Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


sábado, 31 de janeiro de 2015

CÓPIA MAIS ANTIGA DO EVANGELHO DATADA DO PRIMEIRO SÉCULO d.C, É ENCONTRADA EM MÚMIA

Um grupo de cientistas encontrou a cópia mais antiga do Evangelho em um papel papiro reutilizado para construir a máscara de uma múmia egípcia, revelou à Agência Efe Craig Evans, doutor em Estudos Bíblicos e um dos responsáveis pela descoberta. Trata-se de um fragmento do Evangelho de São Marcos, localizado há três anos e que, agora, especialistas da Universidade Evangelista de Acadia, no Canadá, consideram como o primeiro manuscrito do Novo Testamento da Bíblia de que se tem conhecimento. Os cientistas acham que a origem do papiro remonta ao primeiro século de nossa era, entre o ano 80 e 90 d.C., o que representa uma grande novidade. Até então, as cópias mais antigas datavam do século II depois de Cristo.

Os especialistas acreditam que alguém escreveu o fragmento de texto no papiro e, depois, outras pessoas reciclaram o material, muito caro na época, para elaborar a máscara funerária. As máscaras de papel eram utilizadas pelas pessoas pobres do Egito, não tendo relação com as feitas em ouro e joias para cobrir os rostos dos grandes faraós, explicou Evans.

Acredita-se que São Marcos escreveu seu evangelho em Roma, acompanhado de São Pedro. Mas como a cópia viajou da atual capital italiana ao Egito? O caminho não é assim tão longo, garante o pesquisador. “No Império Romano, o correio tinha a mesma velocidade de hoje em dia. Uma carta escrita em Roma pode ser lida no Egito semanas depois. Marcos escreveu seu evangelho no final dos anos 60 d.C. [quando ainda havia muitas testemunhas oculares de Jesus, que poderiam refutar o registro dos evangelistas, caso fosse mentira], portanto, era possível encontrar uma cópia no Egito 20 anos depois”, defende.

Para determinar a data dos papiros, os cientistas usaram uma técnica que permite descolar o papel das máscaras sem danificar a tinta. Dessa forma, os textos podem ser lidos com a mesma clareza.

Esse evangelho é uma das centenas de documentos que estão sendo analisados pela equipe de Evans, composta por mais de 30 especialistas. “Estamos recuperando antigos documentos do primeiro, do segundo e do terceiro séculos depois de Cristo. Não só documentos bíblicos, mas também textos gregos clássicos ou cartas pessoais”, explicou Evans, que revelou que alguns deles pertencem ao poeta grego Homero, autor de grandes obras clássicas como Ilíada e Odisseia.

No caso do fragmento do evangelho de São Marcos, foram analisados também o design do projeto e as decorações da máscara, assim como o estilo da escrita e a datação do material, através do uso do isótopo carbono-14.

No fim do ano, as descobertas serão divulgadas em uma revista especializada. Só então o público conhecerá qual o trecho do Evangelho de São Marcos está escondido nos papiros da máscara egípcia.

Comentário de Luiz Gustavo Assis, por e-mail: Há uns três anos, outro estudioso do Novo Testamento, Daniel Wallace, já havia mencionado a existência desse manuscrito. Ele de certa forma é revolucionário, já que o fragmento mais antigo do Novo Testamento era o chamado P52, Papiro Johns Rylands, contendo alguns versos do capítulo 18 de João, produzido aproximadamente em 125 d.C. Há uma discussão envolvendo um fragmento encontrado em Khirbet Qumran, o local onde os Manuscritos do Mar Morto foram encontrados. O 7Q5, como ele é chamado, estaria aparentemente relacionado com o evangelho de Marcos capítulo 7, e sendo que a comunidade que ali morava foi destruída no começo dos anos 60, o livro de Marcos teria de ter sido escrito na década de 50. Mas essa opinião está longe de ser dogmática. Esse novo manuscrito recentemente anunciado é inquestionavelmente do primeiro século d.C. Se a tradição estiver correta ao afirmar que esse evangelho foi escrito em Roma por João Marcos, o fato de ele ter sido encontrado no Egito é sugestivo. Sugere que o cristianismo, de fato, estava se espalhando pelo Oriente em um curto período de tempo e numa época em que testemunhas oculares dos eventos ali narrados ainda estavam vivas. Um dos acadêmicos que estão trabalhando no estudo desse manuscrito e de outros ali encontrados é Craig Evans, da Acadia Divinity College, no Canadá. Ele é um dos entrevistados por Lee Strobel, no livro Em Defesa de Cristo.

(UOL Notícias) via (Criacionismo)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

HINÁRIO ADVENTISTA PARA CELULAR

HINÁRIO ADVENTISTA PARA CELULAR

Cover art

Ao todo são 610 hinos adventistas do HASD com melodia e cifrados

Hinário Adventista do Sétimo dia
Hinário Adventista com áudio

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Todos os hinos do Hinário Adventista com melodia e com cifras

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É possível redimensionar o tamanho da letra do hino e usar no modo noturno.

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Hinário Adventista com melodia mp3, com cifras e com áudio

Idiomas: 

Português (Hinário Adventista) com música
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CITAÇÕES DE LIVROS ADVENTISTAS AJUDAM ESTUDANTE A TIRAR NOTA ALTA NA REDAÇÃO DO ENEM


Na última semana, mais de oito milhões de estudantes receberam suas notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Porém, poucos deles tiveram o privilégio de tirar uma nota acima da média na prova, como o estudante adventista Jefrey Sobreira Santos, de 18 anos. Ele chegou perto da nota máxima na redação, na qual utilizou citações de livros adventistas para desenvolver o tema. Ao consultar o resultado, o jovem, que concluiu o ensino médio em 2014 numa escola pública de Vitória, se deparou com a nota 920 na redação e média 700 nas objetivas. Surpreso e feliz, Jefrey comemora a possibilidade real de conseguir uma bolsa de estudos para cursar o ensino superior com 100% de gratuidade. Ele conta que teve tranquilidade para discutir o tema da redação – “Publicidade Infantil em questão no Brasil” –, mesmo o assunto não sendo destaque na mídia ultimamente. “Não foi muito abordado recentemente, mas é fruto de uma discussão intensa na sociedade há alguns anos”, avalia.

