Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


sexta-feira, 22 de maio de 2015

E ENTÃO VEIO O DILÚVIO

Décimo primeiro tablete do Gilgamesh, contendo o relato
 do dilúvio. O tablete que data do 7º Século a.C.,
foi encontrado em Níneve
A mais antiga versão do dilúvio que conhecemos vem de um tablete bastante danificado que conta a história de um certo herói chamado Ziusudra. Infelizmente mais de 80% do texto encontra-se perdido e, como resultado, a maior parte da história é obscura e difícil de ser resgatada. Apenas umas poucas passagens podem ser lidas com certo grau de certeza e, pelo que sabemos trata-se do relato de uma imensa inundação que a tempos abateu sobre o planeta Terra, mas Ziusudra conseguiu sobreviver a ela.

Outras versões, no entanto, estão bem mais preservadas que esse épico, e seu achado ajudou bastante na reconstrução dos antigos relatados sumerianos a cerca do dilúvio. O mais completo e bem conhecido é o "épico de Gilgamesh". Ele foi encontrado por Hormuzd Rassan, que substituiu o pioneiro Henry Layard nas escavações de Níneve, em 1852.

Após dois anos d árduo trabalho desenterrando os alicerces do palácio de Assurbanipal, Rassan foi recompensado com o achado da biblioteca real, a qual continha, mais de trinta mil tabletes de argila reunindo o conhecimento milenar de povos do Tigre e Eufrates. Embora os documentos fossem do 7º século a.C., ficou claro que muitos deles (inclusive o épico de Gilgamesh) eram cópias de materiais muito mais antigos, que remontavam a uma tradição do segundo milênio antes de Cristo.

A história é longa e o que nos interessa está no tablete número 11 da coleção. Ela diz que Gilgamesh tinha um amigo chamado Utinapishtim que ganhara a imortalidade e, semelhante ao Noé bíblico, conseguiu sobreviver as águas do dilúvio ele havia sido previamente avisado pelo deus Ea (senhor das águas e criador da humanidade) que uma imensa inundação se abateria sobre os homens. Assim, caso quisesse se salvar, Utinapishtim deveria construir uma embarcação de madeira e piche, capaz de carregar a semente da vida de cada espécie.

Finalmente o barco ficou pronto e Utinapishtim, munido de todos os seus tesouros, entrou a bordo  com sua Família, seus artesãos e os animais que havia recolhido. Então fechou a porta e aguardou. Finalmente, uma torrencial tempestade caiu sobre a Terra durando seis dias sem parar. O desastre foi tão intenso que até os deuses ficaram assustados e fugiram para os lugares mais altos do céu que ficavam na montanha celeste de Anu. Eles se encolhiam como cães assustados.

No sétimo dia após o início da tempestade, o barco encalhou no topo do monte Nissir (no Curdistão) ali permaneceu por mais seis dias. No sétimo dia, Utinapishtim soltou uma pomba para ver se as águas haviam baixado, mas ela retornou, pois não havia encontrado lugar para pousar. Então, possivelmente dias depois, ele soltou um corvo, que não retornou, pois havia encontrado terra firme.

Seguro de que as águas  haviam baixado, Utinapishtim saiu da arca com os animais e seus companheiros e, imediatamente ofereceu um cordeiro aos deuses que respiraram a fumaça do sacrifício e se mostraram satisfeitos.

Quando essa história foi publicada pela primeira vez, em 1872, houve um grade alvoroço na Europa, pois em 1859 Charles Darwin havia publicado a primeira edição de best seller Origem das Espécies, que mudou completamente a visão de muitos eruditos a cerca do Gênesis. Para eles, toda a história do Dilúvio não passava de um "conto judaico" e nada mais. Porém evidências fora da Bíblia indicavam que o relato de Gênesis Capítulos 6 a 9 era mais universal do que se imaginava, e não podia ser, de maneira nenhuma, criação de um autor hebreu.

Outra versão ainda mais antiga do Dilúvio foi recuperada a partir de vários fragmentos encontrados ao longo de 78 anos (1889 - 1967) em vários sítios arquelógicos da Mesopotâmia. Ela data o reinado de Ammisaduqa, que governou Sippar de 1646 a 1626 a.C., e é seguramente anterior a Moisés.

Nela, o herói diluviano não é Utinapishtim (como no Gilgamesh), e sim Atrahasis. Como no outro relato, ele é avisado pelo deu Enki (outro nome para Ea) de que a Terra seria destruída por causa do barulho que os homens faziam, não permitindo que o deus Enlil descansasse em paz. As pragas e a fome foram enviadas primeiro e, finalmente, derramou-se um grande dilúvio. Obediente as instruções de Enk, Atrahasis, sua família e vários tipos de animais sobreviveram à inundação e um barco que o próprio herói construiu.

Nota-se, por tanto, que se os sumerianos criam que um grande dilúvio havia ocorrido num remoto período de sua história. O relato do Gênesis não é imaginação gratuita de Moisés. Além disso, embora não tenhamos espaço para para abordar todas as versões do Dilúvio, é importante  dizer  que não se trata (como alguns minimalistas fazem supor) de uma mera lenda mesopotâmica ecoada pelo autor bíblico. Essa mesma história de uma inundação universal permeia dezenas de culturas fora da Mesopotâmia. Estudos antropológicos estão repletos de relatórios sobre cerimônias religiosas ligadas a esse acontecimento, que podem ser vistas em tradições milenares da Índia, China, Egito e México. Tribos africanas e índios (tanto americanos quanto andinos e brasileiros) também demonstravam conhecer o fato de que um dia o mundo esteve submerso sob as águas, e isso antes de qualquer contato com missionários ou detentores da tradição bíblica!

