Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PORQUE NÃO USAMOS JÓIAS?

Já fui apresentada a várias pessoas, e em muitas ocasiões ouvi isso:

— Essa é nossa palestrante Emanuelle Sales. Você já a conhecia?

— Não. Mas conheço seu seus textos!

Acredite, com você acontece exatamente o mesmo. Talvez não pelo que você escreve, mas com certeza por algo que faz ou que aparenta ser. A gente fala tanto de não julgar as pessoas pelas aparências, mas vale lembrar que ela descreve ao mundo o que se passa dentro de nós. É óbvio que quem não nos conhece intimamente vai tirar conclusões ao nosso respeito pelo que vê. Pode ser que nossa imagem passe uma impressão equivocada, por isso cabe a nós ficar atentos a cada detalhe desse “cartão de visita”, para assim evitar julgamentos ruins, que contradigam nossa fé e nossos princípios. Esses dias recebi uma mensagem triste, porém muito realista:

“Sou cristã, membro da igreja Batista, porém tenho acompanhado alguns programas na TV Novo Tempo e também lido alguns textos a respeito da Igreja Adventista. Não uso joias porque não gosto e também porque elas não iriam me deixar mais bonita. Às vezes, fico indignada com a questão do não uso de joias pelas mulheres adventistas, porque algumas dessas mesmas mulheres têm um comportamento tão carnal que supera ao uso de joias. Por exemplo: na minha cidade, é comum vermos as irmãs se trajando de maneira tão inconveniente, usando roupas coladas e curtas, blusinhas sem manga, seios e costas à mostra, etc… O mesmo Deus que reprova o uso de joias é o mesmo que reprova a imoralidade e a indecência. Fala-se tanto sobre a questão do sábado e do uso de joias, mas e quanto à questão das vestimentas? Na verdade, no que se refere ao testemunho cristão, é uma lástima.”

Agora eu pergunto, essa pessoa falou algo errado? De jeito nenhum! Tudo que escreveu foi com grande sabedoria. Já ouvi coisas parecidas de muitas outras pessoas e de religiões distintas. “De que adianta não usar joia, mas usar sapatos mais chamativos e caros que uma?”. Vejo que várias pessoas não usam esse questionamento como justificativa para usar joias, mas sim como reflexão, pois têm interesse em cumprir os princípios bíblicos de forma integral.

Como adventista, não uso joias porque, mesmo que muito citada na Bíblia, é antinatural e sempre era relacionada à idolatria. Vemos Deus pedindo em várias ocasiões para que o povo tirasse suas joias e enfeites. Olhe só, Ele disse assim Jacó: “’Livrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado’. Então entregaram a Jacó todos os deuses estrangeiros que possuíam e os brincos que usavam nas orelhas, e Jacó os enterrou ao pé da grande árvore, próximo a Siquém” (Gênesis 35:1-4). Ah, existem outros textos na Bíblia mostrando exatamente a mesma ordem.

A escritora cristã Ellen White nos dá um resumo dos textos bíblicos a respeito da vaidade: “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366). Ou seja, além das joias, existem outros ornamentos relacionados à ostentação. Não podemos considerar um aspecto se ignorarmos outros igualmente importantes. Decência, modéstia e pureza são princípios imutáveis e inseparáveis. Não adianta se abster de colares e brincos, mas  se cobrir com outros tipos de acessórios e roupas chamativas.

Cuidado com tudo que tem como objetivo atrair atenção para o “eu” e não para Cristo. Esse é o segredo! No assunto de vaidade, abandonar apenas um “deus” também não é o suficiente. Ao ter uma vitória, não pare por aí! Deus conhece suas lutas e o quanto você se esforçou para deixar algo que o prendia, mas Ele quer ajudá-lo a ir além, fazendo uma mudança completa em seu corpo e alma.

