Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

BOB DYLAN, PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA E SUA CONVERSÃO AO CRISTIANISMO

O cantor e compositor americano Bob Dylan, de 75 anos, foi anunciado nesta quinta-feira (13) o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016. A escolha foi divulgada em um evento em Estocolmo, na Suécia. A opção por um músico – e não por um escritor de ofício – soa incomum, mas o nome do Dylan vinha sendo cotado havia muitos anos. Também poeta e com diversos livros lançados, o artista é aclamado sobretudo pelo lirismo de suas letras. Tanto na música como na literatura, Bob Dylan foi fortemente influenciado pela geração beatnik e pelos poetas modernos americanos.

Dez vezes vencedor do Grammy, Bob Dylan já se reinventou por diversas vezes, assumindo as identidades de desafiador do pop, estrela do rock, poeta sábio e cristão missionário – ele se converteu ao cristianismo em 1979. Vejamos como isso aconteceu...

Os avós de Dylan viviam no leste europeu dominado pelo Czar Nicholas II, que acusava os judeus de responsáveis pela decadência do império russo, e quando começou a perseguição em 1905 pelos simpatizantes do Czar, vovô Zigmar Zimmerman imigrou para os Estados Unidos da América, mais precisamente para Duluth, Minnesota. Em 1911 Abe Zimmerman, filho de Zigmar, nasce e, em 1934, aos 22 anos, Abe casou-se com Beatrice (Beatty) Stone. Deste casamento foi gerado Robert Zimmerman (mais tarde conhecido como Bob Dylan) que nasceu em 24 de maio de 1941. Quatro dias após seu nascimento Bob foi registrado e circuncidado conforme as tradições judaicas.

Apesar de não te sido criado em lar ortodoxo, Bob recebeu ensinamentos bíblicos básicos. O que foi determinante mais tarde para a criação das letras de suas músicas que o tornaram o poeta de rock mais influente do mundo, sendo que muitas destas eram baseadas em todas aquelas imagens contidas no Velho Testamento, ou seja, nos primeiros 5 livros da Bíblia ou Pentateuco, que é adotado pelos judeus ortodoxos. Mas uma frase dita por seu pai o acompanhou por toda sua vida, algo como: “... que é possível alguém tornar-se tão desonrado que seus próprios pais poderiam abandoná-lo, mas se isso acontecesse, Deus sempre acreditaria na sua própria capacidade de redenção.”

Sua trajetória de rockstar se deu naturalmente no início dos anos de 1960 até a segunda metade dos anos de 1970. Bob Dylan apareceu para o grande público como cantor folk, basicamente voz, guitarra acústica e harmônica e, em 1965, escandalizou todo um segmento de puristas fanáticos pela folk music quando amplificou seu som e se apresentou a todo volume com Mike Bloomfield na guitarra e banda no festival de Newport, foi um choque monumental que pegou público e crítica pela primeira vez de calças na mão. Em 1974 Bob estava cansado das farras, da fama, da imagem de profeta do rock criado sobre si mesmo, da grana fácil, dos shows estereotipados para grandes multidões perdidas nas drogas e na alienação que viam nele um “messias” que lhes dariam um sentido razoável para se continuar vivendo e acreditando no ser humano.

Bob se encontrava bastante deprimido, mas duas de suas antigas namoradas Mary Alice Artes e Carolyn Dennis que vinham do meio evangélico, como também outros membros da banda da época, foram influentes na sua conversão ao cristianismo em seguida. A princípio eles o incentivavam a orar sempre que estivesse em alguma situação desanimadora e assim foi, até que em certa ocasião Bob teria tido uma visão e sentido a presença de Jesus Cristo numa sala. Em 1979, o pastor de origem luterana Kenn Gulliksen, que fundara sua própria igreja, a Vineyard Fellowship em 1974, a mesma que Mary Alice Artes frequentava, procurou por Bob Dylan e lhe falou de Jesus. O que foi decisivo para Bob dobrar-se e ser batizado. Já que não tinham sede própria, as reuniões da Fellowship eram em prédios, salas alugados ou na praia como nos tempos da igreja primitiva de Jesus e seus apóstolos. Ideologicamente se baseavam na Bíblia e tinham postura rígida em relação a drogas, excesso de bebidas e adultério. Bob foi imerso (morto) e emergido (ressuscitado) do mar tendo renascido como um novo homem, agora discípulo de Jesus, o único Salvador.

A conversão de Bob Dylan não agradou à comunidade judaica, já que os próprios filhos dele tinham sido criados na Lei pregada por Moisés, sendo que os mesmos se viam constantemente em situações constrangedoras em virtude da reviravolta de fé dada pelo pai.