Fonte: (Livro Escavando a Verdade, pág. 68 - 70. Autor Dr. Rodrigo P.Silva)

Para maiores informações sobre esta e outras histórias da arqueologia bíblica adquira o livro ESCAVANDO A VERDADE  no site da Casa Publicadora Brasileira



Rodrigo Silva é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção (SP), com pós-doutorado em arqueologia bíblica pela Andrews University (EUA). É graduado em teologia e filosofia e mestre em Teologia Histórica. Atualmente está concluindo seu segundo doutorado em arqueologia clássica pela USP







Leia mais: PRECISÃO BÍBLICA SURPREENDE ESTUDANTES DE FÍSICA AVANÇADA

quinta-feira, 21 de maio de 2015

COMISSÃO DA IGREJA ADVENTISTA APROVA DUAS NOVAS SEDES ADMINISTRATIVAS PARA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

Nordeste brasileiro concentra 34% do número de adventistas no país

A Comissão Diretiva da sede sul-americana da Igreja Adventista aprovou no último domingo, 17 de maio, a criação de duas novas sedes administrativas no Brasil. O objetivo é melhor atender os membros da igreja na região Nordeste, onde estão concentrados 34% dos adventistas no país.

A partir de janeiro de 2016, a atual Associação Costa Norte (ACN), que atende Piauí e Ceará, muda de nome e passa a ter uma nova configuração territorial. O campo será identificado como Associação Cearense, abrangendo, portanto, apenas esse estado. “Essa região tinha distritos pastorais com um tamanho maior do que alguns estados”, justificou o pastor Moisés Moacir, presidente da igreja para a região Nordeste (União Nordeste).

Com a divisão do território, nasce a Missão Piauiense, com sede em Teresina (PI). A despeito dos avanços do adventismo no Piauí, o estado apresenta grandes desafios por ser o maior reduto do catolicismo no país, conforme mostrou o último censo do IBGE.

Foi aprovada também a criação da Missão Bahia Sul, que terá sede em Eunápolis. O novo escritório cuidará de 14.650 membros, distribuídos em 20 distritos pastorais que abrangem 62 igrejas organizadas e 104 grupos. De acordo com dados da Secretaria da Divisão Sul-Americana, referentes a outubro de 2014, a Bahia é o segundo estado com o maior número de adventistas (165 mil), ficando atrás apenas de São Paulo (230 mil).

Com os dois novos escritórios administrativos, o Brasil passa a totalizar 53 campos (entre associações e missões). [Márcio Tonetti, equipe RA / Com informações de Felipe Lemos]

(Revista Adventista)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

PORQUE AS CRIANÇAS PASSAM HORAS E HORAS VENDO E JOGANDO MINECRAFT?


Minecraft, o mundo virtual que a maioria dos pais simplesmente não entende como funciona, é oficialmente o jogo de maior audiência de todos os tempos no YouTube. Segundo o portal de vídeos, o nome do game, uma espécie de Lego digital que permite ao jogador construir mundos virtuais, tornou-se o segundo termo mais buscado no site, atrás apenas de “música”. Nada disso é uma surpresa para os pais de meninos e meninas que se acostumaram a suplicar para que seus filhos fechem as janelas de Minecraft no computador para andar de bicicleta, jogar bola, ir para a praça ou fazer qualquer outra coisa além de passar horas assistindo a outras pessoas construírem mundos virtuais pela internet.

Os pais reclamam que o jogo parece ter se tornado o centro da vida destas crianças; que elas ficam irritadiças quando não estão “ligadas” no jogo, que se mostram displicentes em relação aos deveres da escola e a tarefas do dia a dia em suas casas. Alguns decidiram proibir completamente o jogo ou limitar fortemente o tempo das partidas. Um desses pais, ao explicar por que restringiu o acesso de seus dois meninos gêmeos ao game, simplesmente disse: “Minecraft, assim como os principais vícios, não tem fim. Por sua vez, a infância de meus filhos não é infinita, e quero que eles a passem aprendendo sobre o mundo real, não sobre um mundo virtual.”

Mas, para outros, o jogo não faz mal às crianças - contanto que, ao menos, façam algo criativo. Mas passar horas e mais horas assistindo a outras pessoas jogarem representa um nível inédito de obsessão.

Há um vasto catálogo de conteúdo relacionado a Minecraft no YouTube. São cerca de 42 milhões de vídeos, de clipes que dão o passo a passo para construir coisas novas ou novas formas de modificar mundos já existentes ou então aqueles que simplesmente mostram gravações de partidas.

“É importante que pais ajudem seus filhos a aproveitar o Minecraft de forma saudável, conversando com eles sobre como saber a hora de fazer intervalos e estabelecendo regras, recompensando-os quando elas foram cumpridas”, aconselha Bec Oakley, fundadora do MineMum, um blog que ajuda pais a entenderem o que é o Minecraft.

Pesquisadores na China fizeram exames de ressonância magnética no cérebros de 18 universitários que passavam uma média de dez horas por dia jogando World of Warcraft, um RPG online. Em comparação com outro grupo que passava menos de duas horas por dia jogando, o primeiro apresentou menos massa cinzenta, a parte do cérebro responsável pelo raciocínio.

E, no início dos anos 1990, cientistas alertaram que, como videogames estimulam as regiões do cérebro que controlam a visão e o movimento, outras partes responsáveis pela emoção e o aprendizado poderiam ficar menos desenvolvidas.

Em termos de pesquisas específicas sobre Minecraft, um artigo assinado pelos psicólogos Jun Lee e Robert Pasin na revista Quartz sugere que ele pode não ser tão criativo como alguns pais esperam. “A criatividade é limitada pelas combinações de ferramentas e materiais disponibilizados pelo jogo para a construção de mundos. Então, os jogadores têm apenas uma missão: criar estruturas cada vez mais complexas. Apesar de isso parecer ser uma experiência muito criativa, crianças que estudamos relataram se sentir irritadas e com emoções à flor da pele após partidas de Minecraft.”

Crianças costumam ficar obcecadas com certas coisas. Há uma longa lista de brinquedos e games que se tornaram uma obsessão para elas, apenas para serem descartados sem cerimônia alguns anos depois. Talvez este acabe sendo também o destino de Minecraft, e as crianças voltem a assistir vídeos de animais fofinhos no YouTube.

