. Esse ato foi ordenado por Deus como um símbolo exterior do concerto entre Ele e Seu povo.
Em Números 21:4-9, Deus ordenou que Moisés preparasse e levantasse uma "serpente de bronze", como um símbolo de Cristo. Todos aqueles que olhassem com fé para aquela serpente, viveriam.

Dramatizações são encontradas também nos livros proféticos do Antigo Testamento. O próprio Deus usou recursos pictóricos para descrever realidades sócio-políticas e religiosas nas visões proféticas registradas em tais livros, como Ezequiel, Daniel e Zacarias. Por exemplo, no capítulo 2 do livro de Daniel, a Segunda Vinda de Cristo é representada pela grande pedra que feriu os pés da estátua. Já no capítulo 1 de Oséias, encontramos Deus ordenando que o próprio profeta (Oséias) dramatizasse a apostasia espiritual de Israel, casando-se com uma prostituta.
Portanto, o uso de recursos visuais (incluindo dramatizações) permeava o culto do Antigo Testamento. Tais recursos eram parte do serviço do santuário, da cerimônia da circuncisão e dos ensinos proféticos. Mas o emprego de tais recursos visuais não se limita apenas ao Antigo Testamento. 

No Novo Testamento

Os quatro Evangelhos apresentam inúmeras ocasiões em que Cristo usou ilustrações vívidas da Natureza e da vida diária para ensinar lições espirituais. Ele não apenas Se valeu do recurso didático das parábolas, mas até comparou-Se a Si mesmo com tais figuras como a água (João 4:10), o pão (6:41 e 48), a luz (8:12), a porta (10:9), o pastor (10:14) e a videira (15:1-5).

A própria cerimônia do Batismo é uma dramatização simbólica, instituída por Cristo para marcar o início de uma vida de consagração a Deus. Cristo não apenas submeteu-Se a essa cerimônia (Mat. 3:13-17), mas também ordenou que ela fosse ministrada a todos quantos aceitassem o evangelho (28:18-20).

Até mesmo Sua morte dramática sobre a cruz tinha propósitos didáticos. Ellen White declara que "a cruz é uma revelação, aos nossos sentidos embotados, da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração de Deus". Ela acrescenta que "o Calvário aí está como um monumento do estupendo sacrifício exigido para expiar a transgressão da lei divina".

Esse evento dramático ocorreu sobre uma cruz com o objetivo de tocar os "nossos sentidos embotados". Ele é relembrado simbolicamente através da cerimônia da Santa Ceia (ver Mat. 26:17-30; João 13:1-20), que é, por sua vez, uma dramatização litúrgica ordenada por Cristo para ser repetida periodicamente por Seus seguidores (cf. João 13:13-17; I Cor. 11:23-26).

À semelhança de alguns livros proféticos do Antigo Testamento, o conteúdo do Apocalipse de João é caracterizado por dramatizações simbólicas, que descrevem pictoricamente o desenvolvimento do plano da salvação no contexto do grande conflito entre as forças do bem e os poderes do mal.

Por conseguinte, o Antigo e o Novo Testamentos estão permeados de dramatizações simbólicas. Especialmente o Batismo e a Santa Ceia são dramatizações do plano de salvação, instituídas pelo próprio Cristo como parte da liturgia de Sua igreja.

Nos Escritos de Ellen White

Analisando-se os escritos de Ellen White, percebe-se, por um lado, que ela: (1) endossa reiteradas vezes as dramatizações litúrgicas do Antigo Testamento (o cerimonial do santuário, etc.); (2) enaltece as dramatizações litúrgicas do Novo Testamento (o Batismo, o Lava-pés, a Santa Ceia, etc.); (3) engrandece o ritual sacerdotal de Cristo no Céu; (4) não criticou a dramatização a que assistiu na Escola Sabatina de Battle Creek, em 1888; (5) não condenou a encenação do Natal de 1888, em Battle Creek, mas simplesmente expressou sua aprovação aos pontos positivos do programa e sua desaprovação aos pontos negativos; e (6) não condenou o uso das bestas de Daniel e do Apocalipse como ilustrações evangelísticas.

Por outro lado, várias citações de Ellen White desaprovam o uso de qualquer tipo de exibicionismo teatral. Estariam essas citações condenando indistintamente todo tipo de dramatização? Eu creio que não, pois, se assim fosse, teríamos que eliminar até mesmo o Batismo e a Santa Ceia de nossas igrejas.