Apostando em uma boa ortografia e coerência de ideias, ele utilizou dados e citações, inclusive de livros de autores adventistas. Entre outros, retirou pensamentos dos livros Nos Bastidores da Mídia, de Michelson Borges, e Como Formar Filhos Vencedores, de Nancy Van Pelt. “Tentei argumentar e expor o tema com tudo o que eu já havia lido sobre o assunto”, conta.

Com uma nota alta no Enem, o jovem aguarda a abertura das inscrições do Prouni, o que deve acontecer na próxima semana, para tentar uma bolsa de estudos para Engenharia da Computação.

É um sonho de criança de um menino que, com 10 anos, já aprendia a linguagem complexa de sistemas e hoje, com 18, trabalha como programador.

(ES HOJE)

domingo, 25 de janeiro de 2015

VINHO, SEU CORAÇÃO E O CÂNCER



“O álcool em qualquer forma é uma droga perigosa.” (Hazelden Foundation).

Médicos defendem o uso de vinho, dizendo ser bom para a saúde. É mesmo? Quando pesquisadores na Kaiser Permanente em Oakland, Califórnia, estudaram os hábitos de beber de 70 mil mulheres de múltiplas etnias, entre 1978 e 1985, eles encontraram que no ano 2004, cerca de 3 mil destas mulheres haviam contraído câncer do seio. Quando eles compararam o papel da ingestão total do álcool entre aquelas mulheres com câncer do seio, eles verificaram que um link entre beber e câncer do seio continha verdade independente se as mulheres ingeriram cerveja, vinho ou destilados. Mesmo quando o vinho era dividido em tinto e branco, não houve diferença.

Pesquisadores agruparam bebedores em três categorias: bebedores leves (menos do que um drinque por dia), bebedores moderados (um ou dois drinques por dia) e bebedores pesados (três ou mais drinques por dia). Comparados com os bebedores leves, a incidência de câncer do seio pulou para 10% para os bebedores moderados e para 30% para os bebedores pesados. Muitos bebedores têm o equívoco de que quando se trata de ingerir bebidas alcoólicas, o vinho (especialmente o vinho tinto) é bom para você, cerveja não é tão ruim quanto os “destilados pesados” e a cerveja light dificilmente conta como uma bebida alcoólica.

Parte dessa confusão vem de estudos que concluem que o beber leve ou moderado pode proteger contra doenças cardíacas. Porém, de acordo com o Dr. Yan Li, um oncologista (especialista em câncer) envolvido no estudo Kaiser: “Nenhum destes mecanismos são conhecidos como tendo qualquer coisa que ver com [proteção do] câncer do seio.” Vinho, cerveja e destilados todos contêm álcool etílico e a quantidade de álcool numa porção padrão de 150ml de vinho, 355ml de cerveja regular ou um vinho “cooler”, e 45ml de 80 destilados testados, é a mesma. O álcool etílico – a substância que intoxica – é a substância que aumenta o risco de câncer do seio nos bebedores moderados e pesados. “Não importa como você o absorve, álcool é álcool, e exige a mesma quantidade de tempo para processá-lo, independente da fonte.”, explica Chris Lind, RN, diretor dos Serviços de Saúde Nacional da Fundação Hazelden, nos Estados Unidos.

Uma vez que o álcool é consumido, ele é absorvido no sistema sanguíneo da pessoa e pode ser medido para se verificar sua concentração no sangue. A taxa de absorção varia de acordo com a altura, o peso da pessoa e o alimento ingerido antes de beber. Geralmente, quanto mais rápido alguém bebe, mais enebriado ficará, não importando que tipo de álcool foi consumido. Lind, acrescenta: “Se você bebe bastante de qualquer coisa [com álcool] – mesmo uma cerveja light – você pode ficar bêbado.”

“Os supostos benefícios do consumo de álcool no reduzir doença cardíaca não são razões suficientes para as pessoas com alcoolismo, ou pessoas com risco aumentado para o alcoolismo.”, diz Lind. Álcool, seja vinho, destilados, cerveja forte ou light, disparará a recaída para quem é alcoólico. Para alguém com alcoolismo, que é uma doença clínica, um cálice de vinho por dia ou um copo de cerveja light é um primeiro passo na direção errada. Tem gente que fica viciada em cerveja light (3.2 beer).

Nestes dias de muita propaganda e glamour especialmente das companhias de cerveja, enquanto os “coolers” de vinho são feitos para terem sabor semelhante aos refrigerantes, e a cerveja “light” é promovida como segura, de baixa caloria e refrescante, é mais importante que nunca para os consumidores tomarem consciência da verdade. Beber vinho ao invés de cerveja ou destilados não reduz os riscos de ficar alcoolizado ou de não ter outras consequências sobre a saúde. Pesquisadores indicam que o álcool pode contribuir para o risco de vários cânceres, incluindo o câncer do sistema respiratório, digestório alto, fígado, cólon e reto. E foi constatado haver uma relação dose-dependente entre bebedores pesados e o maior risco de câncer.