(G1 Notícias)


PAPA FRANCISCO RECEBE PASTORES PENTECOSTAIS NO VATICANO

Pastores oram pelo papa Francisco

[Na tarde do dia 7/5], o [papa Francisco] recebeu em audiência privada um grupo de cerca de cem pastores evangélicos pentecostais provenientes de diversas partes do mundo. O grupo era guiado pelo pastor Giovanni Traettino, cuja comunidade Igreja Pentecostal da Reconciliação, em Caserta, foi visitada pelo papa Francisco em 28 de julho de 2014. O encontro - realizado numa das salas do complexo projetado por Pierluigi Nervi para as audiências papais - foi caracterizado por uma viva cordialidade e espírito de oração pela unidade. Foram os próprios pastores que manifestaram o desejo de encontrar Francisco. O papa estava acompanhado pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch. A visita do papa Francisco ao pastor em 2014 foi considerada histórica, por ser a primeira vez que um papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante. (continue lendo aqui)

terça-feira, 19 de maio de 2015

O MITO DA ORIGEM DA VIDA - E EU É QUE SOU CRENTE! rsrs

Os comentários que seguem entre colchetes [ ] é de autoria do jornalista Michelson Borges ,  publicado em seu blog Criacionismo.

...[leia com atenção o texto a seguir. Depois me diga quem são os verdadeiros crentes.]

Foram as ações de Júpiter e Saturno que, muito por acaso, criaram a vida na Terra [glórias a Júpiter e a Saturno, nossos criadores!]. Não os deuses do panteão romano, mas os planetas gigantes, que antigamente orbitavam muito mais perto do Sol [que afirmação categórica para algo totalmente hipotético!]. Empurrados para fora, soltaram uma cascata de asteroides, em um evento conhecido como Bombardeamento Pesado Tardio, que explodiram na superfície da jovem Terra e criaram as crateras ainda visíveis da Lua [esse grande bombardeamento pode ter sido não tão antigo e feito parte do cataclismo chamado dilúvio; basta interpretar os dados sob outra ótica]. No calor intenso desses impactos, o carbono dos meteoritos reagiu com o nitrogênio da atmosfera terrestre formando o cianeto de hidrogênio [não se sabe qual era a composição da atmosfera da Terra “primitiva”; os cientistas evolucionistas fazem suposições de acordo com os resultados que querem obter]. Apesar de ser um veneno, o cianeto é, no entanto, o antigo caminho pelo qual os átomos inertes de carbono entraram na química da vida [simples assim!].

Quando o impacto do Bombardeamento Pesado Tardio diminuiu, cerca de 3,8 bilhões de anos atrás, o cianeto havia chovido e formado poças, reagido com metais, evaporado, sido assado e irradiado com luzes ultravioletas e dissolvido em canais que corriam para lagos de água fresca. Os elementos químicos formados da interação do cianeto se combinaram ali de várias maneiras para gerar o precursor dos lipídios, dos nucleotídeos e dos aminoácidos. Esses são os três componentes significantes de uma célula viva – os lipídios compõem as paredes dos vários compartimentos da célula; os nucleotídeos guardam suas informações; e os aminoácidos formam proteínas que controlam seu metabolismo [então por que até hoje não foi possível criar uma célula viva em laboratório, utilizando-se esses três componentes – mesmo com toda tecnologia de que dispomos atualmente?].

Toda essa descrição é uma hipótese proposta por John Sutherland, químico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ele testou todas as reações químicas exigidas em um laboratório e desenvolveu evidências [evidências teóricas, lembre-se] de que esses acontecimentos são plausíveis sob as condições prováveis da Terra primitiva. Depois de descobrir a possível química necessária para produzir os materiais do início da vida [mas ninguém fala sobre as imensas dificuldades de se saltar do inorgânico para o orgânico, e para a vida com sua informação genética complexa], Sutherland desenvolveu o cenário geológico acima, que tem as condições obrigatórias para desencadear esses acontecimentos. Já a própria química veio da descoberta, feita por Sutherland seis anos atrás, da chave para um mundo de RNA.

Há tempos os biólogos acreditam na ideia de que a primeira molécula que carregava informações da vida não foi o DNA, mas seu primo químico próximo, o RNA. O RNA pode guardar informações genéticas e agir como uma enzima para produzir mais RNA [guardar informação é uma coisa, originá-la é outra bem diferente]. Como o DNA, o RNA é composto de uma fita de unidades químicas conhecidas como nucleotídeos. Cada nucleotídeo consiste de um açúcar, a ribose no caso do RNA, unido a uma base de um lado e a um grupo fosfato do outro. [Sobre essa hipótese relacionada ao tal “mundo de RNA, por favor, tome algum tempo para ler esta postagem, esta, esta e mais esta.]

Os pesquisadores que tentam reconstruir a química que levou à vida mostraram caminhos plausíveis para o surgimento da ribose e das bases [sobre a questão das bases, leia esta postagem]. Mas, na química prebiótica, o que se pressupõe da química natural da Terra antes do começo da vida, eles não puderam achar uma maneira provável de unir a ribose à base. Esse obstáculo era tão assustador que alguns começaram a duvidar da ideia de um mundo de RNA e a procurar, em vez disso, um sistema pré-RNA.

Depois de dez anos testando todas as possíveis combinações de químicas prebióticas [o que não prova de jeito nenhum que essas teriam sido as possibilidades de origem da vida, já que ninguém teria como observar como de fato isso teria acontecido – e ciência se faz com observação em primeira mão], Sutherland descobriu que a solução não era montar as unidades de ribose e açúcar separadamente, como consta dos livros de biologia [que sempre afirmaram que a coisa aconteceu desse jeito], mas construir uma substância que fosse parte açúcar e parte base. A soma de outra substância química simples converteu esse híbrido em um ribonucleotídeo. A porta para o mundo de RNA havia finalmente sido aberta.