É interessante notarmos que as próprias citações de Ellen White que desaprovam o uso de exibições teatrais, identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibições. Dentre essas características destacamos as seguintes: (1) afastam de Deus; (2) levam a perder de vista os interesses eternos; (3) alimentam o orgulho; (4) excitam a paixão; (5) glorificam o vício; (6) estimulam o sensualismo; e (7) depravam a imaginação.

Disto inferimos que dramatizações são aceitáveis, em contrapartida, quando: (1) aproximam de Deus; (2) chamam a atenção para os interesses eternos; (3) não alimentam o orgulho; (4) não excitam a paixão; (5) desaprovam o vício; (6) não estimulam o sensualismo; e (7) elevam a imaginação.

Na Igreja Adventista

Grupos de dramatização têm participado freqüentemente em vários programas de TV mantidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, ao redor do mundo. Elencos especiais de dramatização foram necessários também para a produção dos filmes e/ou videocassetes Um em Vinte Mil (EUA), O Grande Conflito (Argentina), Heróis da Fé (Austrália), O Barquinho Azul (Brasil) e muitos outros. Evangelistas adventistas usam um número significativo de filmes em suas séries de conferências públicas.

Dramatizações fazem parte ainda da vida da grande maioria dos internatos mantidos pela denominação. Elas são usadas também em nível de igrejas locais, tanto em programas alusivos ao Dia das Mães e ao Natal, como nos departamentos infantis da Escola Sabatina.

Várias dessas dramatizações têm elevado espiritualmente tanto os apresentadores como aos que a elas assistem. Existem, no entanto, aqueles que pensam que os fins justificam os meios e que boas intenções são o único critério determinante para a aceitação de um determinado programa. Mas se restringíssemos os critérios apenas ao nível das intenções, certamente incorreríamos no grave erro de abrirmos as portas a todo e qualquer tipo de programação "culturalmente" aceitável.

Critérios básicos

Cuidadosa consideração deve ser dada, não apenas às intenções, mas também à própria natureza do programa, à escolha dos participantes, bem como ao tempo e local adequados tanto para o ensaio como para a apresentação da cena.

As dramatizações devem: (1) evitar o elemento jocoso e vulgar; (2) evitar o uso de fantoches (animais e árvores que falam, etc.); (3) ser bíblica e historicamente leais aos fatos, como estes realmente ocorreram; e, acima de tudo, (4) exaltar a Deus e Sua Palavra (e não os apresentadores da programação).

Já os apresentadores devem ser pessoas cuja vida espiritual e conduta estejam em plena conformidade com os princípios adventistas, e que estejam dispostos a acatar as orientações da liderança da congregação local e das organizações superiores da denominação. Prudente seria que todos os participantes de um elenco de dramatização fossem escolhidos bom base nas diretrizes sugeridas pelo Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a seleção dos "membros do coro da igreja".

A liderança da igreja, por sua vez, é responsável por prover orientações adequadas aos apresentadores de dramatizações. A ela compete exercer uma função equilibradora, para que as programações sejam um meio (e não um fim) de melhor glorificar a Deus e de mais efetivamente comunicar o evangelho ao mundo. Jamais deve permitir que dramatizações venham obliterar a centralidade da pregação da Palavra na liturgia adventista.

Conclusão

Portanto, dramatizações permeiam a liturgia tanto do Antigo como do Novo Testamentos. Ellen White, por sua vez, não condena todo tipo de dramatização, mas apenas as exibições teatrais que afastam de Deus, levam a perder de vista os interesses eternos, alimentam o orgulho, excitam a paixão, glorificam o vício, estimulam o sensualismo e depravam a imaginação.

Se alegarmos que toda e qualquer dramatização é inapropriada, teremos, conseqüentemente, de suspender: (1) o uso de filmes, que são o produto de dramatizações; (2) a maior parte das programações dos departamentos infantis da Escola Sabatina (colocar coroas na cabeça das crianças, cenas do Céu, etc.); (3) todas as "cantatas" e grande parte das apresentações musicais de nossas igrejas; e, até mesmo (4) a celebração das cerimônias do Batismo e da Santa Ceia.
Por outro lado, devemos ser cuidadosos tanto na avaliação da natureza do programa, como na escolha dos apresentadores e do tempo e do local dos ensaios e da apresentação. O uso adequado de dramatizações implica não meramente agirmos em conformidade com nossa própria consciência (sendo ela santificada), mas também com base nos princípios bíblicos e dos escritos de Ellen White. Toda cena deve glorificar a Deus e não aos apresentadores.