(Por Emanuelle Sales via Notícias Adventistas)

Emanuelle Sales é locutora e jornalista da rádio Novo Tempo de São José do Rio Preto e criadora do blog Bonita Adventista, que já tem leitores em mais de 30 países.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ÊXODO, UM FILME ANTIBÍBLICO "BASEADO NA BÍBLIA"

“Êxodo: Deuses e Reis”, o filme do diretor Ridley Scott, que chega aos cinemas brasileiros em 25 de dezembro, vai mostrar, é claro, o mais famoso de todos os milagres bíblicos: a travessia do Mar Vermelho. Mas sua representação será bem diferente daquela feita no clássico “Os Dez Mandamentos”, de Cecil B. DeMille. No filme de 1956, Charlton Heston, que fez o papel de Moisés, divide o mar em duas grandes muralhas de água, entre as quais os filhos de Israel cruzam o leito seco do mar até a praia oposta. O exército do faraó persegue os fugitivos e acaba sendo engolido pelo mar, quando Moisés faz um sinal para as águas se fecharem novamente. Scott disse que sua nova versão da história terá uma explicação mais realista e natural sobre o que aconteceu e não dependerá de Moisés para pedir a intervenção miraculosa de Deus. O diretor decidiu que as águas se “abrirão” em consequência de um tsunami provocado por um terremoto. Antes de um tsunami ser deflagrado, as águas costeiras geralmente recuam, deixando o leito do mar praticamente seco até a onda gigante chegar.

Mas há problemas com essa versão da história também. O tempo em que as águas recuam antes da chegada de um tsunami geralmente dura apenas 10 ou 20 minutos, muito pouco para que todos os filhos de Israel cruzassem o leito temporariamente seco. E também não haveria jeito de Moisés saber que um terremoto e um tsunami iriam acontecer, a menos que Deus contasse a ele. Nesse caso, porém, a história manteria algum elemento milagroso.

Há uma explicação natural muito melhor de como uma passagem através do Mar Vermelho pode ter ocorrido. Essa teoria envolve a maré, fenômeno natural que poderia ter se encaixado perfeitamente no plano de Moisés, porque ele seria capaz de prever sua ocorrência.

Em certos lugares do mundo, a maré pode deixar o leito do mar seco durante horas e depois voltar com ímpeto. De fato, em 1798, Napoleão Bonaparte e um pequeno grupo de soldados a cavalo cruzaram o Golfo de Suez, na ponta norte do Mar Vermelho, quase no mesmo local onde Moisés e os hebreus teriam atravessado. Numa extensão de mais de um quilômetro de águas baixas, a maré voltou repentinamente, quase afogando Napoleão e seus soldados.

Na versão bíblica, os filhos de Israel estavam acampados na costa ocidental do Golfo de Suez quando avistaram as nuvens de poeira geradas pelas bigas do Faraó. Os hebreus estavam encurralados entre o exército do Faraó e o Mar Vermelho. Por outro lado, as nuvens de poeira foram provavelmente um sinal importante para Moisés, que pôde calcular quanto tempo o exército levaria para chegar à praia.

Na infância, Moisés havia vivido no deserto próximo e sabia onde as caravanas atravessavam o Mar Vermelho na maré baixa. Ele conhecia o céu noturno e os métodos antigos de prever a maré, baseado na localização da lua e sua fase. O faraó, ao contrário, vivia ao longo do Rio Nilo, que é conectado ao Mar Mediterrâneo, onde praticamente não há marés. Assim, o exército faraônico provavelmente tinha pouco conhecimento das marés do Mar Vermelho e de seus perigos.

Com o conhecimento das marés, Moisés pôde planejar a fuga dos hebreus. Ao escolher a lua cheia para a fuga, ele sabia que a maré baixa seria maior e o leito do mar ficaria seco por mais tempo, dando tempo para os hebreus atravessarem. A maré alta também seria maior, podendo mais facilmente submergir o exército do faraó.