Se esse foi um passo importante, deduziu Sutherland, então o resto da química prebiótica precisaria de alguma forma estar relacionada a ele. Sutherland e seus colegas passaram os últimos seis anos fazendo experiências para ver de que maneira o caminho da química do ribonucleotídeo pode ter o cianeto de hidrogênio como ponto de partida e como outras substâncias químicas prebióticas importantes poderiam ter surgido no caminho do cianeto até o nucleotídeo [você percebe que o que esses cientistas vêm fazendo é puro design inteligente? Eles estão usando tecnologia e inteligência para criar reações químicas com um propósito (teleologia)].

Até agora eles demonstraram maneiras de gerar 12 dos 20 aminoácidos usados nas proteínas, dois dos quatro ribonucleotídeos do RNA e o glicerol 1-fosfato, o componente universal dos lipídios dos quais são feitas as membranas das células. Suas descobertas foram relatadas em março na Nature Chemistry. [Eles ainda nem chegaram às proteínas e querem que acreditemos que conseguem originar vida...]

Apesar de outros pesquisadores terem mostrado como várias dessas substâncias podem ter se formado na Terra primitiva, eles precisavam de uma série de condições, algumas delas incompatíveis. Essa é a primeira vez que foi demonstrado que tantas substâncias químicas importantes para a vida surgiram da mesma química.

O relatório de Sutherland “demonstra pela primeira vez um cenário para gerar potencialmente todas as unidades de vida em um local geológico”, afirma Jack W. Szostak, geneticista do Hospital Geral de Massachusetts, que estuda a origem da vida. “Os detalhes do cenário serão debatidos por algum tempo, mas no geral acho que é um grande avanço.” Szostak dividiu um Prêmio Nobel de Medicina em 2009 pela descoberta do mecanismo que protege o final dos cromossomos. [É difícil entender como pessoas que estudam genética, máquinas moleculares, informação complexa e específica, mecanismos de reparo automático ainda insistam no acaso...]

As substâncias químicas de Sutherland não podem ser misturadas de uma vez [então quem ou o que teria organizado as substâncias e possibilitado as reações na ordem certa? Por que só agora eles dizem isso?]. Seu esquema da reação exige que sejam colocadas em sequência em um reservatório central. Então, em seu cenário, canais separados correm sobre depósitos minerais e chegam um a um a esse reservatório. Aí mora um possível [possível?] problema, afirmou Paul J. Bracher, químico da Universidade Saint Louis, no Missouri, em um comentário na Nature Chemistry. “Esse novo relatório representa uma abordagem muito interessante, mas os químicos que estudam a origem da vida ainda têm muito trabalho para fazer na cozinha”, escreveu ele.

Outros têm reservas mais profundas. Steven Benner, diretor da Fundação para Evolução Molecular Aplicada, de Gainesville, na Flórida, disse que muitas das reações do esquema de Sutherland “não são reais”, o que significa que substâncias químicas puras podem reagir como foi proposto no laboratório, mas não se pode esperar que o processo ocorra da mesma maneira em uma mistura natural dessas substâncias químicas. [É como eu disse e evolucionistas um pouco mais sensatos percebem: a experiência de Sutherland está mais para design inteligente do que para evolução ao acaso ou abiogênese.]

Benner também reparou que a ideia popular de um mundo de RNA está repleta de vários paradoxos não resolvidos. Um deles é que, se você tem um reservatório de substâncias químicas e coloca energia nele, “você não consegue a vida, consegue asfalto”, diz ele, sugerindo que as substâncias vão reagir para formar um alcatrão pegajoso [e não há evidências de todo esse alcatrão na coluna geológica]. Outro é que a água é fundamental para a vida, como são os nucleotídeos, mas a água destrói os nucleotídeos. Um terceiro problema é que o RNA deve agir como uma enzima e guardar informações genéticas [que já deveriam existir para ser guardadas], mas os dois papéis possuem propriedades contraditórias: uma enzima precisa se dobrar e ser reativa, enquanto uma molécula genética não deve fazer nenhum dos dois.

O campo tradicional da química prebiótica fez alguns progressos, na visão de Benner, mas não o suficiente para sugerir respostas reais. “Ter esses problemas básicos ainda sem solução quer dizer que talvez não estejamos respondendo à questão certa.”

Sutherland ainda está tentando encontrar rotas plausíveis para os outros dois nucleotídeos de RNA. Ele também espera entender como as moléculas da vida podem ter sido construídas a partir de suas unidades individuais, um processo conhecido como polimerização [que não ocorre na água, é bom repetir]. “Em biologia, o RNA faz a proteína e a proteína faz o RNA, então a biologia está nos dizendo que eles trabalham em conluio”, explica [então, quem surgiu primeiro, o RNA ou a proteína?]. Ele diz que ainda não sabe se a polimerização aconteceria em uma superfície de metal, normalmente tida como uma boa catalisadora, ou dentro de uma membrana celular [mas se essa membrana existisse, teria que ser já bastante complexa a ponto de permitir que alguns elementos entrassem na célula e que as organelas permanecessem dentro dela. A membrana celular conta com proteínas específicas que dificilmente estariam disponíveis nesse cenário].

A vida ainda pode ser improvável, mas pelo menos está começando a parecer quase possível [e o texto que começou exaltando os poderes criadores de Saturno e Júpiter termina com uma grande declaração de fé. Amém!].

Fonte primária (Uol Notícias)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

CURIOSIDADE - O PAPA E DECRETOS QUE DIVIDIRAM CONTINENTES

Depois que Cristóvão Colombo voltou de sua primeira viagem ás Américas em 1943, os reis da Espanha e Portugal não chegavam a um acordo sobre quem deveria colonizar as terras recém-descobertas e controlar o comércio nessas terras. A Espanha recorreu ao papa, Alexandre VI, para resolver esta questão.

A Espanha, Portugal e o papado já tinham estabelecidos direitos territoriais de terras recém descobertas. Em 1455, o papa Nicolau V garantiu aos portugueses o direito exclusivo de explorar terras e ilhas da áfrica ao longo da costa  do Atlântico e de tomar posse de tudo que encontrasse ali. Em 1479, no tratado de Alcáçovas, D. Afonso V de Portugal e seu filho, o príncipe João, entregaram a Fernando e Isabel da Espanha a soberania sobre as ilhas Canárias, em troca a Espanha reconheceu o monopólio Português sobre o comércio na áfrica e a soberania portuguesa sobre os Açores, Cabo Verde e Ilha da Madeira. Dois anos depois, o papa Sisto IV confirmou esse tratado, especificando que qualquer descoberta feita ao sul e a leste das ilhas Canárias pertenceria a Portugal.