Mas a nova crença inspirou Bob Dylan a criar e lançar três discos com mensagens de conteúdo cristão. Uma trilogia amaldiçoada pelos críticos, com exceção talvez do primeiro, o excelente Slow Train Coming, de 1979, com as faixas “Gotta Serve Somebody”; e “Slow Train”; “Precious Angel” e “I Believe In You”. A seguir veio Saved, de 1980, com as faixas “Saved”; “Pressing On” e “Are You Ready” se destacando com mensagens mais radicais e moralistas sendo repudiado pela crítica e ignorado por boa parte dos fãs. E finalmente, Shot Of Love, de 1981, que apesar de ter sido um bom trabalho contendo “In the Summertime” e “Dead Man, Dead Man”, confirmou o repúdio geral. A crítica especializada já profetizava o fim de carreira do maior poeta do rock & roll.

Bob Dylan enfrentava todo o tipo de pressão por parte de empresários, colegas do meio musical, críticos especializados, comunidades judaicas, público em geral, etc., para que ele voltasse a ser o poeta revolucionário e inconformista que o caracterizou no início de sua carreira. A frequência em seus shows despencou junto com a arrecadação, como também a venda de discos e convites para apresentações. De repente ele se viu de escanteio e menosprezado. Era o preço a pagar por sua conversão ao cristianismo.

Em 1983, após um breve afastamento dos estúdios e palcos, Bob Dylan reaparece com o álbum Infidels, um trabalho onde demonstra profunda afinidade e identificação com o povo judeu e Israel, revoltando-se contra o anti-semitismo e anti-sionismo. Agora ele não faria mais shows aos sábados e passou a estudar a Cabala. Ele teria abandonado o cristianismo finalmente, mas talvez não totalmente, pois uma faixa de Infidels era denominada “Property Of Jesus” (“Propriedade de Jesus”).

Em entrevista à Rede CBS na década de 2000, após 19 anos excluso, Bob desabafou: “Nunca quis ser profeta nem salvador, no máximo Elvis. Posso me ver transformando nele. Mas profeta? Não.”

Fontes: (G1 Notícias, OBluesDoeu , MegaPhone ADV)

ARQUEÓLOGO ADVENTISTA DESTACA A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA

Líderes adventistas de várias partes do mundo estão reunidos na sede mundial da igreja, em Maryland, nos Estados Unidos, participando de comissões e reuniões administrativas. Ontem, o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Ted Wilson, apresentou um importante e inspirador sermão sobre o modelo educacional aprovado por Deus. Durante sua mensagem, ele destacou a importância do criacionismo, da Bíblia e dos livros do Espírito de Profecia. A certa altura, Wilson convidou o conceituado arqueólogo adventista Dr. Michael Hasel para proferir algumas palavras aos líderes. Leia abaixo alguns trechos da fala de Hasel. O sermão do pastor Wilson pode ser lido na íntegra aqui, neste link (em inglês).

“A autoridade da Bíblia tem enfrentado um ataque sem precedentes com a ascensão do modernismo e do pós-modernismo no mundo ocidental. Desde a Revolução Cultural Francesa uma nova filosofia tem procurado abolir a instituição da igreja e, com ela, a Bíblia, a Palavra viva de Deus. Em seu lugar, os filósofos estabeleceram a razão autônoma com seu espírito de crítica e dúvida, a experiência humana com sua ênfase no presente como o intérprete do passado, e o naturalismo filosófico afirmando que a humanidade deve operar sem qualquer referência ao trabalho de Deus.

“Em 1844, justamente quando nossos fundadores tinham experimentado o grande desapontamento, partes de livros populares de história natural da criação foram publicadas anonimamente por Richard Chambers e promoviam abertamente o conceito de evolução. Naquele mesmo ano, Charles Darwin completou seu manuscrito inicial do A Origem das Espécies. O resultado é que o pensamento evolucionista tem encontrado seu caminho para a maioria das disciplinas. Mas Chambers e Darwin não escreveram suas obras influentes em um vácuo.

“Os estudiosos da Bíblia tinham começado a desconstruir as Escrituras redatando seu conteúdo e negando o próprio tecido da sua história. Foi removida a natureza única da Bíblia como uma obra constituída na história. Hoje abordagens literárias pós-modernas se divorciaram da história bíblica e a relegaram às areias movediças da cultura. No início do Século das Luzes, Moisés foi rejeitado como o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia. Na década de 1970, Abraão e os patriarcas foram descritos como mito. Na década de 1980, estudiosos deram as costas para o evento do Êxodo. Na década de 1990, estudiosos pós-modernos se voltaram para os reinados de Davi e Salomão. Essa é a batalha que ainda vem sendo travada hoje no mundo acadêmico.