Referências:

1. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 238.
2. Educação, pág. 263.
3. Caminho a Cristo, pág. 33.
4. Educação, pág. 263.
5. Para um estudo mais detido das declarações de Ellen White sobre dramatizações, ver Arthur L. White, "Representações Dramáticas em Instituições Adventistas" (Documento disponível no Centro de Pesquisas Ellen G. White, Instituto Adventista de Ensino - Campus 2, Engenheiro Coelho, SP). Tais declarações podem ser melhor compreendidas através da leitura do artigo intitulado "Divertindo as Massas", de Benjamin McArthur, em: Gary Land, ed., The World of Ellen G. White (Washington, DC: Review and Herald, 1987), págs. 177-191.
6. A. L. White, "Representações Dramáticas em Instituições Adventistas", pág. 1.
7. Idem, págs. 5 e 6.
8. As principais citações de Ellen White nas quais ela expressa sua desaprovação ao uso de exibições teatrais, encontram-se no livro Evangelismo, págs. 136-140.
9. Ver A. L. White, "Representações Dramáticas em Instituições Adventistas".
10. Ver Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 8ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1992), pág. 111

Alberto R. Timm é diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White do Brasil e professor de Teologia no Unasp, Campus 2.



Por (Michelson Borges) - Jornalista, escritor e Mestre em Teologia.

(JA _ Online)

Recomendo também a leitura do artigo A Velha Questão, Adventistas e o Cinema

AMANTES DE PADRES PEDEM AO PAPA FIM DO CELIBATO

“Querido papa Francisco, somos um grupo de mulheres de muitas partes da Itália (mas não só dela) que lhe escrevem para romper o muro de silêncio e indiferença em que nos encontramos. Cada uma de nós vive, já viveu e quer viver uma relação de amor com um sacerdote, pelo qual está apaixonada.”  É assim que começa uma carta pública escrita por um grupo de 26 amantes de padres ao papa Francisco. Elas pedem ao pontífice que ponha um fim ao celibato sacerdotal obrigatório para que os padres católicos possam se relacionar com mulheres e casar com elas. Na carta, as amantes falam sobre suas aventuras amorosas com sacerdotes da Igreja Católica e relatam o sofrimento de viver o amor proibido. Elas pedem uma reunião com papa Francisco para discutir a proposta do fim ao celibato sacerdotal. A carta foi publicada pelo site Vatican Insider, do jornal italiano La Sampa


“Sabe-se muito pouco do sofrimento devastador a que uma mulher que se apaixona fortemente por um padre está submetida. Queremos, com humildade, por a seus pés nosso sofrimento para que algo possa ser mudado [...] para o bem de toda a Igreja”, diz outro trecho da carta. “Amamos esses homens [sacerdotes], eles nos amam e, na maioria dos casos, com toda vontade possível”, afirmam elas. O grupo argumenta que, diante do celibato sacerdotal, restam aos padres duas opções: abandonar o sacerdócio ou viver um amor secreto. “É uma escolha dolorosa.”

Para essas mulheres, se o celibato sacerdotal fosse opcional, os padres passariam a servir à Igreja Católica com uma paixão ainda maior e deixariam a vida de clandestinidade, “com a frustração de um amor incompleto”.

No início do cristianismo, o celibato clerical não era obrigatório [Pedro mesmo era casado].


Foi institucionalizado durante a Idade Média, justificado principalmente por uma questão econômica – não interessava à Igreja ver suas riquezas repartidas como herança aos filhos dos padres; e também social, a fim de que os sacerdotes se dedicassem total e exclusivamente à Igreja. 

Em suas poucas manifestações públicas sobre a polêmica, papa Francisco costuma mostrar-se favorável à manutenção do celibato. “Apesar dos prós e contras, os frutos [da manutenção do celibato] são mais positivos que negativos”, disse no livro Sobre o céu e a terra, escrito por ele e pelo rabino Abraham Skorka. 

(Época) via (Criacionismo)

sábado, 24 de maio de 2014

O ARREPENDIMENTO DE DEUS. DEUS SE ARREPENDE?

[ O Texto é um pouco longo, mas vale a pena ler] 

[...] Gênesis 6:6 diz que Deus se arrependeu, à luz de outros versos das Escrituras que dizem que ele não pode se arrepender. Deus é como o homem, para que se arrependa?