Mas João, agora D. João II, rei de Portugal, afirmou que as terras que haviam sido descobertas por Colombo pertenciam a Portugal. Mas os monarcas espanhóis não aceitaram isso e apelaram ao novo papa, Alexandre VI, reivindicando o direito de colonizar e cristianizar as regiões descobertas por Colombo.

Em resposta, Alexandre formulou três decretos formais. No primeiro "pela autoridade de Deus todo poderoso", ele concedeu a Espanha a posse exclusiva e perpétua dos novos territórios. O segundo decreto estabeleceu uma ilha vertical demarcatória a uns 560 Km a oeste de Cabo Verde. De acordo com Alexandre, todas as terras que haviam sido ou que seriam descobertas a oeste dessa linha pertenceriam a Espanha. Com uma assinatura, o papa dividiu continentes inteiros! Seu terceiro decreto deu a impressão de estender a influência da Espanha na direção leste até a Índia. Isso é claro, deixou furioso D. João II, já que fazia pouco tempo que os portugueses tinham conseguido  contornar o sul da África, o que havia estendido o monopólio de Portugal ao oceano Índico.

Nova Linha no Mapa

Cansado de lidar com Alexandre, D. João decidiu negociar pessoalmente com Fernando e Isabel. Os monarcas espanhóis, por sua vez temendo a crueldade portuguesa e bastante ocupados em dirigir o Novo Mundo, "ficaram muito felizes em buscar um compromisso razoável", disse o escritor Willian Bernstein. Por isso em 1494, foi assinado um tratado na cidade espanhola de Tordesilhas.

O tratado de Tordesilhas manteve a linha vertical que Alexandre tinha desenhado, mas moveu-a 1.480 Km para o oeste. Supostamente, toda África e a Ásia "pertenciam" a Portugal , e o Novo Mundo, à Espanha. Por causa dessa mudança, parte de uma terra que ainda não havia sido descoberta, hoje conhecida como Brasil, passou a estar sob domínio Português.

Os decretos que autorizaram a Espanha e Portugal a tomar posse de novas terras e a defendê-las foram usados como desculpa para muitas matanças. Essas decisões desconsideravam os direitoa de das pessoas que viviam nessas terras - o que resultou em essas pessoas serem subjugadas e exploradas. Além disso essas decisões contribuíram para séculos de conflitos entre nações que disputam o poder entre si e o controle de territórios marítimos.

A Arrogância do Ocidente

"Essa idéia, de que um pontífice romano poderia dividir continentes inteiros para o benefício exclusivo de dois pequenos reinos europeus, hoje parece inacreditável - um famoso exemplo da arrogância do ocidente", disse o escritor Barnaby Rogerson.
 Esse decreto papal "pode ser considerado o estopim para as crueldades cometidas por todos os impérios coloniais subsequentes", acrescentou Rogerson.

Fonte: (Despertai - Março de 2015, pág 10)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

EX-PASTOR DE OUTRA DENOMINAÇÃO TRANSFORMA IGREJA EM TEMPLO ADVENTISTA

A maior dificuldade que tinha era a de não trabalhar aos sábados. “No início parece um bicho de sete cabeças, mas quando começa a guardar a gente vê que é de Deus. Hoje o que mais me alegra é o sábado”, comemora a cabeleireira Divana Freitas.

Seis meses antes da série de estudos no bairro Nova Era, em Juiz de Fora, MG, Orlando de Freitas e Divana começaram a estudar a Bíblia com o sobrinho, que é adventista. Quando chegou na mensagem do sábado, a cabeleireira ficou incomodada com o que aprendera, pois o salão de beleza lotava nesse dia. “Eu perguntei para ele se eu podia ser adventista sem guardar o sábado. Ele virou pra mim e disse que não. A partir daí, fiquei três meses sem dormir, pois eu não aceitava o que tinha aprendido”, relembra.

Após três meses de estudos com o sobrinho, o casal ficou sabendo que adventistas iriam estudar o Apocalipse durante 15 dias no bairro. Freitas, que era pastor de uma igreja evangélica, fechou sua igreja e direcionou os membros ao local de pregação.

[...]

Eles concluíram os estudos no dia 7 de junho deste ano [2014] e Divana começou a guardar o sábado, acompanhando seu esposo que já observava este dia desde quando estudou com o sobrinho. Para demonstrar a mudança de vida de forma pública, o casal foi batizado no sábado, 6 de setembro [idem], na igreja adventista central de Juiz de Fora.


Logo após o batismo, Divana e mais três mulheres foram investidas para ser Mensageiras da Esperança.

No mesmo dia pela manhã, foi realizada uma Escola Sabatina no antigo local onde funcionava a igreja evangélica de Freitas, mas, que agora, ganhou a placa da Igreja Adventista do Sétimo Dia. No domingo, 7 de setembro, o primeiro culto foi realizado no ambiente, onde os membros da outra denominação participam das reuniões.

Olhando tudo o que aconteceu, Divana percebe que a Bíblia é um guia para a vida de quem quer entender a vontade de Deus. “A mensagem não é difícil de entender, é claríssima, mas o inimigo é que nos impede de fazer a vontade de Deus”, pontua.

(Notícias Adventistas)

Leia mais: Pastor fecha igreja evangélica para assistir evangelismo

terça-feira, 5 de maio de 2015

CANDIDATURA DO Dr. BEN CARSON NOS EUA. VEJA QUAL A POSIÇÃO DA IGREJA ADVENTISTA

[...]O internacionalmente reconhecido neurocirurgião adventista Ben Carson, autor de diversos livros publicados no Brasil pela Casa Publicadora Brasileira (CPB) e cuja vida foi retratada no filme Mãos Talentosas, anunciou ontem (4) sua entrada na disputa pela indicação do Partido Republicano para concorrer à presidência dos Estados Unidos. No entanto, a Igreja Adventista mantém sua histórica posição de não apoiar ou se opor à candidatura de qualquer um de seus membros.