Artigo da Hazelden Foundation, especializada em pesquisa, educação profissional e tratamento do alcoolismo e dependência de outras drogas: http://www.hazelden.org/web/public/ade071112.page

(Portal Natural)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CATÓLICOS E EVANGÉLICOS ASSINAM DOCUMENTO PRÓ DOMINGO

A assinatura, prevista para esta terça-feira, 20 de janeiro, da declaração conjunta sobre o caráter especificamente festivo e, portanto, de descanso, do domingo por parte dos representantes da Igreja Católica e outras sete igrejas (Ortodoxas e Evangélicas), que fazem parte do Conselho Ecumênico Polonês, será um dos momentos mais importantes da semana de orações pela unidade dos cristãos na Polônia. O documento é o resultado de longas conversas que se realizaram nos últimos meses. O secretário do Conselho Ecumênico do episcopado polonês, monsenhor Slawomir Pawlowski, revela que “a maneira de viver o dia do Senhor já é em si um testemunho de fé”. A declaração poderá ajudar os fiéis a encontrar as motivações para “viver a fé na oração, na comunidade eclesial da Palavra e dos Sacramentos”, explica o sacerdote, lembrando que “também o descanso pode se tornar a expressão de alegria que nasce da fé”.

As Igrejas que assinam a declaração esperam, na Polônia, um novo debate público em defesa do descanso semanal e das diferentes modalidades do tempo livre, na esperança que o documento possa ser visto como apelo à defesa do domingo dirigido aos empresários, aos trabalhadores e às autoridade competentes. (SP)

(Rádio Vaticano via Blog Criacionismo)

COMENTÁRIO EMITIDO PELO JORNALISTA E MESTRE EM TEOLOGIA MICHELSON BORGES:
“O Filho do homem é Senhor do sábado” (Lucas 6:5). Portanto, qual é o dia do Senhor? Mais claro que isso impossível. Nunca é demais dizer que não existe sequer um versículo que justifique a mudança do sábado para o domingo. Os que guardam o domingo em lugar do sábado fazem isso unicamente com base na tradição e na pretensa autoridade da igreja romana de mudar a lei de Deus (Daniel 7:25). O único dia do Senhor é o sábado do sétimo dia, memorial da criação realizada em seis dias literais de 24 horas (Gênesis 1), quarto mandamento da santa lei imutável de Deus (Êxodo 20:8-11), dia observado por Jesus (Lucas 4:16) e pelos discípulos, mesmo após a morte e ressurreição dEle (Atos 16:13); dia que será celebrado na eternidade (Isaías 66:23). Por enquanto, a polarização tem sido vista entre criacionistas e evolucionistas (teístas ou não). Mas a controvérsia vai se “afunilar”, a ponto de a maioria ecumênica defender o domingo como dia de repouso e a minoria verdadeiramente criacionista e bíblica defender o sábado (Apocalipse 14:6, 7). O que está acontecendo na Polônia e em outros lugares do mundo é apenas um “ensaio” para algo mais amplo, que será decretado pela maior nação do mundo (estude com atenção Apocalipse 13). Quando isso de fato acontecer, praticamente todo mundo aceitará o decreto com facilidade. Quem viver verá.

veja mais: Papa Defende o Domigo,  União Ecumênica Avança a Passos Largos,  

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

15 PRINCÍPIOS DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Preparamos uma lista com 15 princípios para uma alimentação saudável, especialmente para você!

Faça três refeições ao dia em horários regulares, com intervalo de 5 horas entre cada uma, no mínimo;
Aprenda a relaxar antes das refeições e evite comer com ansiedade;
Coma devagar, mastigando muito bem e saboreando os alimentos;
Tome 6 a 8 copos de água por dia, nos intervalos das refeições.;
Evite tomar líquidos durante as refeições. Respeite o intervalo de 30 minutos antes ou 2 horas após, para evitar a distensão do estômago e a diluição das enzimas digestivas;
Inicie o almoço pela salada crua com temperos naturais como limão, alho, cebola e ervas aromáticas;
Inicie o desjejum e o jantar pelas frutas;
Reduza a quantidade de óleo no preparo dos alimentos;
Substitua as frituras por alimentos assados e cozidos;
Prefira alimentos naturais e integrais, evitando os refinados e processados;
Priorize o consumo de Frutas, Verduras e Legumes;
Procure variar os alimentos no seu dia a dia, fazendo um prato colorido;
Use sal com moderação. Evite usar o saleiro à mesa;
Evite bebidas alcoólicas;
Evite o café e bebidas que contenham cafeína (refrigerantes, chá mate, chá preto, chá verde, chocolates, etc).

( Portal Natural )


sábado, 10 de janeiro de 2015

SEXO ORAL É O MAIOR VILÃO ENTRE AS CAUSAS DE CÂNCER DE GARGANTA

Nem cigarro e nem bebida alcóolica. O grande vilão para o desenvolvimento do câncer de garganta é o sexo oral. Essa é a conclusão de uma pesquisa da Universidade de Ohio, nos EUA, sobre esse tipo de doença.
De acordo com os pesquisadores, a principal causa deste tipo de câncer em pessoas com menos de 50 anos é o HPV. Causador da doença, o papiloma vírus é adquirido através de sexo oral -- aqueles que mantém mais de seis parceiros sexuais são os mais afetados, aponta o estudo.
O estudo ainda aponta que para pessoas que tiveram algum tipo de infecção na região por conta do HPV, o risco de câncer na garganta sobe em 32 vezes. Existem, no total, mais de 200 tipos diferentes de HPV. Alguns deles ficam adormecidos no corpo e, por isso, não são percebidos.