Pergaminho, o livro da época de Cristo
Sobre qualquer questionamento teológico, temos que en­tender em primeiro lugar, que todo princípio bíblico tem que ser estudado com base no contex­to geral das Escrituras, respei­tando a época, as circunstâncias e para quem foi escrito originalmente.


Por isto, quando estudamos as Escrituras precisamos ter em mente alguns fatores. O primeiro deles diz respeito ao ambiente cultural, a época e os costumes, daquele profeta ou apóstolo que escreveu o livro. Em segundo temos que analisar esta passagem com o contexto geral da Bíblia.

O leitor da Bíblia ao chegar a passagens como Gênesis 6:6; I Samuel 15:11 e Jonas 3:10 que declaram que Deus se arrependeu e posteriormente confrontá-las com Números 23:19; I Samuel 15:29; Salmo 110:4 e Hebreus 6:17, que afirmam ser impossível que Deus se arrependa, pensará que existe grande contradição na Palavra de Deus quanto ao arrependimento divino.

Nesse estudo temos a finalidade de dissipar dúvidas sobra a veracidade da Palavra inspirada contribuindo para que declarações aparentemente conflitantes sejam esclarecidas. Para alcançarmos este objetivo é necessário pesquisarmos diretamente nas línguas originais em que o Velho e o Novo Testamento foram escritos, porque estas línguas nos fornecem elementos convincentes.

O QUE É ARREPENDIMENTO? De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, "arrependimento é sinônimo de compunção, contrição. Insatisfação causada por violação de lei ou de conduta moral e que resulta na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações".

Como um termo teológico é o ato de abandonar o pecado, aceitando a graciosa dádiva da salvação de Deus, entrando para um relacionamento pessoal e amigo com Ele. Arrependimento evangélico tem sido definido como mudança de pensamento, que leva a novo modo de agir. Em outras palavras é a revolta consciente e definitiva do homem contra o próprio pecado.

Arrependimento significa tornar-se outra pessoa, "se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus". Mateus 18:3.

Russel Norman Champlin em “O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo”, Vol III, p. 68, assim define:

1) "É um ato divino que transforma o homem, mas que depende da reação positiva do homem, uma vez inspirada pela fé".

2) "É o começo do processo de santificação".
O Novo Dicionário da Bíblia, I Vol. p. 141 o define desta maneira: "Consiste de uma revolução naquilo que é mais determinativo na personalidade humana, sendo o reflexo, na consciência, da radical mudança operada pelo Espírito Santo por ocasião da regeneração".

ARREPENDIMENTO NO VELHO TESTAMENTO: No hebraico são encontrados dois vocábulos para expressar a idéia de arrependimento.

I. Naham. É o arrependimento de Deus e corresponde ao grego Metamélomai. As seguintes passagens bíblicas confirmam a sua existência. Gênesis 6:6 e 7; Êxodo 32:14; Jonas 3:9 e 10.
Deus é imutável em Seu Ser, na Sua perfeição e em Seus propósitos. O arrependimento divino não traz mudança do Seu Ser, do Seu caráter, mas apenas mudança em Sua maneira de tratar com os homens. O arrependimento de Deus é uma referência à alteração que se realiza na Sua relação para com o homem. O exemplo dos ninivitas nos ajuda a compreender o arrependimento de Deus. A cidade não foi destruída porque o povo se arrependeu de suas más obras. Deus mudou o seu tratamento devido à mudança operada no povo. O arrependimento de Deus (naham) foi uma conseqüência do arrependimento do povo (shubh).

Na International Standard Bible Encyclopaedia, vol. IV, p. 2.558 se encontra a seguinte explicação:

"A palavra hebraica naham é um termo onomatopaico, que significa dificuldade em respirar, como gemer, suspirar, e também lamentar, magoar-se, compadecer-se e, quando a emoção é produzida pelo desejo do bem dos outros, chega a significar compaixão e simpatia; quando, porém, se refere ao próprio caráter e atos, significa lastimar, arrepender-se. A fim de adaptar a linguagem à nossa compreensão, Deus é representado como alguém que se arrepende, quando retarda as penalidades que tem de aplicar ou quando o mal a sobrevir é desviado por ter havido uma reforma genuína (Gênesis 6:6; Jonas 3:10)".