Sobre o assunto, a Igreja Adventista já possui um documento [veja o documento na íntegra aqui] a respeito de seu posicionamento em relação a questões políticas e, principalmente, ao seu cuidado em não tornar seus púlpitos em palanques eleitorais. [...]
[Equipe ASN, da redação]


À medida que o ciclo eleitoral de 2016 dos Estados Unidos começa, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está ciente do aumento do interesse na esperada candidatura presidencial do Dr. Ben Carson. A história do Dr. Carson é bem conhecida para a maioria dos adventistas. Ele é um médico muito respeitado e conceituado com grande destaque em sua profissão.

A Igreja Adventista sempre assume a posição de não apoiar ou se opor a qualquer candidato a cargo eletivo. Os membros da igreja são livres para apoiar ou se opor a qualquer candidato como bem entenderem, mas a Igreja, como instituição, não empresta seu nome como palanque eleitoral. Deve-se tomar cuidado para que o púlpito e toda a propriedade da igreja permaneçam como espaço neutro quando se trata de eleições.

A igreja confirma sua posição clara sobre a separação entre Igreja e Estado, tendo trabalhado diligentemente para proteger os direitos religiosos de todas as pessoas de fé, não importa qual seja a sua afiliação denominacional.

“Devemos, portanto, trabalhar para estabelecer uma Liberdade Religiosa robusta para todos e não devemos usar nossa influência com líderes políticos e civis tanto para avançar a nossa fé ou inibir a fé dos outros. Os adventistas devem levar a sério as responsabilidades cívicas. Contudo, os adventistas não devem enfatizar a política ou utilizar o púlpito ou as nossas publicações para promover teorias políticas.”  (Da Declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, adotada pelo Concílio de Relações Intereclesiásticas/Inter-religiosas da Igreja Adventista do Sétimo Dia em março de 2002).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia valoriza o Dr. Carson como valoriza todos os membros.  Contudo, é importante para a igreja manter o seu apoio histórico de longa data à separação entre Igreja e Estado ao não endossar ou se opor a qualquer candidato

Nota produzida pela Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Com informações de Notícias Adventistas e Adventistas.org

sábado, 2 de maio de 2015

CONSUMIDORES DE PORNOGRAFIA PODEM SER REVELADOS

Trinta milhões de americanos assistem pornografia regularmente, de acordo com o Wall Street Journal. Esse número é muito maior do que a quantidade de pornógrafos assumidos, mesmo em pesquisas anônimas: em 2013, apenas 12% dos entrevistados admitiram assistir pornografia online. Mas graças à onipresente vigilância digital e à identificação de navegadores, os mentirosos dos EUA não poderão controlar o sigilo de seus hábitos pornográficos. Os consumidores de pornografia de todo o mundo estão sendo vigiados, e se o engenheiro de software Brett Thomas estiver certo, seria muito fácil tirá-los do armário, junto com uma lista extensa de todos os vídeos que eles já assistiram.

Thomas, que mora em São Francisco, tomou umas cervejas com um membro da indústria de entretenimento adulto digital. Naturalmente, em algum momento a conversa tomou um rumo econômico. Embora o profissional tenha insistido que coletar e vender os dados pessoais dos visitantes de sites eróticos não era uma prática comum no ramo, Thomas não se convenceu.

“Se você estiver assistindo pornografia online em 2015, mesmo escondido, é bom se acostumar com a ideia de que em algum momento o seu histórico pornô pode ser revelado publicamente, e com seu nome embaixo”, anunciou Thomas em um post intitulado “A pornografia online pode originar o próximo grande escândalo de privacidade”, escrito pouco tempo depois de seu encontro.

A justificativa de Thomas era mais ou menos esta: seu navegador (Chrome, Safari, etc.) tem uma configuração única, e transmite informações que podem ser utilizadas para identificá-lo enquanto você navega pela internet. Você está basicamente deixando “pegadas”, como Thomas as chama (outros preferem “impressões digitais”), por todos os sites que visita. Assim, resta apenas ligar uma pegada a outra – um expert poderia identificar os mesmos sinais em visitas ao Facebook e ao NYTimes.com quanto ao Pornhub e ao XVideos.

Thomas argumenta que “quase todo site tradicional que visitamos salva dados suficientes para ligar sua conta de usuário à identificação do seu navegador, seja diretamente ou por terceiros”. Ele está definitivamente certo quando diz que a maioria das páginas que você visita (não apenas sites pornôs, é claro) possuem programas de rastreamento que mandam seus dados para empresas terceirizadas, muito provavelmente sem sua permissão. Muitas delas, por exemplo, usam o Google Analytics, utilizado para monitorar o tráfego em páginas da web. Outras utilizam botões de “compartilhar” e empresas de propaganda terceirizadas.

Portanto, se, por exemplo, clicássemos no vídeo [xxx], não estaríamos apenas enviando uma solicitação para um site pornô. Estaríamos mandando uma solicitação para o Google, para a empresa AddThis, e também para uma empresa chamada Pornvertising, mesmo se estivéssemos navegando no modo privado. Também estaríamos enviando dados que poderiam ser utilizados para identificar nosso computador, como o endereço IP.

Tudo isso, somado à ascensão dos ataques de hackers, diz Thomas, significa que um catálogo completo dos hábitos pornográficos de cada indivíduo está constantemente em perigo, e pode facilmente vir a público. Thomas acredita que não é apenas possível, mas sim muito provável que um hacker invada o banco de dados que abriga o histórico pornô de toda a internet.

Isso, é claro, tem uma série de implicações perigosas, e que vão muito além da humilhação de um consumidor de pornografia – se você pensa que apagar seu histórico da internet deleta todos os rastros daqueles vídeos de fetiche por pés ou os desenhos de bestialismo, pense de novo. O pior de tudo é que ainda existem muitos lugares onde as pessoas são perseguidas por suas orientações sexuais. Se um governo opressor descobrisse que um de seus cidadãos assistiu a uma série de filmes pornôs gays, essa pessoa estaria correndo um enorme risco. [...]

