Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

APÓS 23 ANOS NOVA VERSÃO DA BÍBLIA FAZ HISTÓRIA NA RÚSSIA

Mikhael M. Kulakov conseguiu o que muitos achavam impossível: completar o trabalho épico iniciado por seu pai em um país marcado por décadas de intolerância religiosa. Graças aos esforços dessa família e de outros colaboradores adventistas, bem como de ortodoxos russos e de estudiosos judeus, os russos têm uma nova versão da Bíblia numa linguagem acessível para toda a população.

Foram 23 anos de trabalho para que a tradução das Escrituras para o russo moderno fosse concluída. O passo inicial foi a formação do Instituto de Tradução Bíblica, fundado em 1993 pelo pai dele, Mikhail P. Kulakov, o primeiro presidente da Divisão Euro-Asiática. O instituto nasceu vinculado ao Seminário Teológico Adventista de Zaoksky.

Mas o sonho começou bem antes. No fim da década de 1940, quando Mikhail Kulakov iniciava seu ministério em Daugavpils (Letônia), ele recebeu grande influência do pastor Janis Oltinsh. Ao frequentar a casa do teólogo, Kulakov tinha acesso à sua enorme biblioteca. Oltinsh costumava lhe mostrar as vantagens de comparar várias traduções da Bíblia.
Influenciado por essa visão, Kulakov decidiu iniciar uma parceria com pesquisadores de outras denominações para produzir, a partir das línguas originais, uma versão mais precisa, que ajudasse a esclarecer o significado de passagens que por vezes intrigaram os russos.
Histórico da tradução bíblica na Rússia

Equipe que ajudou na tradução da Bíblia para o russo contemporâneo. Foto: reprodução do site da Columbia Union Visitor

A nova tradução para o russo tem um grande valor para a história do cristianismo no país. Para se ter uma ideia, apenas duas principais traduções foram lançadas na Rússia durante o último milênio: a versão Gennadievskaya, publicada no século 15, e a Sinodal, que data do final do século 19. Ambas possuem linguagem difícil de ser interpretada. Por conta disso, no século 19, seminaristas russos usavam a Vulgata Latina (tradução bíblica do grego para o latim).

Ao longo do século 20, o ateísmo imposto pelo partido comunista soviético tornou praticamente impossível o trabalho de tradução das Escrituras. Com a relativa reabertura para o cristianismo após o fim da União Soviética em 1991, Mikhail P. Kulakov passou mais de uma década trabalhando em uma nova tradução de Salmos e do Novo Testamento. Porém, com a morte dele, em 2010, alguns chegaram a pensar que o Instituto de Tradução Bíblica corria o risco de fechar.

O que poucos sabiam, entretanto, era que seu filho estava determinado a terminar o trabalho. Contudo, como professor em tempo integral de Teologia, História e Filosofia na Universidade Adventista de Washington, em Takoma Park, Maryland (EUA), Mikhael Kulakov tinha uma agenda desafiadora. Para conseguir levar o projeto do pai adiante, ele reivindicou à diretoria da universidade uma agenda mais flexível. Weymouth Spence, presidente da instituição, decidiu apoiá-lo, concedendo uma licença de cinco anos para que completasse a tradução. “Nós não poderíamos ter feito isso sem o apoio da Universidade Adventista de Washington”, disse Mikhael Kulakov na cerimônia de lançamento da publicação, em junho deste ano.

A nova versão da Bíblia é a segunda lançada em russo contemporâneo. A primeira tradução foi publicada pela Sociedade Bíblica Russa em 2011.

Construindo pontes
A publicação vem contribuindo para aproximar a igreja de outras denominações religiosas que colaboraram com o projeto ou passaram a usar a nova tradução do texto bíblico. Segundo Mikhael, um número significativo de líderes ortodoxos está usando o material, além dos educadores do departamento de Estudos Bíblicos da Universidade Ortodoxa de São Tikhon que estão recomendando a publicação aos seus alunos.