(Yahoo Notícias)

ÊXODO NA MIRA DA IMPRENSA, UM FILME ANTIBÍBLICO QUE ESTÁ DANDO O QUE FALAR

“Os Dez Mandamentos”, “O Princípe do Egito”, e agora, “Êxodo: Deuses e Reis”. Enquanto os dois primeiros filmes foram lançados em épocas em que o ceticismo contra o relato bíblico ainda era confinado às universidades e a poucos segmentos da sociedade, a mais recente versão da história bíblica do Êxodo surge como mais um ingrediente no debate envolvendo religião, violência, mitologia e antagonismo bíblico. O texto abaixo não é a minha reflexão sobre o filme. Ainda não pude assísti-lo por, justamente, estar estudando história egípcia e de outros povos do Antigo Oriente para meus exames finais do mestrado. O que você lerá a seguir é uma reação à matéria de capa da revista Superinteressante deste mês sobre o principal evento da nação israelita, como registrado nas páginas sagradas. Antes de mais nada, devo parabenizar o autor da matéria pela maneira clara e descontraída com que descreveu a história do Antigo Oriente. Apesar de não concordar com muitas das opiniões dele sobre o Antigo Testamento, como será demonstrado abaixo, isso não tira o mérito de Alexandre Versignassi pelo seu texto. Porém, apresento aqui dois problemas metodológicos do articulista. Primeiro, em linhas gerais, ele traduziu para um português bem claro a chamada “hermenêutica da dúvida”, que sempre trata o texto bíblico “culpado, até ser provado inocente”. Isso porque muitos acadêmicos confundiram leitura crítica com leitura cética. Lidar com um texto antigo com o ceticismo do século 21 não é a melhor abordagem metodológica. E não estou falando do sobrenatural. Estou falando de uma reconstrução histórica do ambiente que o relato bíblico supostamente descreve. Por que não lidar com o texto antigo desta forma: “Inocente, até ser provado culpado”?

Em segundo lugar, o autor cita dois acadêmicos para falar sobre Israel no Antigo Testamento, Richard Freedman e Israel Finkelstein. Isso é para lá de tendencioso. Seria o mesmo que pedir para os líderes do Hamas e do Hezbollah opinarem sobre Israel e EUA. Não há como esperar uma visão equilibrada sobre o Êxodo e o surgimento da nação Israelita da parte deles. Não estou desqualificando o trabalho dos dois, o que estou dizendo é que existem opiniões diferentes e que deveriam também ser ouvidas e contrastadas.

Um deles é meu professor, James K. Hoffmeier, egiptólogo formado pela Universidade de Toronto, no Canadá. Dois dos seus livros lidam diretamente sobre o assunto: Israel in Egypt (1996) e Ancient Israel in Sinai (2005), ambos publicados pela Oxford University Press. Além de professor de Antigo Testamento, Hoffmeier leciona Egípcio Antigo há mais de 30 anos, o que lhe permite falar naturalmente sobre condições políticas, econômicas e militares do período do Reino Novo do Egito (Dinastias 18-20), a época em que a Bíblia situa o Êxodo.

Outro acadêmico que deu inúmeras contribuições para o estudo do Antigo Oriente e Antigo Testamento é Kenneth Kitchen, egiptólogo aposentado da Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Seu domínio em mais de 15 línguas do Antigo Oriente lhe permite falar como ninguém sobre o dia a dia das cortes, dos templos e fortes militares durante a Idade do Bronze e do Ferro. Ele, inclusive, aprendeu português com a única finalidade de publicar o texto dos monumentos (estelas) de Ramsés II que estão no Museu do Rio de Janeiro, já que ele é uma respeitada autoridade no período Ramessida. E imagine só: tanto Kitchen como Hoffmeier são cristãos evangélicos! Eles não usam as publicações para converter pessoas ao cristianismo, mas, sim, para apresentar uma visão equilibrada sobre o mundo do Antigo Oriente e as páginas do relato bíblico.

Num debate intelectual, cristãos geralmente são chamados de preguiçosos. Fica aqui uma simples comparação: em seu livro E a Bíblia não Tinha Razão, Israel Finkelstein gastou 24 páginas para falar sobre o Êxodo, com onze sugestões de leitura sobre o assunto no fim do livro. Numa obra com a mesma temática, Kitchen escreveu 72 páginas e com um total de 145 notas de rodapé. Quantos leram as páginas de Finkelstein? Quantos leram o que Kitchen escreveu? Não tenho números exatos, mas sem dúvida a sede por informações rápidas e condensadas da nossa geração prefereriria o que Finkestein escreveu, e o pior, não se daria ao trabalho de ler opiniões contrárias.

A ausência de evidências diretamente relacionadas com Moisés, os israelitas e o Êxodo bíblico é a avenida principal para o ceticismo - ingênuo, eu diria - de muitos historiadores, curiosos no assunto, e até mesmo teólogos bíblicos, principalmente aqueles que gastam mais tempo estudando teorias literárias sem fundamento e esquecem de olhar o mundo ao redor do Antigo Testamento. Existem pelo menos três motivos pelos quais não disposmos de tais evidências:

Primeiro, o contexto geográfico de Êxodo 1–14 é a região do Delta do Nilo, uma região que por milênios tem acumulado lama das inundações anuais do Nilo. Estruturas de tijolos de barro tinham duração limitada e eram repetidamente substituidas por outras, devido a essas inundações. Afirmar que “nenhuma evidência dos israelitas no Egito jamais foi encontrada” é muitas ingênuidade, e esperar por essas evidências é perda de tempo. Até mesmo estruturas de pedra dificilmente foram preservadas na região.

Segundo, a situação se torna mais drástica quando se pensa em papiros. Na lama, 99% dos papiros desaparecem para sempre. Apenas um pouco dos papiros da região oriental do delta foi recuperada no deserto próximo a Mênfis.

Terceiro, faraós não registravam suas derrotas. Eles jamais deixariam um monumento ou registro nas paredes de um templo relatando a rebelião de um grupo de escravos que resultou na perda de carruagens e soldados, como na história bíblica do Êxodo. Os textos egípcios sobre a batalha de Qadesh, por exemplo, apresentam Ramsés II como o grande vitorioso. Já a versão hitita da mesma batalha tem o rei Muwatali como vencedor.