“Eu acredito que essa é uma preocupação completamente justificada”, disse Justin Brookman, um especialista em privacidade do Centro de Democracia e Tecnologia. “O modo de navegação privada não cancela os mecanismos de monitoramento.” Em outras palavras, mudar o seu navegador para o modo privado e limpar seu histórico não impedem que as empresas de pornografia saibam o que você está fazendo.

Para se ter uma ideia do que é, de fato, esse monitoramento, eu usei um app chamado Ghostery, que identifica e bloqueia programas de monitoramento instalados em páginas da internet, para investigar os cinco maiores sites pornôs da internet [...]. ([Um deles] é o 43º site mais visitado do mundo. Para se ter uma ideia, o Gmail é o 66º. O Netflix, o 53º.)

O Ghostery revelou que todos esses sites possuem programas de monitoramento, e portanto repassam informações para uma série de empresas, incluindo o Google, o Tumblr e serviços de propaganda voltados para a indústria pornô, como o Pornvertising e o DoublePimp. Além disso, a maioria dos grandes sites pornôs expõem com precisão o tema dos vídeos acessados já nas URLs [...].

“A URL é uma das informações básicas de todas as solicitações HTTP”, afirma Tim Libert, um pesquisador de privacidade, “então quem tem acesso ao código [o Google, ou o Tumblr] dessa página consegue essa informação por tabela. Sequências puramente numéricas [por exemplo, ‘?id=123’] podem não revelar as preferências sexuais de ninguém, mas é possível identificar se uma URL vem de um site pornô. URLs muito descritivas, por sua vez, podem revelar os gostos de cada um, e se ela diz algo muito pervertido, bem, isso não é mais um segredo”.

Outro ponto importante, segundo ele, é que o modo privado não faz “absolutamente nada para impedir esse monitoramento; no máximo a sua barra de endereços não irá completar o que você escreve lá com sites vergonhosos, mas os publicitários e os corretores de dados ainda conseguem todas as suas informações. Eu não faço ideia do que eles fazem – ou se eles fazem algo – com esses dados, mas está tudo guardado em algum ligar”.

Isso não é muito surpreendente. Na internet, quase tudo o que fazemos é monitorado. Nem sempre por motivações maléficas, mas sim porque os programadores, e isso inclui os programadores de sites pornôs, dependem dessas ferramentas de monitoramento, muitas das quais “gratuitas”, para aumentar a usabilidade e a popularidade de seus sites. Pesquisas recentes revelaram que 91% dos sites de saúde – que deveriam ser o recanto mais seguro e privado da internet – estão compartilhando nossas pesquisas médicas para empresas terceirizadas. É claro que os sites pornôs estão seguindo o mesmo caminho: Libert fez um teste a meu pedido, e descobriu que 88% dos 500 maiores sites pornôs utilizam programas de monitoramento. [...]

“Creio que é assim que o governo encontra as pessoas que veem e compartilham pornografia infantil”, acrescentou Brookman. Também é provável que o NSA use essas ferramentas para espionar os interesses eróticos de muçulmanos – a agência chegou a considerar um plano estapafúrdio que envolvia deslegitimar possíveis “terroristas” ao revelar seus interesses por pornografia, ferindo, assim, sua credibilidade como adeptos fervorosos do Islã. [...]

(Mother Board)

NOTA DO JORNALISTA MICHELSON BORGES:

"Se seu histórico de navegação fosse revelado, o que você sentiria? Alguém poderia usar esses dados para “ferir sua credibilidade” como adepto do cristianismo? Que rastro você tem deixado em sua vida digital? Que testemunho você tem dado ao seu provedor de internet? Se é cristão, sua crença deve afetar cada área de sua vida, inclusive a online. Além disso, devemos nos lembrar de que não apenas nosso histórico de navegação pode se tornar público, mas que nossos pensamentos e atividades ocultos são totalmente abertos para Deus, e um dia também poderão se tornar evidentes para todo o Universo, no desfecho do juízo. A única solução para isso tudo é mantermos uma vida íntegra, transparente, coerente e santa. Aí não teremos nada a temer – nem de Deus nem de qualquer agência de espionagem ou hacker."

sexta-feira, 1 de maio de 2015

MARCA DA BESTA, CHIP NA MÃO, BOATOS E A BÍBLIA SAGRADA

Boato é algo muito antigo, só que com a vida plena online o alcance e a dimensão dos boatos aumentaram de maneira impressionante. Nem toda a informação que se propaga, inclusive sobre assuntos religiosos, é real. Tudo é passível de checagem.

E um alerta: cristãos que se dizem conhecedores da Bíblia precisam aprender a diferenciar boatos de fatos. Devem desenvolver o hábito de investigar mais, pesquisar detalhes de certos assuntos antes de compartilhar determinados conteúdos ou mesmo fazer comentários. Um princípio básico do conhecimento é checar se determinados dados são verdadeiros ou não.

Mas por que digo isso? Porque, entre tantas informações desencontradas que circulam nos meios virtuais, há uma que fala a respeito de uma lei, no Brasil, que obrigaria as pessoas a implantar chips sob a pele e que ali estarão todos os dados de registro dos cidadãos. Já surgiu esse boato referente à implantação em outros países. Mas a informação, até o presente momento, não é confirmada por nenhum site, portal ou blog conceituado e de credibilidade que se conhece, portanto é boato (mentira).

O que existe no Brasil, de fato, é um projeto sem conclusão prevista para implementação de um Registro de Identidade Civil (RIC) que supostamente reunirá todas as informações de um cidadão (número de RG, CPF, CNH, etc) de forma eletrônica. E isso poderia ser por meio de um chip colocado em um documento. Tal Registro poderia ser emitido pela Justiça Eleitoral, mas não há nada concretizado ainda. E estou falando do que a própria presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou em entrevista concedida em março deste ano acerca do assunto. Nada aponta para um chip colocado sob a pele! Pelo menos não em relação ao Registro.