II. Shubh - arrependimento do homem.

Este vocábulo hebraico corresponde ao grego metanoéo. Esta palavra significa girar, voltar ou retornar e é aplicada quando a pessoa deixa o pecado e se volta para Deus de todo o coração. Se o pecado etimologicamente significa falhar em atingir o alvo, desviar-se do caminho certo; arrepender-se é retornar ao caminho correto ou total retorno da pessoa a Deus.

ARREPENDIMENTO NO NOVO TESTAMENTO: Assim como há no hebraico duas palavras, uma para expressar o arrependimento divino e outra o humano, existem também em grego duas diferentes palavras para transmitir estes dois tipos de arrependimento.

I. O verbo usado em grego para o arrependimento de Deus é metamélomai, pode ser traduzido por: pesar, sentir tristeza, remorso, mudança de sentimento. Ter cuidado ou preocupação por alguém ou alguma coisa. Etimologicamente significa mudar uma preocupação por outra.

Possuindo Deus caráter e atributos imutáveis Ele é perfeito, logo não pode mudar nem para melhor nem para pior. No entanto a imutabilidade divina não consiste em agir sempre da mesma maneira. Há casos e circunstâncias que podem ser alterados.

A Teologia Sistemática de Strong, p. 124 nos esclarece sobre a imutabilidade de Deus: "Deus, embora imutável, não é imóvel. Se Ele, coerentemente, segue um curso de ação segundo a justiça, Sua atitude precisa ser adaptada a toda mudança moral nos homens”.

A imutável santidade de Deus requer que Ele trate os ímpios diferentemente dos justos. Quando os justos se tornam ímpios, seu tratamento a respeito destes deve mudar. O sol não é volúvel ou parcial porque derrete a cera, enquanto endurece o barro; a mudança não está no sol, mas nos objetos sobre os quais brilha. A mudança no tratamento de Deus para com os homens é descrita antropomorficamente como se ocorressem mudanças no próprio Deus".

II. metanoéo é o verbo usado em grego para o arrependimento do homem. Dicionários e comentários nos informam que significa:

a) uma mudança de mente, de pensamento.

b) Literalmente significa pensar diferentemente.

c) Teologicamente a palavra inclui não somente mudança da mente, mas uma nova direção da vontade, próposito e atitudes.

O verbo metanóeo é usado em o Novo Testamento 32 vezes. O arrependimento inclui três aspectos:

1) O aspecto intelectual, ou seja, o reconhecimento, pelo homem, do erro de sua vida, sua culpa diante de Deus, sua incapacidade para, em suas próprias forças agradar a Deus. Sendo o homem um ser intelectual, Deus somente se agrada em ser adorado por meio de um processo racional.

2) O aspecto emocional - tristeza pelo seu pecado como uma ofensa contra um Deus santo e justo. Os sentimentos não são equivalentes ao arrependimento, mas podem conduzir a um verdadeiro arrependimento, porque o verdadeiro arrependimento não pode provir de um coração frio ou indiferente.

3) O aspecto da vontade ou volitivo - mudança de propósito, resolução íntima contra o pecado e disposição para buscar de Deus o perdão, purificação e poder. Este é o mais importante dos elementos, pois Deus pode apelar à pessoa para se converter, chamá-la ao arrependimento, mas como Deus dotou o homem com o livre arbítrio, somente este pode ou não aceitar o perdão divino; somente o próprio homem pode escolher arrepender-se ou não.

Apesar das ponderações anteriores, o arrependimento, no mais profundo sentido, está além das forças ou do poder humano. Ellen G. White declara em Testemunhos Seletos, Vol. II, p. 94: "O arrependimento, bem como o perdão, são dons de Deus por meio de Cristo". É importante compreender esta verdade fundamental. Não podemos primeiro arrepender-nos para depois ir a Cristo. Devemos ir a ele como estamos e ele irá transformar a nossa vida.

Paulo em Romanos 2:4 nos asseverou com muita objetividade que é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento. O arrependimento é um passo decisivo na vida do cristão, desde que a Bíblia o apresenta como uma das condições para a salvação (Mat. 3: 1 e 2.)

Naqueles dias apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia, e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus ( Mat. 4:17). Daí por diante passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.... “Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis”. Luc. 13:3

"O arrependimento de Deus não é como o do homem. Aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa, (I Samuel 15:29). O arrependimento do homem implica uma mudança de intuitos. O arrependimento de Deus implica uma mudança de circunstâncias e relações. O homem pode mudar sua relação para com Deus, conformando-se com as condições sob as quais pode ser levado ao favor divino; ou pela sua própria ação, colocar-se fora da condição favorável, mas o Senhor é o mesmo, ontem, hoje e eternamente,  Heb. 13:8". Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 700.