Portanto, para “confirmar” a história bíblica, é inútil esperar evidências que não estão lá no Delta. Se, como cavalos, limitarmos nossas viseiras para o pouco que a arqueologia pode trazer à luz, então não há nada a ser dito sobre o Êxodo. Há necessidade de uma abordagem mais contextual, tanto do relato bíblico como do ambiente histórico que ele supostamente descreve.

Dito isso, apresento abaixo algumas considerações sobre a matéria da Super:

“Os israelistas nao foram escravos e nunca migraram para o Egito”: o chamado Segundo Período Intermediário da história Egípcia (Ca. 1650-1550 a.C.) encaixa-se bem nas descrições da história de José, no fim do livro de Gênesis, e do primeiro capítulo de Êxodo. Os hekau khasut, também conhecidos como Hyksos, estavam dominando a região do Delta do Nilo. Eles eram de origem siro-palestina. Anterior a esse período, temos o famoso painel de Beni Hassan, que descreve um semita chamado Absha (ou Ibsha) chegando ao Egito com seu grupo de 37 pessoas e entregando seu “visto” em um dos pontos de imigração. Sendo assim, imaginar um grupo de aproximadamente 70 pessoas, a família de Jacó, entrando no Egito na mesma época, não é nenhum problema do ponto de vista histórico. Também dispomos de ilustrações de trabalho escravo no período da 18ª dinastia, exatamente o período em que o poder voltou para as mãos dos egípcios que reinavam a partir de Tebas, com uma política fortemente anti-hyksos, porque não antissemita. Numa das pinturas da tumba de Rekhmire, um vizir (i.e. primeiro ministro), é possível ver prisioneiros de guerra semitas e núbios fazendo tijolos. Em suma, não precisamos de uma fé extraordinária para imaginar grupos de semitas indo para o Egito e, depois de um tempo, se depararem com uma mudança radical nas políticas internas e enfrentar trabalho escravo.

                      Foto 1 -  Mural de Beni Hassan: semitas entram no Egito


O número dos israelitas: somos informados de que o número de israelitas que saíram do Egito era de 600 mil homens, sem contar mulheres e crianças (Êx 12:27). Como o articulista calculou, adicionando uma esposa e uma criança para cada homem, temos quase dois milhões de pessoas. E aqui temos um grande problema. Há informações detalhadas sobre o exército egípico no período do Reino Novo. Era um total de aproximadamente 25 mil soldados, de acordo com Anthony Spalinger, uma das principais autoridades no assunto. A população egípcia era de aproximadamente dois a três milhões de pessoas. Se os israelistas fossem uma nação tão grande assim, eles não precisariam de um Moisés ou de Deus para libertá-los. Eles poderiam sair a hora que bem entendessem! Em lugar de descartar a informação bíblica, seria bom tentar entendê-la melhor. O que significa a palavra “mil” (heb. ‘eleph)? Ela pode significar unidade de mil pessoas, unidade militar ou pelotão, líder de um grupo, clã e tribo. Em algumas passagens do Antigo Testamento em que ela é utilizada, o significado “mil” não parece ser uma boa opção. Por exemplo, 2 Reis 13:7 menciona 50 cavalheiros, 10 carruagens e 100 mil soldados! Esse é um número discrepante, comparado com os dois anteriores. Em 1 Reis 20:29, 30, vinte e sete “mil” soldados foram mortos porque uma parede caiu sobre eles! Essa deveria ser uma parede enorme.


Kitchen, Hoffmeier e outros acadêmicos sugerem que ‘eleph, no contexto das passagens do Êxodo, deve ser entendido como um “pelotão” ou “líder militar”; e de acordo com a correspondência diplomática do faraó Akhenaten e reis de Canaã e Síria, as chamadas cartas de Amarna, um pelotão tinha nove soldados. Seiscentos líderes de pelotões ou unidades militares com nove soldados cada um são 5.400 homens.

Atribuindo uma esposa e alguns filhos para cada um, temos aproximadamente 20 a 22 mil israelitas saindo do Egito. Sendo que a população de Canaã durante a Idade do Ferro (Ca. 1150 a.C.) era de 50 a 70 mil, esse número de israelitas se encaixa muito bem com o que se conhece por meio de estudos arqueológicos em Israel. Apenas a título de ilustração, a maior cidade de Canaã naquela época (13º século a.C.), Hazor, não era maior do que um quilômetro quadrado. As outras cidades que os israelitas conquistaram eram bem menores do que ela. Uma população de dois milhões de israelitas certamente deixaria um rastro muito claro e impossível de não ser notado em escavações feitas em Israel.

Note que não se trata de acreditar ou desacreditar o relato bíblico, mas, sim, de entendê-lo corretamente à luz de sua língua original e do seu contexto histórico.

Origens de Israel: esse é um dos tópicos mais discutidos em simpósios e fóruns bíblicos ao redor do mundo. Não temos espaço para discutir o assunto em um parágrafro, mas basta dizer que existem basicamente três teorias para a origem de Israel em Canaã: (1) o modelo bíblico da “conquista”, como numa leitura equivocada e exagerada do livro de Josué; (2) tribos nômades entrando naquele território pela região da Transjordânia, a região à direita do rio Jordão; e (3) Israel nunca saiu da “Terra Prometida”, eles se originaram e se desenvolveram lá. Uma quarta teoria tem sido defendida por Finkelstein, afirmando que os israelitas eram pastores cananeus que sempre viveram ali na região.

Se Israel se originou em Canaã, como o articulista sugere, e não de uma saída em massa do Antigo Egito, por que diversos elementos da religião israelita tinham um curioso reflexo da religião egípcia? O tabernáculo no deserto (Êx 25–40), por exemplo, segue o mesmo modelo da tenda de Ramsés II em suas campanhas militares, e os utensílios desse tabernáculo portátil, a arca da aliança, o candelabro, o altar de incenso, as cortinas, entre outros, têm uma clara influência egípcia.