O cálculo do tempo foi crucial. O último hebreu tinha que cruzar o leito seco antes de a maré voltar, atraindo o exército do faraó para o leito exposto do mar, onde eles se afogariam quando as águas da maré voltassem. Se as bigas chegassem antes de a maré voltar, Moisés teria planejado alguma maneira de retardá-las. Se o exército chegasse depois de a maré ter voltado, ele teria atravessado os hebreus e depois, na próxima maré baixa, enviado alguns de seus melhores homens através do leito seco para atrair as bigas do faraó. [...]

(The Wall Street Journal via Criacionismo)

Comentário do jornalista e Mestre em Teologia Michelson Borges:
"Uau! Se essa é a explicação natural, me soou bem milagrosa! Quase mais que o relato bíblico. Em primeiro lugar, é bom lembrar que não foi Moisés quem escolheu o dia de os hebreus deixarem o Egito. O faraó é quem os deixou ir, depois de ter o filho primogênito morto. Interessante que Scott aceita tudo o mais que o relato Bíblico conta (será que vai mencionar que existem provas arqueológicas das pragas ou vai dizer que também são mito?), menos o relato da travessia milagrosa. O Êxodo foi um evento sobrenatural em si. Os poderosos egípcios jamais deixariam um povo escravo humilhá-los e abandonar suas terras, deixando o reino desprovido de mão-de-obra útil. Como se já não bastasse o estrago do filme “Noé”, que não tinha nada de bíblico, mas fez de conta que tinha para atrair cristãos incautos e curiosos em geral (veja aqui), agora vem mais essa peça hollywoodiana querendo reler a história bíblica, causando mais distorção. E sempre na época no Natal, valendo-se do oportunismo de sempre. Curiosamente, quando hollywood produz algum filme baseado em quadrinhos ou em literatura e se distancia das fontes originais, um monte de gente reclama. Mas, quando certos roteiristas e produtores resolvem distorcer a Bíblia, os defensores dessa "arte" dizem que é só entretenimento."

domingo, 14 de dezembro de 2014

O PAPA AFIRMA QUE CACHORROS VÃO PARA O CÉU. SERÁ?


É fato que praticamente tudo o que o sai da boca do líder da Igreja Católica vira tópico para longos debates. Ainda mais quando uma figura popular como a do papa Francisco é quem está diante dos fiéis, sem medo de tocar em temas tabus. Imagine então o alvoroço causado por uma fala de Francisco envolvendo animais? A fala fez parte de uma recente catequese na Praça de São Pedro, na qual Francisco falou: “É bom pensar no Céu. Todos nos encontraremos lá, todos. [...] A Sagrada Escritura nos ensina que o cumprimento desse projeto maravilhoso não pode deixar de abranger tudo o que está ao nosso redor e que saiu do pensamento e do coração de Deus. O apóstolo Paulo afirma isso de forma explícita, quando diz que ‘também ela (a criação) será libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus’.”

O pontífice falou ainda da renovação do universo e ressaltou: “Não se trata de aniquilar o cosmos e tudo o que nos circunda, mas de levar todas as coisas à sua plenitude de ser, de verdade e de beleza.” O jornal Corriere della Sera destacou que as palavras do pontífice “ampliaram a esperança de salvação e beatitude escatológica dos animais e de toda a criação”.

O resultado pôde logo ser verificado nas associações de defesa dos animais. “Minha caixa de mensagens ficou lotada”, disse ao jornal The New York Times Christine Gutleben, diretora da Sociedade Humana, maior grupo de proteção animal dos Estados Unidos. “Quase imediatamente, todo mundo estava falando sobre isso.”

Charles Camosy, professor de ética cristã da Universidade Fordham, em Nova York, considera difícil saber com precisão o que Francisco quis dizer, uma vez que ele falou “em linguagem pastoral que não é realmente feita para ser dissecada por acadêmicos”. No entanto, questionado se as palavras do sumo pontífice haviam provocado debate sobre se os animais têm ou não têm alma e vão ou não vão para o Céu, respondeu sem relutar: “Com certeza.”