DOIS EXEMPLOS DISTINTOS DE ARREPENDIMENTO ENCONTRADOS NA BÍBLIA:

1) O arrependimento de Pedro:  Após a negação do Mestre, quando o olhar compassivo e perdoador de Cristo lhe penetrou na alma, ele se rendeu à influência transformadora do amor. Lucas 22:62 afirma que ele chorou amargamente. Esta é a tristeza que opera o arrependimento que conduz à salvação - II Cor. 7: 9-10. O arrepender-se de Pedro foi metanoéo que modificou toda a sua vida. Ele estava triste por causa do seu pecado. Sua trágica queda por ocasião do julgamento de Cristo, seguida de seu arrependimento e subseqüente reabilitação, aparece como sendo o ponto de conversão de sua vida e caráter. Daí por diante, e com uma única exceção (Gál. 2: 11-13), ele nos é apresentado como nobre apóstolo, com dignidade, coragem, prudência e firmeza de propósito.

2) O arrependimento de Judas: Em Mateus 27:3, se encontra o verbo metamélomai, que em algumas traduções aparece traduzido por arrepender-se, mas o seu arrependimento foi somente no sentido de tristeza, ou remorso pelo seu pecado por causa das suas conseqüências, e não pelo pecado em si, no sentido de mudança de vida, de abandono do pecado, e por ter magoado seu Mestre. Essa tristeza segundo o mundo é a que opera a morte (II Cor. 7:10). Judas não sentiu profundo pesar por haver traído a Cristo, mas tristeza por perceber que seus planos falharam. O verbo metamélomai foi usado porque o seu arrependimento foi apenas mera tristeza, desespero, sem nenhuma mudança da mente (metanóeo). Cristo sabia que o traidor não se arrependera verdadeiramente. O Desejado de Todas as nações, p. 490 confirma esta declaração:
"Até dar esse passo Judas não passara os limites da possibilidade de arrependimento. Mas quando saiu da presença de Seu Senhor e de seus condiscípulos, fora tomada a decisão final. Ultrapassara os termos".


CONCLUSÃO:


A idéia principal na afirmação de que Deus se arrependeu, nada tem a ver com falhas e pecados como acontece com o homem, mas apenas a sua mágoa com o mau procedimento humano e o seu desejo de sustar o curso do mal. Deveríamos sempre ser gratos a Deus, porque no Seu infinito amor, Ele se entristece com o nosso pecado e muda o Seu tratamento quando nos arrependemos de nossas obras más. Deus é imutável, mas a mutabilidade humana faz com que Ele mude o Seu trato para conosco.

(Na Sala do Pastor)