Se Israel se originou em Canaã, por que a vemos proibição do porco na dieta israelita (Lev. 11), algo facilmente verificável em restos arqueológicos, enquanto os filisteus tinham carne suína como parte fundamental de sua dieta? Porcos eram considerados impuros no Antigo Egito, e até mesmo chamados de bw, abominar, detestar, ou bwt, abominação. Existem elementos na cultura e na religião israelita que não são explicados pela teoria de Finkelstein apresentada na Super.

Yahweh e as origens do monoteísmo: vemos traços de monoteísmo no Antigo Egito muito antes do polêmico faraó Akhenaten. No chamado “Hino a Atum” (Ca. 1500/1400 a.C.), Amun-Re é exaltado como criador de outros deuses e da humanidade. O conteúdo do hino parece ser mais antigo, tendo sido preservado em uma estátua produzida entre as 13ª e 17ª dinastias (Ca. 1790–1540 a.C.), muito próximo da época dos patriarcas. Por falar neles, Abraão, Isaque e Jacó usam os nomes divinos El e Yahweh de maneira intercambiável. Afirmar que o nome El é reflexo de influências pagãs na religião israelita pode ser uma conclusão apressada, já que nas narrativas patriarcais existe ausência de qualquer adoração a Ba’al, um deus que também fazia parte do mesmo panteão de que El era o líder. Quanto a Yahweh (ou Javé) ser uma divindade vinda de Midiã, realmente existem diversos poemas antigos no Antigo Testamento que parecem sugerir isso (Juízes 5; Habacuque 3, etc.), e o fato de Moisés ter passado boa parte de sua vida adulta ali parece favorecer a ideia de que o libertador israelita tenha aderido ao culto a Yahweh ali. O tópico é controverso, mas por que não considerar esses textos como uma descrição poética da marcha militar de Yahweh e dos israelitas saindo do Egito e passando por Midiã rumo a Canaã? Por que eles precisariam necessariamente ser uma declaração da origem do culto a Yahweh?

“Êxodo” na época da invasão dos “povos do mar”: a sugestão apresentada por Versignassi que o “Êxodo” na verdade foi a fuga de poucos escravos cananeus numa época onde o exército egípcio estava ocupado demais tentando proteger as fronteiras do império é interessante, mas requer uma grande ginástica histórica. Ramsés III lutou contra os “povos do mar”, entre eles os conhecidos filisteus, em 1180 a.C., logo no começo do seu reinado. Alguns anos antes, o faraó Merneptah deixou registrado um documento comemorativo (estela) de suas campanhas em Canaã, no qual ele menciona pela primeira vez um grupo étnico que ele chama de “Israel” e que vivia ali por volta de 1207 a.C. Nesse documento, Israel é descrito como um grupo nômade vivendo em Canaã, e essa é exatamente a informação que temos de Israel no livro de Juízes. Um povo sem rei e sem uma capital; apenas um centro religioso onde o tabernáculo estava localizado, Siló. Mas em vez de de se manter com esse cenário bem fundamentado, o articulista está pressupondo a teoria de Finkelstein de que os israelitas se originaram em Canaã, uma teoria que está longe de ser unanimidade nos círculos arqueólogicos.

                                        Foto 2: Estela do faraó Merneptah

Abertura do “Mar Vermelho”: “Mar Vermelho” é uma tradução baseada na versão grega do Antigo Testamento, a Septuaginta (LXX). O texto hebraico de Êxodo simplesmente traz “mar de juncos” (heb. yam suph), região também conhecida em textos egípcios do Reino Novo como pa tufy, como sugerido pelo arqueólogo austriáco Manfed Bietak. Se reunirmos as coordenadas geográficas e os nomes dos lugares (topografia) mencionados em Êxodo 12:37 e 14:1-9 e compararmos com a documentação egípcia obtida nas inscrições de Seti I, pai de Ramsés II, no Templo de Karnak, em Luxor, podemos localizar com segurança o “mar vermelho”. Tradicionalmente pensa-se que este seria o Golfo de Suez, entre o Egito e a Península do Sinai. Na verdade, trata-se dos lagos el-Ballah, que não existem mais desde que o canal de Suez foi feito no século 19. Estudos naquela região em 1995 revelaram um porto no qual barcos ficavam estacionados. Ele tinha aproximadamente 15 km de extensão e uma profundidade de três metros. Seria perfeitamente possível comparar tamanha quantidade de água com um muro à esquerda e à direita dos israelitas (Êx 14:22).

       Foto 3 - A proposta rota do Êxodo está marcada em vermelho. O “Mar Vermelho” são os lagos           El-Ballah, no lado direito do mapa 

Esse é o principal aspecto sobrenatural da história e é aqui que os céticos se apegam para desmentir todo o relato do Êxodo. Essa é outra discussão. Bastaria dizer por agora que ninguém no Antigo Oriente colocava uma roupagem histórica num mito para lê-lo como uma história real. Se você compartilha de uma visão de mundo onde Deus é real e Ele é o Criador, eventos miraculosos não são um problema, afinal é Ele quem governa toda a Sua criação.

Hoffmeier apresentou recentemente duas palestras sobre a geografia do Êxodo e as diversas teorias que circulam na internet. Uma delas foi com o geólogo Stephen Moshier. [...] Vale a pena também ler um artigo publicado há alguns anos no Blog Criacionismo pelo Dr. Rodrigo Silva.

