Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


sexta-feira, 26 de junho de 2015

JARRO DE TRÊS MIL ANOS CONFIRMA NOME DE PERSONAGEM BÍBLICO

Arqueólogos israelenses descobriram e recuperaram os pedaços de uma vasilha de 3 mil anos com uma inscrição da época do bíblico rei Davi em uma escavação no Vale do Elah, região central de Israel, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel nesta terça-feira. Trata-se da quarta inscrição desse tipo descoberta até o momento, que data do século X a.C., no Reino da Judeia. Os pedaços do recipiente de argila foram localizados em 2012 em escavações em Khirbet Qeiyafa, próximas à cidade israelense de Beit Shemesh e onde, segundo o relato bíblico, aconteceu a mítica [sic] batalha entre Davi e Golias. Nos fragmentos foram descobertas inscrições que despertaram a curiosidade dos pesquisadores Yosef Garfinkel, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, e Saar Ganor, da Autoridade de Antiguidades de Israel. Ao recuperar e juntar os pedaços - um verdadeiro quebra-cabeças -, os arqueólogos encontraram recentemente o nome “Eshbaal Ben Beda” em letras antigas.

“Trata-se da primeira vez que aparece o nome Eshbaal em uma inscrição antiga no país. Eshbaal Ben Shaul, que governou Israel na mesma época que Davi, é citado pela Bíblia”, afirmou Garfinkel. Ele acrescentou que Eshbaal foi “assassinado e decapitado e sua cabeça levada a Davi em Hebron”. “É interessante destacar que o nome Eshbaal aparece na Bíblia, e agora também em um documento arqueológico. Esse nome só foi usado durante a era do rei Davi. O nome Beda é único e não aparece em inscrições antigas ou na tradição bíblica”, reforçou.

Os pesquisadores salientaram que a descoberta de inscrições dos dias do mítico [sic] rei hebraico é um fenômeno muito recente. “Há uns cinco anos, não conhecíamos nenhuma inscrição datada no século X a.C. do Reino da Judeia. Isso muda totalmente nosso entendimento da expansão da escritura no reino e agora fica claro que estava muito mais estendida do que pensávamos”, justificaram. No lugar das escavações foram encontradas também uma fortificação, duas portas, um palácio e armazéns, além quartos e salas de culto, que faziam parte de um assentamento datado do final do século XI e princípios do X a.C.

(Veja.com via Criacionismo)

Nota: Esta é mais uma das muitas descobertas arqueológicas que respaldam o pano de fundo histórico da Bíblia Sagrada, o que faz dela o livro antigo de maior credibilidade histórica. Se é assim, por que duvidar de sua teologia? [Jornalista Michelson Borges]

Comentário de Luiz Gustavo Assis: Uma nova inscrição descoberta em Khirbet Qeiyafa (possivelmente a cidade de Saraim [ša’aryim], 1 Samuel 17:52) foi divulgada no começo do mês de junho. De acordo com as pesquisas iniciais de Yosef Garfinkel, o responsável pela escavação no local da descoberta, a inscrição é datada do 10º século a.C., a época de Davi, conforme a narrativa bíblica. A inscrição diz: ˀIšba’al ben Bedaʼ = “Ishba’al filho de Beda’”. Para Gershon Galil (Universidade de Haifa), a inscrição vai numa outra direção: KPRT ‘SHB’L BN BD’[M] = “A expiação de Ishba’al filho de bdʿ[m]”. Apesar da diferença entre as duas traduções, um fato é bem estabelecido: o texto fala de um certo Ishba’al que viveu naquela região em meados do século 10 a.C. Curiosamente, um dos filhos de Saul, o rei anterior a Davi, também se chamava Ishba’al, e assumiu o trono de Israel num período caótico após a morte de seu pai. É evidente que o Ishba’al da inscrição não é o mesmo filho de Saul, porém, esse novo achado demonstra como esse nome era “popular” naquela época. Ao que parece, esse nome caiu em desuso em anos posteriores. Inscrições dessa época são raras em Israel, comparadas com a ampla documentação de nações vizinhas, como Egito, Síria e os impérios da Mesopotâmia.

Veja mais: PROVAS ARQUEOLÓGICAS DO DILÚVIO

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