segunda-feira, 19 de maio de 2014

8 BENEFÍCIOS QUE O SONO TRÁZ À SAÚDE


Nada melhor do que chegar em casa depois de um longo dia, dormir profundamente e acordar renovado no dia seguinte. Mas o sono não assume apenas esse papel revigorante – ele tem diversas outras funções essenciais para o nosso organismo. Dormir menos que o recomendado (6 a 8 horas em média) ou acordar diversas vezes durante a noite em decorrência de distúrbios como apneia e insônia pode causar mais malefícios ao organismo do que imaginamos.
A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz, explica que o sono de qualidade ruim desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de alguns hormônios, favorecendo diversas doenças como obesidade e depressão. Por isso listamos todos os benefícios que uma noite bem dormida pode fazer pela sua saúde. Confira:
Previne a obesidade
Durante o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade – portanto, pessoas que tem dificuldades para dormir produzem menores quantidades desta substância. “A consequência disso é ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito”, explica a neurologista Rosa Hasan. Além disso, o grupo dos insones produzem uma maior quantidade de um outro hormônio, a grelina, uma substância que está relacionada a fome e a redução do gasto de energia.
Outro fator é importante é a perda de gorduras – segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. De acordo com o estudo, dormir pouco reduz em 55% a perda de gordura.
Combate à hipertensão
Um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, comprovou que um sono profundo e ininterrupto está relacionado a bons níveis de pressão arterial. A neurologista Rosa Hasan explica que a dificuldade em descansar durante a noite é equivalente a um estado de estresse, aumentando a atividade da adrenalina no corpo. “Uma noite mal dormida deixa o organismo em estado de alerta, aumentando a pressão sanguínea durante a noite”, explica a especialista. Ela afirma que com o tempo essa alteração na pressão sanguínea se torna permanente, gerando a hipertensão
Fortalece a memória
Pressão que conseguem ter uma boa noite de sono absorvem melhor as informações do dia a dia do que aquelas que passam longos períodos sem dormir, diz um estudo feito pela Universidade de Lubeck, na Alemanha. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque durante o descanso ocorre a síntese de proteínas responsáveis pelas conexões neurais, aprimorando habilidades como memória e aprendizado.
O especialista em apneia Fausto Ito, membro da Associação Brasileira do Sono, explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. “Por esse motivo, quem dorme mal, geralmente, sofre para se lembrar de eventos simples, como episódios ocorridos no dia anterior ou nomes de pessoas muito próximas”, diz.
Previne depressão
As chances de a depressão comprometer a qualidade de vida de uma pessoa pode ser menor se ela dormir entre seis e nove horas por dia. É o que indica um estudo feito no Cleveland Clinic Sleep Disorders Center, em Ohio, nos Estados Unidos, que analisou mais de dez mil pessoas.
Os resultados mostraram que pessoas com o sono considerado “normal” – de seis a oito horas por noite – tiveram índices mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão quando comparados aos que dormiam pouco ou muito. Também foi observado aqueles que dormem menos que seis e mais de nove horas por dia sofrem uma piora na qualidade de vida e índices de depressão mais altos.
Favorece o desempenho físico
Quando dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento. Essa substância só começa a ser produzida aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir – por conta disso, pessoas que tem o sono fragmentado sofrem dificuldades de sintetizar esse hormônio. “O hormônio do crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gordura, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”, explica a endocrinologista Alessandra Rasovski, da Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia.
Controla o diabetes
Pessoas com diabetes e tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. É o que afirma um estudo feito pela Northwestern University, dos Estados Unidos. Os pesquisadores monitoraram o sono de pessoas com diabetes por seis noites. Os participantes que tiveram o sono de má qualidade tiveram aumento de 23% nos níveis de glicose no sangue e 48% nos níveis de insulina. Usando esses números para estimar a resistência insulínica do indivíduo, os pesquisadores concluíram que portadores de diabetes que dormem mal tinham 82% mais resistência insulínica que os portadores com sono de qualidade.
De acordo com a endocrinologista Alessandra Rasovski, dormir mal em decorrência de distúrbios do sono não só dificulta o controle da doença como também pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2. ?É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos. Quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes?, explica.
Diminui o risco de doenças cardiovasculares
Uma pesquisa da Warwick Medical School, nos Estados Unidos, mostra que a privação prolongada do sono ou acordar várias vezes durante a noite pode estar relacionado a acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos e doenças cardiovasculares. Os autores do estudo conduziram uma investigação que acompanhou durante 25 anos mais de 470 mil pessoas em oito países, incluindo Japão, Estados Unidos, Suécia e Reino Unido.
De acordo com os pesquisadores, dormir pouco causa um desequilíbrio na produção de hormônios e substâncias químicas no organismo, condição que aumenta as chances de desenvolver colesterol alto, doenças cardiovasculares e derrames cerebrais. Dormindo cerca de sete horas por noite, você está protegendo a sua saúde futura e reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas.
Melhora o desempenho no trabalho
Pessoas que tem o sono constantemente interrompido ao longo da noite ou não dormem o suficiente não conseguem atingir os estágios mais profundos do sono, e por isso não descansam de forma adequada.
O especialista em medicina do sono Daniel Inoue, do Hospital Santa Cruz, conta que os principais sintomas sentidos por uma pessoa que não dorme são sonolência diurna, irritabilidade, fadiga, dificuldade para se concentrar ou absorver novas informações e maior facilidade de sofrer graves acidentes de trânsito e trabalho.
“O estresse no trabalho também pode aumentar os comportamentos de risco, como tabagismo e abuso de álcool e drogas, além de desencorajar hábitos saudáveis, como atividade física e a alimentação equilibrada”, alerta Daniel.
(Minha Vida) via (Portal Advento)

A MULHER CRISTÃ, VESTUÁRIO PARA IGREJA


“E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.” Êxodo 3:5
Este é um verso bíblico muito conhecido. Não havia nada de diferente naquela terra em que Moisés estava pisando com suas sandálias a não ser a santidade da presença de Deus. Esse pequeno verso nos mostra que não podemos nos achegar à presença de Deus de qualquer forma. Então… como devemos nos apresentar diante de Deus, em Sua casa?
Temos algumas orientações claras a esse respeito:
1. Não se deve ostentar em adornos: “Que ninguém desonre a casa de Deus com enfeites ostensivos!” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 202).