Contudo, teólogos advertiram para a animação em torno da fala de Francisco. “Todos nós dizemos que haverá uma continuidade entre este mundo e um mais alegre no futuro, mas também uma transformação”, disse ao jornal britânico The Guardian Gianni Colzani, professor emérito de teologia na Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma. “O equilíbrio entre as duas coisas é que nós não estamos em condição de determinar. Por esta razão, eu acho que nós não devemos fazer o papa dizer mais do que ele disse.”

O Corriere lembra que o tema é recorrente na Igreja Católica, e que o papa Paulo VI teria consolado um menino pela morte de seu cachorro dizendo que “um dia, vamos rever nossos animais na eternidade de Cristo”. Por outro lado, o papa Bento XVI disse em uma homilia em 2007 que “em outras criaturas que não são chamadas à eternidade, a morte significa apenas o fim da vida sobre a Terra”.

O debate também envolve certa dose de oportunismo, com Sarah Withrow, diretora da organização pró-animais Peta, dizendo que as palavras de Francisco podem influenciar os hábitos de consumo dos católicos. “Eu não sou uma historiadora católica, mas o mote da Peta é que os animais não são nossos, e os cristãos concordam com isso. Os animais não são nossos, são de Deus”, disse ao NYT.

Dave Warner, porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Suínos, rebateu: “Como aconteceu com outras coisas que o papa Francisco disse, seus comentários recentes sobre todos os animais irem para o Céu foram mal interpretados. Eles certamente não significam que abater e comer animais é pecado.”

(Veja.com)


Nota: (1) É impressionante como qualquer declaração do papa Francisco tem o poder de girar o mundo quase instantaneamente e gerar discussão; imagine quando ele começar a falar mais abertamente sobre a guarda do domingo e contra os que ele considera fundamentalistas...; (2) o papa disse: “É bom pensar no Céu. Todos nos encontraremos lá, todos.” Com essas palavras, ele parece anular a necessidade de um Salvador e minimizar o problema do pecado. A Bíblia é clara em afirmar que “todo aquele que nEle [em Jesus] crer será salvo” (João 3:16), e que muitos ficarão fora do Céu por livre e espontânea vontade. Todos aqueles que desejarem e aceitarem os termos de Deus estarão no Céu; (3) a discussão enveredou para a questão: Animais têm ou não têm alma? A Bíblia é clara em dizer que tanto os seres humanos quanto os animais são alma e não têm alma; que tanto seres humanos (Gênesis 2:7) quanto animais (Gênesis 1:30; 6:17; 7:15,22) têm o sopro da vida. A diferença fundamental entre seres humanos e animais é que o homem é feito à imagem e semelhança da Deus (Gênesis 1: 26, 27) e possui espiritualidade. Assim, mais uma vez, a declaração papal levou a discussão para longe da Bíblia e para perto do espiritualismo; (4) a Bíblia afirma que na Nova Terra haverá, sim, animais, chegando a mencionar o lobo, o leão, o cordeiro e serpentes. Mas nada diz sobre a ressurreição de animais de estimação. Nem o papa nem ninguém pode ir além do que as Escrituras revelam e afirmar que nossos animaizinhos estarão ou não lá. No entanto, tenho minha “teoria”, que se trata apenas de uma opinião: para Jesus, devolver à vida o animalzinho de estimação de uma pessoa salva, em resposta ao pedido dela, não seria dificuldade alguma. Assim, resta-nos chegar lá para saber se isso será possível, e confiar na justiça e na bondade de Deus; (5) finalmente, quanto à declaração do porta-voz dos produtores de suínos, é lógico que eles se defenderão dizendo que matar animais para comer não é pecado, mas será que é necessário em todos os lugares e para todas as pessoas? Ou se trata apenas (no caso da maioria das pessoas) da satisfação de um mero prazer gastronômico?

(Comentário de Michelson Borges - Jornalista e mestre em Teologia )
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