Marca da besta?

Muitos cristãos têm se perguntado, nos meios virtuais, se esse suposto chip e o projeto de integração do registro civil seria a tal marca da besta mencionada no Apocalipse.

O assunto requer mais tempo de leitura e estudo comparativo inclusive com o livro de Daniel, mas de maneira rápida – para se entender a marca da besta – é fundamental se compreender quem é a besta e que tipo de marca se faz alusão no livro da revelação divina.

Há, no Apocalipse, a indicação de duas bestas. A besta que sobe do mar é, fundamentalmente, um poder político-religioso que atua para desqualificar os ensinos bíblicos por meio de contrafação e não para confirmá-los. Segundo explica o pastor Arilton de Oliveira, apresentador do programa Bíblia Fácil da TV Novo Tempo, essa besta “representa Roma em suas duas fases, imperial e papal”. Mas há a besta que sobe da terra (identificada como os Estados Unidos por conta das características ali descritas) e que tem total relação com a primeira besta, ou poder, conforme o capítulo 13 do Apocalipse.

Em uma análise dos versículos desse capítulo, Arilton comenta o papel de cada um dos poderes no panorama profético ainda não concretizado ou cumprido. Em um vídeo resumido produzido para a web, ele esclarece que a imagem que a segunda besta (EUA) fará da primeira (Roma papal ou Vaticano) “sem dúvida será para honrar alguma criação da primeira besta”. E detalha mais o que significa essa imagem. “Quando olhamos para a história nós percebemos que o sistema papal trocou a santidade do quarto mandamento, do sábado, para o primeiro dia da semana. O que os Estados Unidos farão justamente será levar os habitantes da terra a passar a santificar o primeiro dia da semana. A isso chamamos na profecia de o decreto dominical”. Resumindo: a questão aqui colocada é a de poderes tentando impor a observância de um dia de descanso e adoração não bíblico (é a tal imagem). Isso ocorre em oposição a um grupo (que deduz-se ser bem menor) que defende a guarda do sábado tal como a ensinada e contextualizada desde o livro de Gênesis até o Apocalipse, passando pelos profetas maiores, menores, evangelhos e cartas de Paulo.

Evidência de lealdade

E a marca, o que tem a ver com imagem e bestas? Segundo o Comentário Bíblico Adventista, produzido a partir de muito estudo teológico e análise histórica e de contexto, “os eruditos adventistas entendem que esta não é uma marca literal; em vez disso, consiste em um sinal de aliança que identifica o portador como alguém leal ao poder representado pela besta. A controvérsia nessa época girará em torno a lei de Deus, sobretudo, do quarto mandamento. Logo, a observância do domingo será o sinal, mas isso só ocorrerá quando o poder da besta for reavivado e a observância do domingo no lugar do sábado se tornar lei…quando tudo estiver claro diante das pessoas e, mesmo assim, escolherem seguir a instituição da besta, observando-a e desobedecendo ao sábado de Deus, elas mostrarão sua fidelidade ao poder da besta e receberão sua marca”.

O tema, como eu já frisei, exige estudo mais prolongado e consistente. Mas duas coisas podem ficar bem claras: necessidade de profundo apego à Bíblia e à oração como instrumentos seguros para compreensão equilibrada das profecias e grande atenção a boatos que não fortalecem a fé, e sim, criam alarmismos, falsa sensação de espiritualidade e catastrofismo barato.

Precisamos realmente ter a Bíblia como alicerce firme para nossa crença cristã e não só como mera fonte de informação.

(Notícias Advenistas)

VEJA ALGUNS VÍDEOS ESCLARECEDORES





MAIS UMA VEZ, EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO SÃO DESMASCARADAS

Fósseis que não eram fósseis e ossos de patas que não eram patas…

A vida não está nada fácil para os evolucionistas, afinal, duas evidências apresentadas ad nauseam na imprensa, em artigos científicos e livros didáticos simplesmente caíram por terra com novas e mais acuradas pesquisas científicas.

O primeiro caso trata-se dos chamados “fósseis mais antigos do mundo” – os microfósseis de supostos 3,4 bilhões de anos de Apex Chert. De acordo com os pesquisadores, pilhas de minerais acabaram manchadas durante a circulação de fluidos, dando a impressão de haver fósseis dentro das rochas – mas não havia nada. Os novos dados foram publicados na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

O segundo caso é o da “pata” das baleias. Quem já não ouviu o mito evolucionista segundo o qual a vida terrestre teria surgido a partir de vertebrados que deixaram o ambiente aquático para viver em terra firme? Segundo os evolucionistas, alguns desses animais teriam voltado a viver na água, centenas de milhões de anos depois de terem saído de lá. Os ancestrais das baleias seriam um exemplo desses migrantes. E a grande “prova” apresentada pelos defensores dessa hipótese são alguns ossos encontrados no corpo das baleias e que parecem ser o que teria sobrado de patas primitivas de algum ancestral delas. Dizia-se que esses ossos não tinham função alguma, e por isso eram tratados como “órgãos vestigiais” capazes de “comprovar” o suposto passado terrestre dos ancestrais da baleia.

Pois bem, essa foi outra “prova” detonada pelos fatos e pela pesquisa séria. Novos estudos indicam que esses ossos pélvicos não têm nada a ver com patas primitivas. E definitivamente não se trata de “órgãos vestigiais”. Eles têm uma função importante: apoiar os músculos que controlam o pênis da baleia. Resumindo: aqueles ossos têm funções reprodutoras e não locomotoras. A pesquisa foi publicada por J. P. Dines, com o título “Sexual selection targets cetacean pelvic bones” (Evolution, 3/11/2014).

Imagine o trabalhão (e o gasto) que os editores de livros didáticos que apoiaram por anos essas historinhas terão para reescrever tudo…

Nada como um dia depois do outro e uma pesquisa depois da outra.

(Notícias Adventistas)

Veja Mais: CINCO "PROVAS" QUE NÃO PROVAM A EVOLUÇÃO
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