2. Deve-se usar vestuário asseado e decente, que não estimule a irreverência, desperte pensamentos indevidos ou desvie a atenção da adoração à Deus: “Todos deveriam ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior, que é impróprio da casa de Deus. Cumpre evitar toda ostentação em matéria de roupa, que somente serviria para estimular a irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre esta ou aquela peça de roupa e deste modo são sugeridos pensamentos que não deviam ocorrer no coração dos adoradores. Deus é que deve ser o objeto exclusivo de nossos pensamentos e adoração; qualquer coisa tendente a desviar o espírito de seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele. A exibição de enfeites, como laços, fitas e penachos, bem como ouro ou prata, é uma espécie de idolatria que não deve estar associada ao culto sagrado de Deus.” (Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 201 e 202).
3. Deve-se usar um vestuário alinhado, limpo, bem cuidado, modesto e de boa aparência: “Alguns mantêm a idéia de que, a fim de fazer essa separação do mundo que a Palavra de Deus exige, devem ser negligentes no vestuário. Há uma classe de irmãs que pensam estar pondo em prática os princípios de não conformação com o mundo, usando um gorro ordinário e o mesmo vestido por elas envergado durante a semana, no sábado, ao aparecerem na assembléia dos santos para prestar culto a Deus. E alguns homens, que professam ser cristãos, vêem a questão do vestuário na mesma luz. Reúnem-se essas pessoas com o povo de Deus no sábado, com as roupas poeirentas e sujas, e mesmo com rasgões nas roupas que lhes cobrem o corpo de maneira desalinhada.
Tivesse essa classe o compromisso de se encontrar com algum amigo honrado pelo mundo, por quem desejassem ser especialmente favorecidos, e se esforçariam por aparecer em sua presença com o melhor traje que pudessem obter; pois esse amigo se sentiria insultado caso fossem à sua presença com o cabelo despenteado, e as roupas sujas e em desordem. Contudo, essas pessoas pensam que não importa com que roupa aparecem, ou qual a condição em que estão, quando se reúnem no sábado para adorar ao grande Deus.” (Review and Herald, 30 de janeiro de 1900).

Infelizmente, encontramos com grande frequência irmãs utilizando vestuário impróprio na casa de Deus – decotes mostrando parte dos seios, sais curtas, ombros e costas expostos, leggings e calças compridas.
No post “A modéstia cristã e o cumprimento da lei” falamos sobre como a falta de modéstia cristã pode afetar os novos conversos e se tornar escândalo e mau testemunho. Já falamos, em outros textos também, sobre que critérios devemos ter para a escolha do nosso vestuário em geral. Dentro ou fora das 4 paredes da igreja, somos representantes de Cristo e devemos nos vestir adequadamente. Mas estar na santidade da casa de Deus exige de nós ainda mais cuidado, respeito e ordem. Repito: não podemos nos achegar à presença de Deus de qualquer forma.
Queridas, sei que isso incomoda algumas, mas é para o bem do corpo de Cristo que tocamos nesses assuntos. Uma mulher cristã não se veste para chamar atenção para as formas do seu corpo, não está interessada em despertar olhares, logo, não usa decotes mostrando parte dos seios, saias curtas, ombros e costas expostos, leggings marcando o corpo e disfarçando a nudes dos membros inferiores, e calças compridas (esta última deve ser usada com muito critério, e não na Igreja).
Recentemente li um texto da Emanuelle Sales, com o título “Legging – essa roupa combina com a garota cristã?“, e recomendo a leitura a todas vocês. Não nos diferenciamos das mulheres do mundo vestindo-nos de modo ridículo, mas decente. Mostrar partes do corpo que deveriam estar cobertas é vulgaridade. Ostentar em adornos é orgulho. E tudo isso é nada mais nada menos do que uma prova de que “o eu, e unicamente o eu, é objeto de adoração” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 600). Na casa de Deus (e na vida do verdadeiro cristão), Deus é o único adorado!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...