Levitas: a teoria de que os levitas foram o único grupo que esteve no Egito não é nova. Desde muito cedo, acadêmicos reconheceram a presença de nomes egípicios entre alguns membros dessa tribo. Se esse é o argumento, deveríamos incluir a tribo de Naftali, já que um dos seus líderes se chamava Ahira, uma combinação das palavras “amigo” e “Rá”, em hebraico e egípcio, respectivamente (Nm 1:15; 2:29; 7:78; 8:3; 10:27). Também deveríamos incluir a tribo de Judá, já que Hur, que ajudou Moisés a manter seus braços erguidos numa batalha contra os amalequitas, muito provavelmente é o nomedo deus egípcio Hórus (hr). Recentemente, outro acadêmico, Richard Hess, fez um estudo dos nomes daqueles que saíram do Egito e a conclusão dele é a de que são nomes de várias etnias (egípcios, semitas, hititas e hurritas), no mesmo período do Êxodo, fortalecendo o relato bíblico que afirma que um “misto de gente” saiu do Egito com os israelitas. (Êx 12:38).

Leis do Pentateuco: a opinião quase generalizada de biblistas treinados única e exclusivamente em hebraico, e treinamento amador nas línguas do Antigo Oriente, é que o Pentateuco foi escrito na época do rei Josias, rei de Jerusalém, no sétimo século a.C., e não na época de Moisés. Mas os mesmos biblistas parecem se esquecer de que códigos eram comuns no Antigo Oriente, entre eles os textos sumerianos das leis de Ur-Nammu (2100 a.C.), Lipit-Ishtar (1930 a.C.), e o famoso código de Hamurabi (1780 a.C.), escrito em acadiano. A estrutura do livro de Deuteronômio, por exemplo, é idêntica à de tratados entre um suzerano e seus vassalos do século 13 a.C., muito comuns no Antigo Oriente, na época de Moisés e dos israelitas que saíram do Egito, não na época do rei Josias. Colocar a produção do Pentateuco na época desse rei é o mesmo que ignorar a vasta literatura do Antigo Oriente, disponível para ser comparada.

Escravidão: escrevi sobre escravidão no Antigo Testamento em resposta a outra matéria do mesmo autor (confira aqui). Se você assitiu ao recente filme “12 anos de escravidão”, deve se lembrar de uma cena em que o dono de uma fazenda começa o dia de trabalho lendo um trecho de Êxodo 21 para seus escravos negros. É inegável que muitas atrocidades foram cometidas em nome do cristianismo, apesar de seu Fundador jamais sancioná-las. Mas a pergunta é: O texto bíblico estava realmente autorizando essas práticas? No caso da escravidão, aí vão alguns breves comentários à luz de Êxodo 21:1-11: (a) por escravidão, entenda servidão. O trabalho de seis anos era para pagar dívidas; (b) o texto aparentemente sugere que a escravidão separava famílias, já que após o período de trabalho o homem deixaria a esposa e os filhos, caso houvesse começado solteiro seus seis anos de trabalho. Em outra passagem em que a mesma lei é repetida, é-nos dito que mulheres também estavam sujeitas ao mesmo período de trabalho (Dt 15:12). Ou seja, a mudança no status matrimonial não anulava o contrato de trabalho de seis anos. A esposa, que também seria escrava, teria que cumprir o período de servidão.

Essa foi a primeira lei que Deus deu aos israelitas após o pronunciamento dos Dez Mandamentos (Êx 20). Se você ler atentamente esse texto (Êx 21:1-11), vai notar a constante repetição de um verbo: “sair”. Esse é o mesmo verbo utilizado para falar da “saída” (Êxodo) dos israelitas. Em outras palavras, o Legislador de Israel, Yahweh, estava dizendo: vocês tiveram um êxodo como escravos, agora seus servos também devem ter um.

Conclusão

Quando convocado a deixar os israelitas saírem do Egito, faraó respondeu prepotentemente: “Quem é o Senhor para eu Lhe ouça a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel” (Êx 5:2). Sendo assim, Yahweh fez questão de se revelar a ele mostrando a impotência da religião egípcia. Diversos textos egípcios falam do “braço forte” de faraó, mas ironicamente o Deus hebreu usa essa expressão para falar do Seu poder. Por meio de um simples cajado de pastor Ele fez Seus grandes atos na terra do Egito, não com os cetros carregados de simbolismo e poderes mágicos usados pelo faraó. Nessa guerra entre Deus e um rei com complexo de divindade, faraó finalmente descobriu quem era Yahweh.

Numa era marcada pela mesma arrogância faraônica diante da existência de Deus, a história da libertação dos israelitas do Egito é um constante lembrete para nossa geração do perigo da exaltação do poder e da capacidade humanos. Ao invés de “Deuses e Reis”, a história bíblica é entre um Deus e um rei arrogante. Verseginassi diz ser grato aos israelitas pelas grandes histórias e pelos filmes. Creio que a história do Êxodo nos oferece algo mais importante para sermos gratos. Ela nos lembra da inutilidade do orgulho humano diante de um Ser mais poderoso.

(Luiz Gustavo Assis é Teólogo e Mestrando em Arqueologia Bíblica e do Oriente Médico na Trinity International University, nos EUA; Texto produzido com exclusividade para o blog CRIACIONISMO

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PROFESSOR É DEMITIDO APÓS PRESENTEAR ALUNO COM UMA BÍBLIA

A Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos Estados Unidos (EEOC: U.S. Equal Employment Opportunity Commission) divulgou recentemente sua decisão a favor do professor Walt Tutka, que foi demitido da escola em que estava trabalhando depois de ter compartilhado um versículo bíblico com um aluno e, a pedido da criança, a ter presenteado com uma Bíblia.

Em sua decisão a EEOC afirmou haverem motivos suficientes para acreditar que o distrito escolar de Phillipsburg cometeu discriminação contra o professor. O EEOC afirmou ainda que a religião e um ato de retaliação foram os principais motivos da demissão de Tutka.

A decisão a favor do professor foi comentada pelo advogado Hiram Sasser do Liberty Institute, um escritório de advocacia especializado em casos de liberdade religiosa.