A tiragem inicial foi de 15 mil exemplares, mas, segundo informou Mikhael, diversos grupos cristãos também estão imprimindo outros milhares para suas congregações.
“Que bênção é vê-la sendo recebida de forma tão positiva por outras denominações”, expressa Guillermo Biaggi, que serviu como presidente da Divisão Euro-Asiática de 2010 a 2015 e hoje atua como um dos vice-presidentes da Associação Geral.

“Ela vai fazer muita diferença porque sabemos que a Palavra de Deus não volta vazia”, acrescentou Dave Weigley, presidente da Conferência da União de Columbia e diretor do conselho da Universidade Adventista de Washington.

A nova tradução da Bíblia foi apresentada oficialmente na 60ª Aassembleia da Associação Geral em San Antonio, no Texas (EUA), no dia 9 de julho. Em discurso durante a programação, Mikhael Kulakov lembrou os milhares de cristãos que pagaram um preço altíssimo nos campos de concentração para que a Palavra de Deus fosse compartilhada com os russos. Entre eles estava o seu próprio pai, que foi preso por causa da sua fé e cumpriu pena de cinco anos em campos de trabalho forçado durante o regime de Josef Stálin.

“Essa Bíblia será o meio através do qual milhares de russos conhecerão a Cristo e serão salvos”, enfatizou o pastor Ted Wilson, presidente mundial dos adventistas, que foi um dos apoiadores do projeto de tradução das Escrituras iniciado por Mikhail P. Kulakov.
Na tentativa de tornar a Bíblia mais acessível entre os vários segmentos da população, o conselho de administração do Instituto de Tradução da Bíblia também aprovou um voto visando a apoiar o desenvolvimento de uma versão em aplicativo para dispositivos móveis e uma edição ilustrada para as crianças. [Márcio Tonetti, da equipe RA / Com informações de Crews Angie, publicadas no site da Columbia Union Visitor]

(Revista Adventista)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

UM ESTUDO SOBRE A PALAVRA VINHO NA BÍBLIA

Existem várias palavras na Bíblia que são traduzidas como vinho ou bebida forte:

Oinos: vinho embriagante ou vinho doce (puro suco da uva)
Yaín: vinho embriagante ou vinho doce (puro suco da uva)
Shekar: bebida embriagante
Tyrosh: vinho fresco recém-espremido da uva; o puro suco da uva

Algumas pessoas pensam não haver vinho não fermentado. Porém, isso não procede. A Enciclopédia Judaica, por exemplo, declara que o vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat (vinho de tonel).[1] Em Lamentações 2:12, fala-se de um vinho (yaín) como alimento de bebês de colo; tal vinho só poderia ser o puro suco da uva.

O escritor e filosofo grego Aristóteles utiliza a palavra oinos para descrever o suco fresco da uva.[2] Ateneu, escritor grego nascido no Egito, fala sobre vinho (oinos) sendo pego no campo.[3]

Yaín (heb.) e oinos (gr.) são palavras genéricas que significam todos os tipos de vinhos que existem, sejam os embriagantes ou os não fermentados. Logo, para identificarmos quando está se tratando de um ou de outro tipo de vinho, deve-se, sobretudo, avaliar o contexto literário e o contexto social da época. Mas voltemos à pergunta principal: Qual o tipo de vinho abençoado por Deus?

Só há um tipo de vinho que é bênção do Senhor: tyrosh, o puro suco da uva recém-espremida. Isaías 65:8 diz: “Assim diz o Senhor: Como quando se acha vinho (tyrosh) num cacho de uvas, dizem: Não o desperdices, pois há bênção (bêrakah) nele...” Bêrakah, além de “bênção”, quer dizer: “louvor a Deus”, “prosperidade”, “acordo de paz”.