“Como a Bíblia foi reescrita, sua história desconstruída, a profecia preditiva foi considerada impossível. Porque a Bíblia começou a ser estudada apenas como literatura e porque esses estudiosos passaram a acreditar que Deus não inspirou Seus escritores por meio da revelação direta, escritores bíblicos não podiam prever o futuro. Ambos, história e profecias, foram removidos e reduzidos a meras metáforas e interpretações idealistas. A palavra profética - que deu origem à Reforma e conferiu identidade à nossa igreja remanescente - foi reinterpretada, deixando os adventistas como quase a única igreja que ainda ensina os livros de Daniel e Apocalipse de uma perspectiva historicista.

“Na minha biblioteca tenho um livro de 600 páginas intitulado A Morte da Luz. Ele documenta como as grandes universidades como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por reformadores protestantes e foram bastiões da educação bíblica e da interpretação historicista da profecia. Seus primeiros presidentes escreveram volumes sobre a profecia e a breve volta de Jesus. Mas hoje todos os vestígios dessa história se foram.

“A sociedade e nossa igreja foi atingidas e golpeadas pelo modernismo e seus desafios para as verdades encontradas na Bíblia; mas hoje não estamos mais sob a utopia prometida do pensamento modernista. Tivemos a maior das guerras da história da humanidade, que deixou 60 a 80 milhões de mortos no campo de batalha e nas casas e ruas das maiores cidades da Europa. Vemos a propagação de doenças e epidemias que a ciência moderna não tem sido capaz de erradicar e curar (aids, malária, ebola, câncer, doenças cardíacas). Nossa sociedade se tornou apática para quaisquer alegações de verdade, desiludida com as promessas do passado.

“Será que vamos sobreviver à desconstrução moral, social, política e religiosa que nos rodeia? Como podemos combater essa influência como igreja? Como podemos realizar reavivamento e reforma em nossas escolas? Nossos alunos estão procurando desesperadamente uma missão, um sentido em um mundo quebrado, mas tem havido uma crescente desconexão entre a missão e a mensagem da Bíblia e sua mensagem profética que nos deu esse significado e essa missão. Como estamos incutindo essa identidade em uma geração que terá condições de terminar a obra? [...]

“Como arqueólogo, gasto muito do meu tempo em Jerusalém. Em duas semanas, estarei lá novamente. Há na Cidade Velha o Monte do Templo, o local onde o templo esteve no passado. É a maior estrutura de seu tipo construída no Império Romano, seis vezes maior que o Coliseu, em Roma. No canto sudoeste do Monte do Templo está a pedra angular, colocado ali mais de 2.000 anos atrás. É uma pedra enorme, que  pesa entre 80 e 100 toneladas. Todo o projeto de construção que Herodes começou e que se estendeu ao longo de um período de quase um século repousa sobre o alinhamento de uma pedra angular.

“Pergunto aos meus irmãos e irmãs que compõem as pedras vivas desta casa espiritual: Como estamos nos alinhando com a Palavra viva de Deus hoje? São as nossas escolas - que estão treinando esta geração de jovens para terminar a obra - alinhadas na missão hoje? Estamos alinhados com Jesus, a pedra angular?

“Tenho um sonho: que todo o nosso currículo educacional seja fundamentado em uma base bíblica. Que nossos cursos de psicologia, história, biologia, negócios, literatura sejam dados a partir de uma base de pensamento e visão de mundo bíblicos. Que façamos mais do que simplesmente ter uma oração no início da classe e, em seguida, repetir os pensamentos de Freud e Darwin. Que os nossos alunos sejam apenas treinados para Harvard, mas para o Céu. [...]

“Nosso nome descreve um povo que acredita e ensina a totalidade da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse. O sétimo dia em nosso nome aponta para a volta de Jesus, que era o Verbo, no início: ‘Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e sem Ele nada do que foi feito se fez’ (João 1:3). Somos um movimento chamado para defender Jesus e Sua criação em seis dias literais. Jesus disse: ‘Pois se cressem em Moisés, vocês acreditariam em Mim; pois Ele escreveu sobre Mim’ (João 5:46).

“A palavra ‘adventista’ em nosso nome aponta para uma voz profética chamada para este tempo a proclamar as três mensagens angélicas. Somos um movimento que proclama as palavras de Jesus: ‘Eis que venho sem demora! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro’ (Apocalipse 22:7).

“Tenho um sonho: que as palavras de Ellen White em O Grande Conflito, página 595, sejam cumpridas hoje: ‘Mas Deus terá um povo sobre a terra que mantenha a Bíblia, e só a Bíblia, como o padrão de todas as doutrinas e a base de todas as reformas. As opiniões dos homens instruídos, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam a voz da maioria - não devem ser considerados como evidência a favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos exigir um claro ‘Assim diz o Senhor’ em seu apoio.”

(Criacionismo)
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