– Esta é uma grande indicação de que a EEOC está levando a liberdade religiosa a sério e de eles estão fazendo se cumprir a lei e, neste caso, se certificar que direitos de Walt são protegidos – afirmou o advogado, segundo a Fox News.

– Isso envia uma mensagem para os distritos escolares que a sua reação alérgica natural à religião é equivocada e, não e apenas errada, é também uma violação flagrante da lei – completou Sasser.

Os conflitos entre Tutka e a escola na qual estava trabalhando como professor substituto começou em outubro de 2013, quando ele citou um versículo bíblico a um aluno. O estudante o questionou onde estava escrito aquilo, e ele respondeu que era na Bíblia e, ao descobrir que o garoto não tinha uma Bíblia, o professor o deu uma de presente.

Walt Tutka é membro do Gideões Internacionais, um ministério conhecido por oferecer Bíblias para crianças em idade escolar em todo o mundo, o que para Hiram Sasser foi um dos motivos de sua demissão, que agora foi classificada como ilegal pela justiça do trabalho norte americana.
Sasser disse que espera que o distrito escolar recontrate o professor, e que o Liberty Institute vai trabalhar para se assegurar que o Tutka tenha seus direitos garantidos.

– Se eles não fazem a coisa certa, eles vão enfrentar sérias consequências (…) Você não pode simplesmente demitir pessoas porque elas entregam uma Bíblia para alguém enquanto estão no trabalho – afirmou o advogado.

(Gospel Mais)


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

COCA COLA BRASILEIRA TEM MAIOR TAXA DE PRODUTO CANCERÍGENO DO MUNDO

A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), produto presente no corante Caramelo IV e classificado como cancerígeno nos Estados Unidos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Conforme o Idec, a Coca-Cola do Brasil tem nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que fixou a quantidade máxima de consumo diário de 39 ml do refrigerante por dia. Nos EUA, a empresa alterou a fórmula do produto para diminuir a concentração do 4-MI, segundo o jornal britânico Daily Mail. No Reino Unido, ativistas favoráveis a uma alimentação saudável para crianças querem que a empresa tome a mesma medida.
De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 cmg do corante em 350 ml. Na Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, há 170 cmg para cada 355ml. A pesquisa, realizada pelo Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest, em inglês), de Washington testou a quantidade da substância nas latas vendidas também no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a pesquisa.
Procurada, por meio de nota a Coca-Cola respondeu que a quantidade do 4-MI presente no corante caramelo utilizado nos produtos é “absolutamente segura” e que os índices do ingrediente apontados em amostra brasileira pela pesquisa estão dentro dos padrões aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A empresa afirmou ainda que não vai alterar sua fórmula e que mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. “Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta“, diz a nota.


Conforme a empresa, ela se orienta por evidências científicas sólidas para garantir que os produtos são seguros e a Coca-Cola Brasil produz bebidas rigorosamente dentro das normas e observando as regras sobre quantidades e ingredientes recomendadas. ‘O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade”, completa.
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Relembrando, que esta questão não está apenas relacionada com a Coca-Cola, mas também com a Pepsi, de acordo com este artigo do Daily Mail.
Veja a explicação abaixo, retirada do artigo:
O que é a substância carcinogênica na Coca-Cola e Pepsi?
A cor dos refrigerantes vem parcialmente partir do 4-metilimidazole (4-MI), um produto químico que se forma na produção do corante de caramelo.


Coca-Cola, Pepsi e outros fabricantes insistem que ele é seguro em doses baixas encontradas em bebidas.


Mas estudos têm mostrado que a exposição a longo prazo ao produto químico causa câncer de pulmão em ratos, e as autoridades de saúde na Califórnia decidiram que os produtos com mais de 29 mcg (0.029 mg) devem levar uma advertência de saúde.


Quando a pesquisa do Centro para Ciência no Interesse Público, um grupo de campanha, as latas encontradas continham quase 140mcg, todas as empresas de refrigerante em todos os EUA foram forçadas a cortar os níveis.


Ativistas dizem que o consumo diário de alimentos com 30mcg de 4-MI causaria câncer em uma em cada 100 mil pessoas ao longo de suas vidas.


Mas a FDA (Food and Drug Administration) diz que alguém precisaria beber mais de 1.000 latas de cola todos os dias para atingir os níveis que causaram câncer em ratos de laboratório.
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Resolvi enviar uma pergunta para o SAC da Coca-Cola, questionando a quantidade de  4-metil-imidazol (4-MI) utilizada no Brasil e recebi o que acredito ser a resposta padrão (copy&paste) que dão para qualquer um que ouse questionar a segurança no consumo dos refrigerantes da Coca-Cola.
A Coca-Cola agradece a sua visita ao nosso site!
Informamos que a quantidade de corante caramelo IV utilizado em nossos produtos é absolutamente segura, e está de acordo com os valores definidos pela Comissão do Codex Alimentarius (orientações relacionadas a alimentos seguidas internacionalmente),  e pela ANVISA. Para ultrapassar os limites estabelecidos para consumo do corante caramelo IV a pessoa precisaria consumir diariamente 80 litros de refrigerante.
Assim, a quantidade de 4-MI ingerida pelo consumo de refrigerantes não é considerada significativa ou indicativa de risco à saúde humana.
Nós, da Coca-Cola Brasil, buscamos um elevado padrão de qualidade e segurança nos nossos produtos. Essa é a nossa mais alta prioridade!
Coca-Cola Brasil.
Abra Felicidade!
Fiz mais um questionamento em relação à quantidade exata da substância nos refrigerantes brasileiros e ainda aguardo a resposta.
Veja também a discussão sobre o assunto no Fórum Anti-NOM.
Atualização: a Anvisa publicou um informe técnico tentando mostrar a avaliação da Califórnia, que definiu um limite inferior ao do Codex Alimentarius, como não científico. Veja aqui o informe.

 ( Notícias Naturais)
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