Em Provérbios 3:10, tyrosh aparece como símbolo de bênção e prosperidade: “E se encherão fartamente os teus celeiros e transbordarão de vinho (tyrosh) os teus lagares.” Também em Deuteronômio 11:14: “Darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal e o vosso vinho (tyrosh) e o vosso azeite.”

Todos os vinhos embriagantes e as demais bebidas fortes são tidas como mortíferas (Pv 23:29-32) ou alvoroçadoras (Pv 20:1; Ef 5:18) e impróprias para o consumo daqueles que seguem a sabedoria e a justiça (Pv 23:20, 31, 32 e Pv 31:4).

Provérbios 23:29 e 30 afirma que os “ais”, os “pesares”, as “pelejas”, as “queixas”, as “feridas sem causa” e os “olhos vermelhos” são para dois tipos de pessoas: os que se demoram perto do vinho e para os que buscam (chaqar) o vinho misturado (nesse caso, o embriagante).

A palavra hebraica chaqar, além de “buscar”, também significa “pesquisar”, “analisar”, “investigar”, “procurar”, “esquadrinhar”, “examinar detalhadamente”; em outras palavras, todos aqueles males listados no versículo 29 também são para os que procuram consumir bebida embriagante.

Avaliando esses termos e aspectos da Palavra de Deus, fica fácil concluir que, quando a Bíblia afirma: “O vinho (yaín) que alegra (samach) o coração do homem...” (Sl 104:15), ou: “...come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho (yaín)”, ou coisas semelhantes, está se referindo ao puro suco da uva (tyrosh), pois é neste que habita a alegria verdadeira e a bênção do Senhor.

(Gabriell Stevenson, Apologética XXI via Criacionismo  )


ESCRIVÃ QUE SE RECUSOU A CASAR DOIS GAYS É PRESA NOS EUA

Uma escrivã do estado americano do Kentucky foi presa nesta quinta-feira (3) por descumprir uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que regulamenta o casamento [sic] entre pessoas do mesmo sexo. Na hora do “sim”, ela disse “não”. Kim Davis foi detida por se recusar a emitir certidões de casamento para casais [sic] do mesmo sexo. O juiz disse que as convicções pessoais não podem estar acima da lei. A escrivã alega que o casamento gay não é reconhecido por Deus. O caso ganhou destaque depois que ela bateu boca com dois homens que tentavam se casar. “Não estou fazendo certidões de casamento hoje”, disse ela. O noivo, David, perguntou: “Sob que autoridade?” E ela respondeu: “Sob autoridade de Deus.”

Nos Estados Unidos, a certidão de casamento é feita por funcionários públicos ligados ao sistema judiciário. Na cidade onde Kim Davis trabalha, o escrivão é eleito pelo povo. E só pode ser retirado do cargo por um impeachment. Mas tem gente que acha que a convicção religiosa de Kim não combina com a vida que ela leva – a escrivã está no quarto casamento. “Ela já se divorciou três vezes. Nós estamos juntos há vinte anos!”, disse mais um noivo que saiu da prefeitura sem aliança.

Há dois meses, a Suprema Corte legalizou o casamento [sic] gay nos 50 estados americanos. Mas Kim nunca assinou uma única certidão de dois noivos ou duas noivas. Ela entrou na Justiça - e perdeu. Recorreu - e agora foi parar na prisão.

Kim não está sozinha. Escrivães do Alabama e do Texas também têm usado a religião pra descumprir a lei. Protestos e manifestações de apoio chegam de vários estados. “Ela é uma heroína que desafia a Justiça pra cumprir a palavra de Deus”, diz uma manifestante de Ohio. “Você não escolhe quem ama. Casar é um direito do ser humano”, argumenta a ativista, do Kentucky.

Cinco escrivães que trabalham com Kim vão emitir as certidões de casamento pra todos os casais enquanto ela estiver presa. E o juiz avisou que ela vai ficar na cadeia até decidir cumprir a lei.


(G1 Notícias)
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